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sábado, 7 de abril de 2012

BOA PASCOA  A  TODOS!!!

Significado da Páscoa






Há dois mil anos atrás, um homem veio ao mundo disposto a ser o maior exemplo de amor e verdade que a humanidade conheceria.

Sua proposta de vida não foi atendida por muitos.
Condenaram este homem e crucificaram-no ignorando todos os seus propósitos de um mundo melhor.
Houve dor, angústia e escuridão.
Por três dias o sol se recusou a brilhar, a lua se negou a iluminar a Terra, até que o terceiro dia a vida acontecia.

A páscoa existe para nos lembrar deste momento inigualável chamado ressurreição.
Ressurreição do sorriso, da alegria de viver, do amor.
Ressurreição da amizade, da vontade de ser feliz.
Ressurreição dos sonhos, das lembranças.

E de uma verdade que está acima dos ovos de chocolates ou até dos coelhinhos da páscoa.
Cristo morreu, mas ressuscitou.

 E fez isso somente para nos ensinar a matar os nossos piores defeitos e ressuscitar as maiores virtudes sepultadas no íntimo de nossos corações.

Que este seja o verdadeiro da minha, da sua, da nossa Páscoa, que possamos encontrar amor, carinho, paz, fraternidade, companheirismo, porque isso sim é o verdadeiro sentido da Páscoa.

Feliz Páscoa para todos VOCÊS!


 CARINHOSAMENTE  KATIA MATTOSO E NOELI NONAU.

















quinta-feira, 5 de abril de 2012


O Espiritismo e a Páscoa




O Espiritismo não celebra a Páscoa, mas respeita as manifestações de religiosidade das diversas igrejas cristãs, e também não proíbe que seus adeptos manifestem sua religiosidade.

Páscoa, ou Passagem, simboliza a libertação do povo hebreu da escravidão sofrida durante séculos no Egito, mas o Cristianismo comemora a ressurreição do Cristo, que se deu na Páscoa judaica do ano 33 da nossa era, e celebra a continuidade da vida.

O Espiritismo, embora sendo uma Doutrina Cristã, entende de forma diferente alguns dos ensinamentos das Igrejas Cristãs. Na questão da ressurreição, para nós, espíritas, Jesus apareceu à Maria de Magdala e aos discípulos, com seu corpo espiritual, que chamamos de perispírito. Entendemos que não houve uma ressurreição corporal, física. Jesus de Nazaré não precisou derrogar as leis naturais do nosso mundo para firmar o seu conceito de missionário. A sua doutrina de amor e perdão é muito maior que qualquer milagre, até mesmo a ressurreição.

Isto não invalida a Festa da Páscoa se a encararmos no seu simbolismo. A Páscoa Judaica pode ser interpretada como a nossa libertação da ignorância, das mazelas humanas, para o conhecimento, o comportamento ético-moral. A travessia do Mar Vermelho representa as dificuldades para a transformação. A Páscoa Cristã representa a vitória da vida sobre a morte, do sacrifício pela verdade e pelo amor. Jesus de Nazaré demonstrou que pode-se executar homens, mas não se consegue matar as grandes idéias renovadoras, os grandes exemplos de amor ao próximo e de valorização da vida.

Como a Páscoa Cristã representa a vitória da vida sobre a morte, queremos deixar firmado o conceito que aprendemos no Espiritismo, que a vida só pode ser definida pelo amor, e o amor pela vida. Foi por isso que Jesus de Nazaré afirmou que veio ao mundo para que tivéssemos vida em abundância, isto é, plena de amor.

Amílcar Del Chiaro Filho
Este artigo foi publicado na íntegra pela Revista Católica 'Missões' - da Ordem Consolata.

terça-feira, 3 de abril de 2012



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Mensagem de Chico Xavier
Chico Xavier


Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO,
mesmo sabendo que as rosas não falam...
Que eu não perca  o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro
que nos espera pode não ser tão ALEGRE...
Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é,
em muitos momentos, dolorosa...
Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo,
eles acabam indo embora de nossas vidas...
Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS,
Mesmo sabendo que muitas delas são incapazes
de ver, reconhecer e retribuir, esta ajuda...
Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo
que inúmeras forças querem que eu caia...
Que eu não perca A VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a pessoa que
eu mais amo pode não sentir o mesmo sentimento por mim...
Que eu não perca a LUZ E O BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas
que verei no mundo escurecerão os meus olhos...
Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda
São dois adversários extremamente perigosos...
Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo
que as tentações da vida são inúmeras E deliciosas...
Que eu não perca o sentimento de JUSTIÇA, mesmo
sabendo que o prejudicado possa ser eu...
Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo
que um dia os meus braços estarão fracos...
Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VIVER, mesmo sabendo
que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...
Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela
muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia...
Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração,
mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado...
Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo
sabendo que o mundo é pequeno...
E acima de tudo...
Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente!
Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um
é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois,,,
A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS
E CONCRETIZADA NO AMOR!

domingo, 1 de abril de 2012


As cartas de Chico Xavier

Carta de Laurinho Basile: "Libertação"

Mamãe querida.
Seu filho pede a bênção.
Saudades condensadas dão isso. Uma vontade imensa de mostrar amor.
Entretanto, ausência para nós já era. Estamos naquela da união para sempre. Morte mais se parece a um espantalho na lavoura.
Enquanto a Maturidade não chegar para o coletivo das criaturas, é preciso pintar essa abertura com sinais que metam medo. Isso é lei de Deus. Instinto de conservação. Defesa comum.
Se todas as pessoas, de uma só vez, pudessem compreender a chamada Libertação, é muita gente que desejaria pirandelar.
E fuga não é flor que se cheire. Pos aí, somos obrigados, para a nossa felicidade, a enfrentar a pedreira e rebater a picareta sem picaretagem. Trabalhar e aprender.
O corpo não é farda de que se possa desertar por bagatela. A morte precisa dessas pompas de cores estranhas e rituais encharcados de lágrimas. Semelhante indução ao receio é necessária, porque são muitos os cultivadores do capim mimoso querendo arrear o fardo educativo antes da hora.
Mas retomemos o fio. Mamãe agradeço.
Estou quase feliz, não fosse o muro. O muro vibratório que aparentemente nos segrega em faixas diferentes da força.
Reencarnação do espírito, a meu ver, se não estou dando alguma de curioso frustrado, é o mesmo que a pessoa se colocar numa espécie de voltagem diversa daquela que conhecemos por aqui.
Tudo é posicionamento elétrico, ou quase tudo, no campo de nossas vidas. O cérebro de alguém, no carro físico, está em circuito diferente para nós tanto quanto nós temos a cabeça instalada em outras dimensões da energia.
No meio dessas ramificações todas, com transformadores e conexões adequadas por toda parte, o coração é o amor e amor independe de quaisquer implementos para expressar-se.
Em razão disso, estamos nós na reciprocidade.
Eu penso e você pensa, você pensa e eu penso, isto é, conjugamos os mesmos sentimentos em cuja equação as idéias somam igualmente. Sei. Não precisaria escrever para que o seu carinho me reconhecesse na sobrevivência em que antecedi a vivencia de tantos.
A empatia é o nosso clima, tanto quanto a comunhão intima é o nosso lar.
Continuo e continuamos, você e eu, agradecendo. Temos sido muito felizes, dialogando com tantos amigos de varias faixas etárias. Creia. Temos falado juntos.
Peço a sua paciência e prossigamos em marcha. É muita juventude perguntando, muita infância a desesperar-se, muita madureza a desfazer-se em pranto e aflição.
A hora é mesmo de permuta.
Comunicação inadiável. E o importante é que essa comunicação é de fio pessoal.
Fácil observar para nós dois que, criatura a criatura, a mensagem pede adequação. A verdade é uma só, no entanto, a interpretação é serviço indispensável no domínio de cada um.
Estou agradecido ao seu esforço. Mãe querida, isso tudo é um campo novo para nós.
Você me percebe e me ouve sem que os tímpanos do corpo registrem minha voz. Isso me alegra, porque afinizados um com o outro, quais as cordas de um violino, em mãos de artistas do Mais Alto, formamos uma dupla e estamos construindo um futuro iluminado de bênçãos.
A prece é a tomada. Os pensamentos são fios que nos interligam. E a nossa palavra reflete de improviso os esclarecimentos que me alcançam, procedentes de amigos que me antecederam por aqui.
E centralizados em Deus, por Jesus Cristo, seguiremos empregando o melhor que pudermos, na formação de caminhos para os que se perderam da estrada real, às vezes marginalizados na revolta e no sofrimento.
Você e eu, juntos, responderemos ao conteúdo da Gaveta da Esperança.
Tantas bênçãos, tantos recados de carinho! Gratidão para todos os corações queridos.
Minha emoção é tamanha que, freqüentemente, a lágrima de enternecimento é a resposta que se nos fez possível. A bendita lágrima do amor, síntese de saudade e ternura, convivência e devotamento constante.
De meu lado, querida Mãezinha, informo que estou vivo. Se me perguntarem como, formularei a contra pergunta: de que modo morre a água na Terra a fim de pairar no Espaço, em estado positivamente oposto ao sólido em que a vemos no mundo?
Pois é. A água também morre e sobrevive e igualmente retorna ao campo dos homens, na incapacidade de demonstrar às balanças terrestres de que maneira se gazificou esse rematerializou na chuva benéfica, nas ocasiões em que não se volatiza, de todo, para integrar-se em outras substancias da vida cósmica.
A realidade é que eu mesmo, continuando a agir e aprendendo a servir para ser aproveitado com mais eficiência na maquina do bem de todos.
Sigo o nosso querido pescador em suas preces que são também minhas, rogando aos Mensageiros de Jesus para que meu pai esteja sob as bênçãos de Deus.
Em casa, rejubilo-me com a tranqüilidade que se vai refazendo...
Ra e Shell com a querida Menesta e com o Josetinho e os outros corações amados me proporcionam imensa alegria.
Yo e Petar com Gus e Guil e mais o pessoal entrante ou aspirante à entrada na família, são maravilhosos companheiros. Mirta e Lu são as estrelas novas em explosões de esperança e de alegria. Todo o amor para ambas.
Peço a Lu compreensão para a Pupy.
Aquele coração de carinho, pulsando sobre as patinhas não sabia ler. Por mais se lhe dissesse o que, por enquanto se lhe diga a linguagem filosófica dos que se separaram entre lágrimas e inquietações, nas fronteiras da morte e da existência, nada lhe atingiria a sensibilidade e nem lhe abordará, por agora, o entendimento simples.
A querida companheirinha não tem ainda forças para entender que não há Vazio.
E carência, Mamãe, quando não aceita sob a luz da fé em nossos mais elevados destinos, é anemia da alma. “Pingo d’água mole em pedra dura...”
De cá, entretanto, teremos recursos para auxiliá-la, mas isso, por enquanto, é uma oura historia. Se muitos não entendem os assuntos de Laurinho sobrevivente, como assimilarão certas realidades sobe os animais, especialmente aqueles que se nos fazem mais íntimos e mais queridos?
Muitas flores de carinho para a Vó Lourdes e Vó Genoveva extensivamente do avô inesquecível.
O vovô de residência em meus ranchos de agora, está comigo. Companheiro e benfeitor, com quem meus débitos vão subindo.
A proposta do Toninho é quase uma cascata.
Imagine se eu pudesse complementar um computador em nossa querida paisagem, seria um clandestino nas instituições de ciência no mundo.
Depois de uma palavra no domínio das probabilidades, porque, em verdade, sou, até agora, um Laurinho tão experimentador quanto antes, na hipótese de acertar, levantaria horrores de indagações.
Naturalmente, companheiros de pesquisa me mobilizaram para resolver problemas da Humanidade, com tal impacto de confiança que eu mesmo terminaria a aventura no caso do peão que caiu de modo sesquipedal, depois de ouvir aqueles que lhe superestimavam os méritos.
Não posso colocar o carro antes do combustível.
Devagar. A viagem de um país para outro não dá pedal para milagres. Toninho que trabalha aí que continuo a esforçar-me daqui.
Entretanto, se ele quer uma dica, procure o Sergio Pistelli, a e a Maria Beatriz que conhecemos no Eletrotécnico de Mococa e vá em frente. Se as invenções ficassem na conta de um cérebro mágico, a ciência não progrediria. E todos precisam de vez.
Presentemente mantenho a voz em outros trombones, mas o teste do Toninho está bem bolado.
Ainda assim, outra pala valiosa para o amigo é o serviço de apoio à Santa Casa.
Estou na atualidade computando outras jogadas e não posso perde a bola.
Disciplina. Essa misteriosa deusa é por demasiado exigente.
Sigamos no “Very slowly”.
Que ele me desculpe essa pretensão. É só para inglês ver.
Mãezinha, recebo os pensamentos da Selma e da Lu, de coração amolecido.
Afinal, creio hoje que nasci num ninho de estrelas e você Mamãe, com um pai, é a dona dessa prodigiosa constelação.
Meu carinho a todos. Evaldo e Tadeu, por força dos laços que nos reúnem hoje com mais peso de solidariedade, estão presentes e se fazem lembrados aos familiares queridos.
Abraços ao Pantera e a todos os Bichos admiráveis que moram no Zoológico de meu coração.
Amor pra todas as amizades, incluindo as companheiras dedicadas, meninas iluminadas de esperança às quais me sinto o irmão de sempre.
Mamãe, agora, é o fim da carta.
Quantas laudas neste processo de saudade e carinho? Ainda não sei. Conte-as a querida Barata sempre minha inspiração e luz, Vida e mestra.
Se me esqueci de nomes de nossa intimidade, isso é milonga de papo amigo, porque tenho o meu listão na memória, mas não posso estirá-lo aqui  no papel.
Você Mamãe, dirá a todos, os meus amigos, que enviamos lembranças  e um abração de fraternidade. Lembro o papai em minha gratidão e ternura de filho e entrego pra Você o meu coração.
Amor infalível e devoção total de seu filho

Laurinho.

Uberaba, 19 de junho de 1978 


IDENTIFICAÇÕES

Nesta carta, Laurinho se refere à chamada “Libertação”, esclarecendo que, se a pudéssemos compreender muita gente haveria de querer partir.
Mas essa partida não pode ser por nossa vontade, porém pelos desígnios de Deus. Do contrario, seriamos suicidas, e estes, para cumprirem o tempo que deveriam permanecer na Terra, vão para um lugar nada agradável chamado “Umbral”.
*
Adiante, afirma Laurinho: “É centralizados em Deus por Jesus Cristo, seguiremos empregando o melhor que pudermos na formação de caminhos para os que se perderam...”
Mães, mães desesperadas, desanimadas, confiem no Cristo! Ele estenderá sempre as mãos para todos aqueles que as solicitarem.
Ter saudade, muita saudade, é um direito de todas nós, e a saudade tende sempre a aumentar. Costumo afirmar que a saudade é a nossa maior prova neste Planeta de expiações.
Mas é preciso ganhar compreensão, equilíbrio e trabalhar para o bem comum, sem esperar retribuições. É preciso estudar muito, se aprofundar nos ensinamentos do Cristo, à luz da Doutrina Espírita, para que a razão aceite estas verdades.
Nossos filhos estão vivos, trabalhando por nós e por eles, na maquina do bem de todos.
Realmente, Laurinho reafirma: “De meu lado, Mãezinha, informo que estou vivo.”
Se pararmos para pensar, temos que agradecer a Deus por tudo isso, pois, apesar de o nosso coração continuar sangrando, o sofrimento nos abre oportunidades de renovação e aprendizado.
Mães e irmãs! Pensem em nossos filhos trabalhando em outro “continente”, pela nossa melhoria e que isso só acontece com a permissão do Mais Alto.
*
É interessante notar como Laurinho explica a reencarnação em termos eletrônicos e compara a morte com a água.
Laurinho refere-se a Pupy, a cachorrinha que, a seu ver, sendo seu melhor amigo, foi se definhando, acometida de tristeza, e partiu seis meses após sua “viagem”.
Antes de partirmos para Uberaba, em nossa casa, às sete horas e trinta minutos, Pupy encerrou sua vida.
Nessa mesma noite, vem Laurinho com esta fabulosa mensagem e confirma o diagnostico dos veterinários:  tristeza. Só que ele define como sendo “anemia na alma”.
Com tudo isto vem nos reafirmar que não há Vazio. E a Doutrina Espírita, com Jesus, vem nos conscientizar que, realmente, não existe o Vazio.
*
Também a proposta de Toninho, um jovem até aquela data materialista, foi colocada, por ele mesmo, na Gaveta da Esperança.
Com esse teste, tentou desafiar – é a palavra exata – nosso Laurinho em suas comunicações de um outro plano e recebeu ao pé da letra.
De tudo o que Laurinho escreve, dou ciência aos seus amigos, que estudam os mínimos detalhes, e não nego que tudo isso vem causando um “terremoto”, principalmente na juventude de Mococa e cidades circunvizinhas.
Não se esquecendo dos amigos, envia-lhes sempre o seu “alô” tão positivo, inspirando, cada vez mais, certeza numa Vida Maior, repleta de Fé e Amor ao próximo.
Mães e irmãs, quisera que soubessem quanta coisa Laurinho vem modificando!
A juventude é boa; falta-lhe motivação, alguém que a ouça e compreenda, que esteja disposto a falar a sua mesma língua.
Em geral, os moços nem sempre estão preocupados com o próximo; mas por aqui está acontecendo o contrario: estamos recebendo toda a cooperação em tudo o que fazemos, e com a melhor boa-vontade.
Tudo isto devemos às mensagens e aos inumeráveis livros de Chico Xavier, que rodam de mão em mão.
Louvado seja Deus! Com sua permissão, tudo continuará melhorando, se aperfeiçoando.

IDENTIFICAÇÕES:
Pupy - Cachorrinha da família, que merecia muito cuidado e carinho por parte de Laurinho. Desencarnou em junho de 1978.
Toninho - Sebastião Antonio cunha, residente à Rua Lucio Leonel n. 5, em Casa Branca. Trabalhava com Laurinho no campo das invenções. Laurinho deixou com ele o desenho de um computador, que se achava incompleto e pediu-me para obter de Laurinho a formula final. O pedido foi depositado na Gaveta de Esperança e respondido por Laurinho.
Sergio Pistelli - Grande amigo de Laurinho, exercendo o cargo de Secretario no Colégio Técnico João Baptista de Lima Figueiredo, em Mococa, SP, onde diplomou-se Laurinho. Sergio e família residem nesta cidade, à rua Ipiranga.
Maria Beatriz - Maria Beatriz L. de Oliveira – orientadora educacional do Colégio Técnico Industrial João Baptista de Lima Figueiredo, de Mococa, SP. Foi grande amiga de Laurinho.
Pantera - Antonio Borzani, residente em Casa Branca. Amigo de Laurinho, seria seu companheiro em São Carlos quando fossem cursar a Engenharia, morando juntos.


FONTE
XAVIER, F. C. Gaveta de esperança [espírito Laurinho Basile]. Araras (SP): IDE, 1980.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

 
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Fé (do Latim fides, fidelidade e do Grego pistia) é a firme opinião de que algo é verdade, sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação, pela absoluta confiança que depositamos nesta idéia ou fonte de transmissão.


A fé acompanha absoluta abstinência à dúvida pelo antagonismo inerente à natureza destes fenômenos psicológicos e lógica conceitual. Ou seja, é impossível duvidar e ter fé ao mesmo tempo. A expressão se relaciona semanticamente com os verbos crer, acreditar, confiar e apostar, embora estes três últimos não necessariamente exprimam o sentimento de fé, posto que podem embutir dúvida parcial como reconhecimento de um possível engano. A relação da fé com os outros verbos, consiste em nutrir um sentimento de afeição, ou até mesmo amor, por uma hipótese a qual se acredita, ou confia, ou aposta ser verdade.Portanto uma pessoa que acredita, confia, ou aposta em algo, não significa necessariamente que ela tenha fé.


É possível nutrir um sentimento de fé em relação a um pessoa, um objeto inanimado, uma ideologia, um pensamento filosófico, um sistema qualquer, um conjunto de regras, um paradigma popular social e historicamente instituido, uma base de propostas ou dogmas de uma determinada religião. Tal sentimento não se sustenta em evidências, provas ou entendimento racional (ainda que este último critério seja amplamente discutido dentro da epistemologia e possa se refletir em sofismos ou falácias que o justifiquem de modo ilusório) e, portanto, alegações baseadas em fé não são reconhecidas pela comunidade científica como parâmetro legítimo de reconhecimento ou avaliação da verdade de um postulado. É geralmente associada a experiências pessoais e herança cultural podendo ser compartilhada com outros através de relatos, principalmente (mas não exclusivamente) no contexto religioso, e usada frequentemente como justificativa para a própria crença em que se tem fé, o que caracteriza raciocínio circular.


A fé se manifesta de várias maneiras e pode estar vinculada a questões emocionais (tais como reconforto em momentos de aflição desprovidos de sinais de futura melhora, relacionando-se com esperança) e a motivos considerados moralmente nobres ou estritamente pessoais e egoístas. Pode estar direcionada a alguma razão específica (que a justifique) ou mesmo existir sem razão definida. E, como mencionado anteriormente, também não carece absolutamente de qualquer tipo de argumento racional.
 

Contexto religioso

No contexto religioso, "fé" tem muitos significados. Às vezes quer dizer lealdade a determinada religião. Nesse sentido, podemos, por exemplo, falar da "fé cristã" ou da "fé islâmica".




Para religiões que se baseiam em crenças, a fé também quer dizer que alguém aceita as visões dessa religião como verdadeiras. Para religiões que não se baseiam em credos, por outro lado, significa que alguém é leal para com uma determinada comunidade religiosa.


Algumas vezes, fé significa compromisso numa relação com Deus. Nesse caso, a palavra é usada no sentido de fidelidade. Tal compromisso não precisa ser cego ou submisso e pode ser baseado em evidências de carácter pessoal. Outras vezes esse compromisso pode ser forçado, ou seja, imposto por uma determinada comunidade ou pela família do indivíduo, por exemplo.


Para muitos judeus, por exemplo, o Talmud mostra um compromisso cauteloso entre Deus e os israelitas. Para muitas pessoas, a fé, ou falta dela, é uma parte importante das suas identidades
Muitos religiosos racionalistas, assim como pessoas não-religiosas, criticam a fé, apontando-a como irracional. Para eles, o credo deve ser restrito ao que é directamente demonstrado por lógica ou evidência, tornando inapropriado o uso da fé como um bom guia. Apesar das críticas, seu uso como justificativa é bastante comum em discussões religiosas, principalmente quando o crente esgota todas as explicações racionais para sustentar a sua crença. Nesse sentido, geralmente as pessoas racionais acabam aceitando-a como justificativa válida e honrosa, provavelmente devido ao uso da palavra ser bastante impreciso, e geralmente associado a uma boa atitude ou qualidade positiva.




Permanece um ponto merecedor de discussão saber se alguém deve ou não usá-la como guia para tomar decisões, já que essas decisões seriam totalmente independentes das de outras pessoas e muitas vezes contrárias às delas, gerando consequências potencialmente danosas para o indivíduo e para a sociedade de que faz parte. Um exemplo de consequências danosas, curiosamente também fornecido por pessoas que aceitam o uso da fé (em seus casos particulares), são os ataques terroristas, onde a suposição de que a fé é um motivo válido para a crença e a admissão de que o terrorista pode alegar a fé como justificativa do atentado deixa patente a gravidade do problema.
Fé em Deus




Algumas vezes, fé pode significar acreditar na existência de Deus. Para pessoas nesta categoria, "Fé em Deus" simplesmente significa "crença de alguém em Deus".


Muitos Hindus, Judeus, Cristãos e Muçulmanos alegam existir evidência histórica da existência de Deus e sua interacção com seres humanos. No entanto, uma parte da comunidade de historiadores e especialistas discorda de tais evidências. Segundo eles, não há necessidade de fé em Deus no sentido de crer contra ou a despeito das evidências, eles alegam que as evidências são suficientes para demonstrar que Deus certamente existe, e que credos particulares, sobre quem ou o quê Deus é e por que deve-se acreditar nele são justificados pela ciência ou pela lógica.


Consequentemente a maioria acredita ter fé em um sistema de crença que é de algum modo falso, o qual têm dificuldade em ao menos descrevê-lo. Isso é disputado, embora, por algumas tradições religiosas, especialmente no Hinduísmo que sustenta a visão de que diversas "fés" diferentes são só aspectos da verdade final que diversas religiões têm dificuldade de descrever e entender. Essa tradição dizem que toda aparente contradição será entendida uma vez que a pessoa tenha uma experiência do conceito Hindu de moksha. O que se é acreditado em referência a Deus nesse sentido é, ao menos no princípio, somente a confiança como evidência e a lógica por qual cada fé é suportada.


Finalmente, alguns religiosos - e muitos dos seus críticos - frequentemente usam o termo fé como afirmação da crença sem alguma prova, e até mesmo apesar de evidências do contrário. Muitos judeus, cristãos e muçulmanos admitem que pode ser confiável o que quer que as evidências particulares ou a razão possam dizer da existência de Deus, mas que não é essa a base final e única de suas crenças. Assim, nesse sentido, "fé" pode ser: acreditar sem evidências ou argumentos lógicos, algumas vezes chamada de "fé implícita". Outra forma desse tipo de fé é o fideísmo: acreditar-se na existência de Deus, mas não deve-se basear essa crença em outras crenças; deve-se, ao invés, aceitar isso sem nenhuma razão. Fé, nesse sentido, simplesmente a sinceridade na fé, crença nas bases da crença, frequentemente é associado com Soren Kierkegaard e alguns outros existencialistas, religiosos e pensadores. William Sloane Coffin fala que fé não é aceita sem prova, mas confiável sem reserva.
 
 
Judaísmo




A teologia Judaica atesta que a crença em Deus é altamente meritória, mas não obrigatória. Embora uma pessoa deva acreditar em Deus, o que mais importa é se essa pessoa leva uma vida decente. Os racionalistas Judeus, tais como Maimónides, mantêm que a fé em Deus, como tal, é muito inferior ao aceitar que Deus existe através de provas irrefutáveis.
 Tanakh


Na Bíblia Hebraica a palavra hebraica emet ("fé") não significa uma crença dogmática. Ao invés disso, tem uma conotação de fidelidade (da forma passiva "ne'eman" = "de confiança" ou "confiável") ou confiança em Deus e na sua palavra. A Bíblia hebraica também apresenta uma relação entre Deus e os filhos de Israel como um compromisso. Por exemplo, Abraão argumenta que Deus não deve destruir Sodoma e Gomorra, e Moisés lamenta-se por Deus tratar os Filhos de Israel duramente. Esta perspectiva de Deus como um parceiro com quem se pode pleitear é celebrada no nome "Israel," da palavra Hebraica "lutar".


Cristianismo


Segundo a mentalidade cristã, todo o conjunto dos ensinos transmitidos por Jesus Cristo e seus discípulos constitui a "fé". (Gálatas 1:7-9) A fé cristã baseia-se em toda a Bíblia como a Palavra de Deus, que inclui as Escrituras Hebraicas, as quais Jesus e os escritores das Escrituras Gregas Cristãs frequentemente citaram em apoio das suas declarações. Segundo estas Escrituras, para ser aceitável a Deus, é necessário exercer fé em Jesus Cristo, e isto torna possível obter uma condição justa perante Deus.


Novo Testamento






Fé é acreditar em coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem, independentemente daquilo que vemos, ou ouvimos".


— Hebreus 11:1.


Na Bíblia, a palavra fé transmite a ideia de confiança, fidúcia, firme persuasão. A fé é "o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem" (Hebreus 11:1), é a convicção de algo subjacente a condições visíveis e que garante uma posse futura, sendo a base de esperança para se ter convicção a respeito de realidades não vistas. Segundo Romanos 10:17 a fé vem pelo aprendizado da bíblia.
Comentando a função da fé em relação ao convénio com Deus, o escritor das cartas aos Hebreus traduz fé com a mesma palavra que geralmente aparece em antigos papiros oficiais de negócios, dando a ideia que um convénio é uma troca de garantias que garantam que futuras transferência de posses descritas no contrato. Nessa visão, Moulton e Milligan sugerem a rendeção: "Fé é o título da ação esperada."Sintetizando o conceito, no Novo Testamento a fé é a relação sobre a auto-revelação de Deus, especialmente no sentido de confidência com as promessas e medo de ameaças que estão nas escrituras. Os escritores evidentemente supõem que os seus conceitos de fé estão enraizados nas escrituras hebraicas. No mais, os escritores do Novo Testamento igualam fé em Deus com crença em Jesus.
Catecismo da Igreja Católica








Segundo o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica (CCIC), a fé "é a virtude teologal pela qual cremos em Deus e em tudo o que Ele nos revelou e que a Igreja nos propõe para acreditarmos, porque Ele é a própria Verdade. Pela fé, o homem entrega-se a Deus livremente. Por isso, o crente procura conhecer e fazer a vontade de Deus, porque «a fé opera pela caridade»" (Gálatas 5:6).


Catecismo de Westminster




Nas palavras do Catecismo de Westminster: "Fé em Jesus Cristo é a graça da salvação, por meio de qual nós recebemos e repousamos sobre ele para a salvação, como ele é ofertado para nós no evangelho". O objecto da fé salvadora é toda a revelação da palavra de Deus. Fé aceita e acredita nisso como verdade mais certa. Mas o ato especial de fé que une a Cristo tem como seu objecto a pessoa e o trabalho do Senhor Jesus Cristo. Esse é o ato específico de fé que um pecador é justificado perante Deus.
O QUE É A FÉ NA VISÃO ESPIRITA




A Visão Espírita da Fé – A Base Racional da Fé Que é a fé?


































O apóstolo Paulo responde que ela é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se vêem. (Hb 11:1).


























Resposta absurda? Nem tanto, pois não vemos a evaporação das águas sob a ação do sol, mas temos a convicção de que ela ocorre. E com certeza esperamos que a água evaporada voltará a cair, sob a forma de chuva, mais dia, menos dia.


























Espiritualmente, que coisas esperemos com certeza? Que haja vida além da morte do corpo. E em que fatos invisíveis acreditamos? Na existência de seres espirituais.


























Ajudando-nos a entender a fé, Vinícius nos diz que ela é a dedução do que não vemos, através do que vemos (em Na Seara do Mestre). Se na explicação da fé está a capacidade de deduzir é que há na base da fé um processo racional!






























É o que diz o Espírito Meimei, com a pequena história “Sinais de Deus”, no livro Pai Nosso: um simples caravaneiro analfabeto ensina ao rico senhor da caravana como reconhece a existência de Deus, pela Lua e estrelas a brilharem no céu e que não são obra do homem.


























Jesus confirma a fé como entendimento espiritual:


























Um centurião de Cafarnaum rogou a Jesus lhe curasse o servo enfermo, mas sabia que o Mestre não precisaria ir até sua casa para isso, bastaria que desse uma ordem aos Espíritos que comandava e eles iriam até lá curar o servo. O centurião entendera isso comparando com ele mesmo, que também tinha homens sob suas ordens e os comandava e eles obedeciam. Do que sabia, o centurião deduziu o que não via: as equipes espirituais a serviço do Mestre. E Jesus afirmou: Em verdade vos digo que não vi tamanha fé em Israel. Entre os israelitas, Jesus não encontrara alguém que compreendesse tão bem a situação espiritual como o centurião. (Lc 7:1-10).


























Para o apóstolo Tomé, porém, a dedução não bastou, só o fato vivido lhe deu convicção. Jesus lhe proporcionou o fato mas esclareceu: Bem-aventurados os que não viram e creram.


























Feliz quem sabe raciocinar e deduzir sem precisar depender da experimentação pessoal.


























Como quer que seja, um pela dedução, outro pela experiência objetiva, ambos chegaram à fé e nos dois casos, a fé teve base racional.



























Para dar base á fé, o conhecimento:


























Não precisa ser detalhado ou completo, a ponto de podermos explicar pormenorizadamente tudo em que cremos.


























Que sabemos de como funcionam o cinema, o telefone ou o microcomputador? Deles só conhecemos, e nos bastam, os efeitos últimos que produzem. Igualmente, para termos fé em coisas espirituais, basta tenhamos a respeito um conhecimento prático, deduzido, uma relação de causa e efeito.


























É o caso da oração que nos conforta, alivia, revigora e melhora disposições. Como? Mesmo sem o saber, recorremos a ela com sucesso.Também nos fenômenos de vidência ou de audição, que se dão sem que, muitas vezes, o médium saiba explicar como. Ou sonhos premonitórios, que ocorrem mesmo que não lhes conheçamos os mecanismo intrínseco.


























Pode ser consciente ou inconsciente. Não revelam, a psicologia e a psicanálise que temos campos ocultos mas reais em nosso psiquismo?


























Pode, também, ser físico ou metafísico, pois transcendemos ao corpo e participamos de outro plano, o espiritual. A parapsicologia tem constatado os fenômenos extrasensoriais, como a telepatia e a clarividência, e também os de psicocinesia.


























Pode, ainda, estar relacionado a outras vidas, porque já tivemos muitas outras encarnações.


























Todas essas fontes nos fornecem elementos e experiências que, embora fora dos sentidos comuns, são base racional para a nossa fé. Podemos dizer, como Shakespeare coloca na boca de sua personagem: Há mais coisas entre o céu e a terra, Horácio, do que sonha a tua vã filosofia…


























Nossa fé pode se fundamentar em conhecimentos de coisas invisíveis, inconscientes, relacionadas a outros planos, outras vidas, conhecimentos talvez ainda incompletos, nem por isso a fé deixa de ter uma base racional