Total de visualizações de página
sábado, 14 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
MEDICAÇÃO PREVENTIVA
Pense muito, antes da discussão.
O discutidor, por vezes, não passa de estouvado.
Use a coragem, sem abuso.
O Corajoso, em muitas ocasiões, é simples imprudente.
Observe os seus métodos de cultivar a verdade.
Muitas pessoas que se presumem verdadeiras, são veículos de perturbação e desânimo.
Proceda com inteligência em todas as situações.
Não se esqueça, porém, de que muitos homens inteligentes são meros velhacos.
Seja forte na luta de cada dia.
Não olvide, contudo, que muitos companheiros valentes são suicidas inconscientes.
Estime a eficiência.
No entanto, a pretexto de rapidez, não adote a precipitação.
Não enfrente perigos, sem recursos para anulá-los.
O que consigamos por desassombro, muitas vezes é loucura.
Guarde valor em suas atitudes.
Recorde, entretanto, que o valor não consiste em vencer, de qualquer modo, mas em conquistar o adversário no trabalho pacífico.
Tenha bom ânimo, mas seja comedido em seus empreendimentos.
Da audácia ao crime, a distância é de poucos passos.
Atenda a afabilidade e a doçura em seu caminho.
Não perca, porém, o seu tempo em conversas inúteis.
*Livro: Agenda Cristã
Espírito: André Luiz
Médium: Francisco Cândido Xavier.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
PERSEVERAR
...perseveremos no bem sobretudo.
...a estrada provavelmente se nos erigirá lodacenta ou agressiva pelos tropeços e espinhos que apresente ...
Perseveremos servindo para transpô-la.
...o ambiente terá surgido carregado de nuvens, na condensação de injúrias ou incompreensões que nos circundem...
Perseveremos ofertando aos outros o melhor de nós em favor dos outros e os outros nos auxiliarão para vencer as sombras e dissipá-las.
...ansiedades e esperanças nos visitam a alma, transformando-se em obstáculos para a obtenção da alegria que nos propomos alcançar...
Perseveremos agindo na prática do bem e, dentro desse exercício salutar de sublimação, surpreenderemos, por fim, a região de acesso às bênçãos que buscamos.
...as lutas e desafios se nos avolumam na marcha...
perseveremos na humildade e na paciência que nos garantirão a segurança e a tranquilidade das quais não prescindimos para seguir adiante.
...discórdias e problemas repontam das tarefas a que consagramos as nossas melhores forças...
Perseveremos na serenidade e na elevação, dentro dos encargos que nos assinalem a presença onde estivermos, e seremos aqueles ingredientes indispensáveis de união e de paz nos grupos do serviço de que partilhamos atendendo às obrigações que nos competem ao espírito de equipe.
...filhos, provas e tribulações, pedras e espinhos, conflitos e lágrimas, desarmonias e empeços existirão sempre na estrada que se nos desdobra à visão...
no entanto, se é fácil começar o apostolado do amor, é sempre difícil continuar em direção do remate vitorioso.
...perseverar é o impositivo de que não nos será lícito fugir...
Perseverar trabalhando e servindo, entendendo e edificando, aprendendo e redimindo...
...perseverar sempre de modo a nunca desanimar na construção do bem a fim de merecermos o bem maior.
*Autor: Bezerra de Menezes - Psicografia de Chico Xavier. Livro: Bezerra, Chico e Você.
domingo, 8 de fevereiro de 2015
ALZHEIMER E O ESPIRITISMO
A doença de Alzheimer, descrita clinicamente como uma demência degenerativa primária, cujo principal sintoma é a perda progressiva das funções mentais, afeta em todo o mundo milhões de pessoas; e a Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê que o número de casos de demência entre os idosos irá mais que dobrar até 2050.
No Brasil, a estimativa é de que a doença atinja hoje 1,2 milhão de pessoas com mais de 65 anos.
E o número de casos vai mais que dobrar até 2030, de acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAZ).
Entre as doenças que provocam demência na população idosa, os especialistas esclarecem que o Alzheimer é a mais comum, e segundo a presidente da ABRAZ, Fernanda Paulino, “a doença não tem cura, mas o tratamento nas fases iniciais da doença pode postergar em um ano os sintomas e complicações”.
Histórico e conceito - A doença de Alzheimer foi descrita pelo psiquiatra neuropatologista Alois Alzheimer em 1906.
Ao fazer uma autópsia, o médico alemão descobriu no cérebro morto lesões que ninguém nunca tinha visto antes: tratava-se de um problema de dentro dos neurônios (as células cerebrais), os quais apareciam atrofiados em vários lugares do cérebro, e cheios de placas estranhas e fibras retorcidas, enroscadas umas nas outras.
A doença de Alzheimer, também conhecida como demência, erroneamente chamada pela população como “esclerose” ou caduquice, é uma enfermidade degenerativa do cérebro, cujas células se deterioram (neurônios) de forma lenta e progressiva, provocando uma atrofia do cérebro.
Em consequência, a memória e o funcionamento mental são afetados, e outros problemas tomam curso como confusão, mudanças de humor e desorientação no tempo e no espaço.
Embora a doença de Alzheimer não seja contagiosa nem infecciosa, ela faz diminuir a capacidade de a pessoa se cuidar (das suas necessidades cotidianas), de gerir sua vida emocional, profissional etc. e, por isso, torna-a dependente da ajuda alheia para realizar até mesmo as tarefas básicas como higiene pessoal e alimentação.
Causas - A causa da doença de Alzheimer ainda não é conhecida pela medicina ortodoxa.
Há diversas teorias, mas de concreto até agora se aceita que seja uma doença geneticamente determinada, não necessariamente hereditária (transmissão entre familiares).
Sintomas - É possível dividir a doença em três fases: inicial, intermediária e terminal.
Fase inicial. A doença começa, geralmente, entre os 40 e 90 anos.
No começo são os pequenos esquecimentos, usualmente aceitos pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, mas que vão se agravando de forma gradual.
Ciente destes esquecimentos, o indivíduo pode se tornar confuso, agressivo e mesmo vivenciando distúrbios de conduta, ansiedade e depressão.
Verifica-se a perda da memória recente, dificuldade para aprender e reter novas informações, distúrbios de linguagem, dificuldade progressiva para as tarefas da vida diária, falta de cuidado com a aparência pessoal, irritabilidade, desorientação.
Nesta fase, entretanto, os pacientes ainda permanecem alertas e apresentam boa qualidade de vida social.
Fase intermediária. O paciente se torna incapaz de aprender e reter novas informações, passando a depender cada vez mais de terceiros.
Têm início as dificuldades de locomoção, a comunicação se inviabiliza e passa a exigir cuidados e supervisão integral, até mesmo para as atividades rotineiras como alimentação, higiene, vestuário etc. Inicia-se também a perda do controle da bexiga (incontinência).
Fase final. O paciente fica incapaz de andar (restrito ao leito), não fala mais e vivencia a perda do controle da bexiga e do intestino; há dificuldades para engolir alimentos, evoluindo para uso de sonda enteral ou do estômago.
Com isso, cresce o risco de pneumonia, desnutrição e úlceras por ficar deitado.
Na maioria das vezes, contudo, a causa da morte relaciona-se a fatores ligados à idade avançada e não necessariamente à enfermidade propriamente dita.
Em outras palavras, por ser o mal de Alzheimer uma doença terminal que causa uma deterioração geral da saúde, a causa mais frequente é a pneumonia, porque à medida que a doença progride o sistema imunológico deteriora-se, e surge perda de peso, que aumenta o risco de infecções da garganta e dos pulmões.
Diagnóstico - Não existe um teste específico que confirme de maneira inquestionável a doença.
O diagnóstico certo da doença de Alzheimer apenas pode ser feito por exame do tecido cerebral obtido por biópsia ou necropsia.
Deste modo, o diagnóstico provável (e não invasivo) é feito excluindo outras causas de demência pela história (depressão, perda de memória associada à idade), exames de sangue (hipotireoidismo, deficiência de vitamina b), tomografia ou ressonância (múltiplos infartos, hidrocefalia) e outros exames.
Há alguns marcadores, geralmente identificados a partir de exame de sangue, como a apolipoproteína E (APOE), cujos resultados podem mostrar chance aumentada de doença de Alzheimer e são valiosos em pesquisa, contudo não são úteis para diagnóstico individual.
É óbvio que isso não impede que marcadores mais sensíveis venham a surgir no futuro.
Tratamento - A chamada “medicina ortodoxa” (convencional) considera não haver tratamento curativo para a doença de Alzheimer, isto é, a terapia busca o controle dos sintomas, sendo que as medicações mais empregadas têm sido os anticolinesterásicos, ao menos por enquanto.
Além disso, sem desobedecer ao itinerário proposto pela medicina ortodoxa, o paciente pode buscar apoio na medicina energética (homeopatia e/ou terapia floral) e que pode ser administrada como instrumento de prevenção de agravo; sem esquecer a atuação desta medicina (aqui especialmente a terapia floral) no alívio do sofrimento do cuidador da pessoa com a doença de Alzheimer.
Alzheimer e Espiritismo - Estudos desenvolvidos pela Associação Médico-Espírita do Brasil orientam hipóteses de causas espirituais para a ocorrência da doença de Alzheimer, tais como a rigidez de caráter, a culpa, processos obsessivos graves, a depressão e os sentimentos enfermiços – ódio e mágoa – especialmente quando mantidos a médio e longo prazos.
Medidas preventivas - As medidas preventivas mais recomendadas são o cuidado com a saúde física e emocional, o trabalho intelectual, inclusive com a sugestão de práticas como quebra-cabeças, palavras-cruzadas, atividades artísticas, aprendizado de idiomas, entre outras, e, especialmente, o interesse por uma vida psicológica, nutrida por valores e objetivos elevados – em nítida oposição a um existir autocentrado.
Ainda, enquanto a necessidade de trabalho intelectual exige a atenção com tarefas cognitivas e mnemônicas, os processos obsessivos, os quadros depressivos e a rigidez de caráter (intolerância, impaciência etc.), entre outras, por sua vez reclamam a necessidade de assumir o indivíduo a proposta de autoiluminação – desta maneira, e para nós espíritas, isso implica o estudo doutrinário (e as leituras edificantes), a frequência, se possível semanal, à casa espírita para tratamento com passes e água fluidificada e o exercício da caridade, que, ao lado da prece, fortalece a nossa imunidade espiritual.
Por fim, as graves dificuldades emocionais servem bem à práxis da psicoterapia.
Esta última promove o autoexame e, de forma lúcida, ajuda na superação das dores da alma, no domínio esclarecido dos “inimigos” internos.
Apontamentos finais - Sem dúvida o aumento do número de casos de doença de Alzheimer na atualidade é um alerta a todos nós, principalmente se nutrimos uma vida pouco fecunda para nosso propósito evolutivo, isto é, quando não prestamos atenção aos objetivos reais de nosso programa reencarnatório.
Não podemos ignorar que a doença de Alzheimer, acima de tudo, é uma enfermidade que tem ressonância com uma solidão sombria e negativa, porquanto o portador dessa enfermidade passa a viver insulado em si mesmo. E isso porque esse mal – o mal de Alzheimer – infelizmente “aniquila a vivência do tempo para o corpo, porque este não obedece ao comando do Espírito” (Iso Jorge Teixeira).
De outro lado, é importante destacar que em entrevista concedida à Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal, em 2009, quando perguntaram a Divaldo Franco o que é que os Espíritos lhe diziam sobre a cura do câncer, da AIDS e do Alzheimer, o eminente orador respondeu: “informam-me que, por enquanto, essas doenças são uma necessidade para o nosso processo de autoiluminação”.
Assim, sem esquecer a condição de nosso tempo de transição, deveremos nós, os espíritas, olhar o futuro com esperança e, assim, trabalharmos para que a saúde seja também um dos claros sinais do amor na edificação de um destino humano belo e feliz.
Referências:
Doenças genéticas: Alzheimer. LEITE, Leonardo. Disponível em www.ghente.org/ciencia/genetica/alzheimer.htm.
Associação Brasileira de Alzheimer – www.abraz.org.br.
Associação Médica Espírita de São Paulo (AME) – www.amesaopaulo.org.br.
Nota da autora:
O filme canadense “Longe dela” (Away from her, 2006) trata de maneira sensível o problema de um casal que passa a viver o drama do Alzheimer em sua velhice.
* Eugênia Pickina.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
ENFERMIDADES
Consideremos as enfermidades sob três aspectos: do corpo, da mente e do Espírito.
As do corpo são resultado de infecções, traumatismos físicos, acidentes, degeneração celular.
As da mente englobam os fenômenos psicológicos e psiquiátricos, expressando-se em forma de conflitos, insatisfação, desajustes, alienações.
As do Espírito, com maior profundidade, relacionam-se com o próprio comportamento na atual ou em existências passadas, das quais procede no seu programa evolutivo.
As pessoas preocupam-se em demasia por solucionar os males que as afligem, sem uma preocupação mais consciente a respeito das causas que os desencadeiam, realizando uma terapia preventiva, pela morigeração dos hábitos e desregramentos dos abusos de toda natureza, tendo-se em vista que os fenômenos pungentes e dolorosos remontam às matrizes morais enraizadas no Espírito.
Instalada a enfermidade, faz-se inevitável o tratamento específico, recorrendo-se às terapias próprias, compatíveis com as circunstâncias.
Não obstante, para a saúde espiritual, e, portando, para as doenças que do Espírito derivam, torna-se imprescindível uma reprogramação dos valores da vida, alterando-se o comportamento em profundidade.
Entre as doenças mais graves da área do Espírito, destaquemos a indiferença, a soberba, o ódio, o ciúme, a falta de finalidade aplicada à existência, o esquecimento e desrespeito às divinas e às humanas leis.
Em todo processo de enfermidades, e mesmo nas que decorrem dos fatores morais e circunstanciais - acidentes, choques - há uma forte causalidade no ser espiritual.
A reparação das peças orgânicas e equipamentos psicológicos, sem uma correspondente alteração de conduta íntima, resulta inócua e de efêmero resultado.
Não removido o elemento causador do distúrbio, este muda de forma ou lugar, permanecendo inalterado.
Reforma o quadro das tuas aspirações humanas, considerando a tua realidade eterna, eliminando do teu mapa de comportamento o egoísmo, a ansiedade, a ira, o medo, o ódio, a luxúria.
Esses raios destrutivos, que deles emanam, produzem a degenerescência das células, em face do bombardeio mental que padecem.
A cegueira sistemática a respeito da finalidade transcendental da vida é também responsável por males incontáveis no corpo, na mente, na alma.
Indispensável combater essa virose insidiosa que destrói as defesas da existência, possuindo o poder de mutações constantes, que a apresentam com variadas e insuspeitáveis características.
O conhecimento e consequente respeito aos mecanismos de funcionamento da vida alterarão por completo a tua maneira de ser, brindando-te saúde real, partindo da emoção para o corpo com excelente harmonia interior.
Sobrepondo o Espírito ao corpo, Jesus jamais enfermou, demonstrando a grandeza da saúde verdadeira e conclamando-nos à vitória sobre os atavismos negativos e paixões inferiores.
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco - Livro: Momentos de Alegria.
domingo, 1 de fevereiro de 2015
SEGREDO ESSENCIAL
Muitas vezes ficamos seriamente preocupados com as soluções que deveríamos apontar para aqueles que nos procuram, diante da grandiosidade de seus inúmeros problemas.
Soluções sem dúvida, nada fáceis.
Soluções talvez utópicas e alienantes, caso não sejam nascidas de uma profunda comunhão de vida com aqueles que sofrem.
Quem precisa desabafar, não vem em primeiro lugar em busca de reflexões.
Ele busca, sim um ombro amigo onde possa reclinar sua fronte cansada.
Um pouco de compreensão apenas. Um pouco de atenção, de aceitação, de calor humano.
Isso é tudo. Tudo o que um coração que sofre necessita.
Não se preocupe em resolver problemas e apontar soluções para quem está aflito e desesperado. Enxugue suas lágrimas, compartilhe suas angústias, (mas, sem envolvimento)!!!!!!
Acalente-o, fazendo todo ouvidos e ternura para as palavras sofridas ou o silêncio terrível de quem se sente aniquilado pela vida.
As soluções nascem por si. Para compreender e amar de verdade é preciso: escutar sem pressa, sem julgar, escutar com toda paciência e interesse.
Eis o segredo que todos nós devemos aprender.
*Autor desconhecido.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
VENÇA A SI MESMO
Não consideremos o labor do aprimoramento moral como
algo extraordinário, porquanto para isso é que
nos encontramos reencarnados
“(...) Na ordem dos sentimentos, o dever é muito difícil de cumprir-se... Não têm testemunhas suas vitórias.” - Lázaro[1]
O grande desafio dos tempos hodiernos é o homem vencer-se a si mesmo, pois, encurralado por soez hedonismo e sufocante materialismo, distancia-se, dia a dia de sua identidade cósmica.
Assim, sequestrado pelo imediatismo, não consegue vislumbrar os painéis do infinito espiritual que o aguarda.
Torna-se quase incompreensível – para muitos – a conclamação de Jesus[2]: “Sede perfeitos como perfeito é o Pai Celestial”.
Segundo Lázaro1, “temos que refletir as virtudes do Eterno, que não aceita esboços imperfeitos, porque quer que a beleza da Sua Obra resplandeça aos olhos de cada criatura” emancipada.
A arena das lutas humanas está doravante localizada nas mais íntimas anfractuosidades da alma. A conquista das virtudes (tesouros do Céu), eis a meta assinalada para todos nós!
Mas como lograr tal desiderato ante tantas circunstâncias adversas, em especial perante nossas próprias limitações?!
“Eu venci o mundo”, proclamou Jesus[3]. E sendo Ele o nosso Modelo e Guia mais perfeito[4], urge também que obtenhamos a vitória do Espírito sobre as iniquidades mundanas em que pesem as sabotagens da matéria.
Em página enriquecedora e de peregrina beleza, Joanna de Ângelis[5], através da psicografia de Divaldo Franco, vem nos auxiliar no âmbito da auto superação abordando a magna questão das lutas íntimas: “(...)
Ninguém tomará conhecimento desse esforço hercúleo que desenvolves em favor da felicidade real, pois as pessoas estão acostumadas às exteriorizações, às fugas psicológicas, às conquistas de ocasião, que as projetam no mundo econômico, social, político, artístico, responsáveis pela exaltação do ego.
Há uma corrida desenfreada na busca do sucesso externo, sem que se dê importância à autorrealização, aos componentes da harmonia pessoal, à vitória sobre as paixões desenfreadas e perturbadoras...
Todo o interesse social está centrado na imagem, na aparência que chama a atenção, que desperta inveja e comentários, mesmo quando se está jugulado aos conflitos íntimos difíceis e à tremenda solidão no meio da balbúrdia e do aplauso vazio.
Para anular essa situação, foge-se para a embriaguez dos sentidos, para o álcool, o fumo desordenado, as drogas aditivas, o sexo desenfreado...
As convenções sociais deficientes estabeleceram que todas as realizações que dão respostas imediatas e produzem prazer devem ser as metas a serem conquistadas.
Essa proposta falsa nas suas bases transforma o ser humano em um feixe exclusivo de sensações, que devem ser supridas ininterruptamente, embora a fragilidade do vaso orgânico e as suas complicadas tecelagens emocionais, susceptíveis de conflitos e desarranjos frequentes...
As tuas são lutas íntimas que deves travar em silêncio, sem qualquer alarde, porque te concederão a medida exata de quem és e do que podes fazer em benefício próprio.
Trata-se de um grande esforço, para o qual não conseguirás aplauso nem contribuição exterior. É uma batalha sem quartel que todos são convocados a atender, queiram ou não.
Sempre chega o dia, no qual, mesmo os mais resistentes são conduzidos às reflexões, ao amadurecimento mental, à meditação.
Realiza a tua luta íntima constantemente, analisando as tuas dificuldades, deficiências e limites após relacioná-los por escrito ou na memória, de forma que possas diluí-los suavemente, com tranquilidade, superando cada um, à medida que te libertes do anterior.
Isso demandará um esforço gigante, porém, rico de gratificação.
Toda ascensão cobra o tributo do sacrifício, para brindar com as paisagens emolduradas de beleza, inabituais e fascinantes.
O país íntimo em que tu, como Espírito, te domicilias - esse corpo transitório - alberga as marcas das existências passadas, nem sempre saudáveis, que hoje ressurgem desafiadoras na condição de problemas graves que podem conduzir a abismos inesperados. Somente adentrando-te nele, passo a passo, como o conquistador que penetrando uma região desconhecida e se deslumbra à medida em que a vence, é que poderás libertar-te das aflições, superando as paixões dissolventes e anestesiantes.
Não te detenhas em postergações, acreditando, por mecanismo de fuga, que realizarás amanhã ou depois, o que poderias iniciar agora.
Esse amanhã é um engodo psicológico para impedir-te a libertação...
Começa, portanto, das perturbações mais simples e cresce em coragem para prosseguir sem desfalecimento.
Cada vitória sobre ti mesmo, por menor que se apresente, representa uma conquista, que abrirá lugar para novas e oportunas vitórias.
Desse modo, luta e luta, discretamente, aprimorando-te, superando-te, com a alegria de quem está conquistando o Universo, cosmo grandioso que és.
Nesse tentame não te faltarão apoio nem ajuda dos teus Amigos Espirituais interessados na tua evolução. Lembra-te que os legítimos conquistadores da Humanidade venceram-se primeiro a si mesmos, discernindo a respeito daquilo que desejavam e de como fazê-lo, a fim de adquirir resistência para as façanhas a que se entregariam.
Terminado esse difícil estágio, partiram para etapas mais cansativas, mas, no entanto, fadadas à vitória.
As grandes lutas sempre são travadas no campo da consciência, onde se homiziam os maus pensamentos e pendores, mas também no qual se hospedam os sentimentos de nobreza e de enriquecimento da Humanidade.
Nunca te canses de aprimorar-te, nem consideres esse labor como sendo extraordinário, porquanto para isso é que te encontras reencarnado”.
[1] - KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. 121. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2003. cap. XVII, item 7.
[2] - Mateus, 5:48.
[3] - João, 16:33.
[4] - KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 83. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002, q. 625.
[5] - FRANCO, Divaldo. Sendas Luminosas. Votuporanga: DIDIER, 1998, p.p. 83-85.
Assinar:
Postagens (Atom)









.gif)

.gif)