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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

COLHENDO PEDRAS

                                                                             

                                                                               
Para o Espírito não existe velhice nem desgaste. 
É sempre novo, porque nele tudo se renova. 
Suas possibilidades se revigoram na experiência, desdobrando-se em novas capacidade.

Ninguém se faz velho por ter vivido um determinado número de anos (só o corpo). 

Há envelhecimento, quando há desânimo, quando se volta as costas para os ideais. 
Os anos enrugam a pele mas o abandono do entusiasmo faz rugas na alma. 
A dúvida, a falta de confiança em si próprio, o temor e a desesperação, são os largos, larguíssimos anos, que fazem inclinar a cabeça e submergir o Espírito.

És tão jovem como a tua fé, e tão velho como a tua dúvida; tão jovem como a confiança em ti mesmo, e tão velho como o temor; tão jovem como tua esperança e tão velho como desesperação.

Hoje somos aquilo que fizemos ontem. Portanto acreditemos, amanhã será aquilo que fizermos hoje. Então façamos o melhor.

Na vida tudo recomeça! O dia, a noite, as estações, as marés e vazantes. 

Mas a natureza é cíclica e repetitiva. Nós, não. 
Nós podemos recomeçar sempre em nível melhor, com a experiência passada.

Sempre que uma pessoa passa por uma forte experiência de perda ou enfermidade, vê-se defronte um convite de recomeço; uma necessidade urgente de correção ou de readaptação. E pode recomeçar melhor! Seja um novo lar, uma vida nova, um novo emprego, uma nova atividade, uma transformação de hábitos, em prol da saúde — se invoca Deus com fé. 

Ele lhe infunde poder, descortino e decisão para reconstruir sua vida.

Considera-se fé a confiança que se deposita na realização de determinada coisa, a certeza de atingir um objetivo. Assim, ela confere uma espécie de lucidez, que faz antever pelo pensamento os fins que se têm em vista e os meios de atingi-los, de maneira que aquele que a possui avança, por assim dizer, infalivelmente.

A fé sincera e verdadeira é sempre calma. Confere a paciência que sabe esperar, porque estando apoiada na inteligência e na compreensão das coisas, tem a certeza de chegar ao fim.

Pela fé o ser humano pode revelar valores desconhecidos dele próprio e canaliza-los de modo muito proveitoso à sua alma.

A fé racional e a esperança nos sustentarão.

Recomece melhor. Descubra os seus dons.

A nossa vida diária se constrói com tijolos de pensamentos, emoções, reações, palavras, e experiências! Somos todos construtores. 

Conforme a qualidade de nossa vida e de nossos propósitos, assim é a construção e aprimoramento de nossa consciência ou a sua degeneração...

Nossa consciência é formada e reformulada diariamente com a nossa vida.

Tal como construímos e mantemos nossos lares; assim como organizamos e levamos avante nossos negócios — com maior ou menor empenho e zelo — assim também com nossa consciência, que reflete em nossa alma e em nossa felicidade.

Pelo conhecimento e prática sincera da verdade estamos aprendendo a manejar sabiamente a nossa vida. Escolher, manter e aprimorar pensamentos retos; evitar emoções negativas e cultivar sentimentos nobres; tomar consciência de nossas palavras e atitudes; agir sensatamente — por certo assegurará uma rica consciência, que nos abençoará profusamente com progresso interno e externo. 

É claro que isto pressupõe aspiração, que as pessoas de íntimo elevado alimentam. 
E também disciplina, que bem mostra nossas convicções. O certo é que, desse modo, conquistamos o respeito dos homens e as bênçãos de Deus.

Por que haveremos de viver vulgarmente, cedendo às inclinações da personalidade, por negligência, ausência de ideal ou preguiça?

Podemos dizer que a nossa vida e semelhante a uma caravana que caminhava no deserto penosamente num terreno árido, poeirento. 

As pessoas que a compunham tinham uma fé absoluta no guia e, confiadamente, entregavam-lhe a ele todas as decisões. 
Gostavam de o fazer, sobretudo quando, devido ao intenso calor do sol, ele decidia que viajassem de noite, reservando o dia para dormir.

Certa noite, após uma jornada particularmente esgotante, o guia, de repente, exclamou:

— Alto! Deter-nos-emos aqui por alguns momentos. 

Como vêem, atravessamos, neste momento, um terreno invulgarmente pedregoso. 
Quero que se abaixem e apanhem todas as pedras que consigam alcançar. 
Talvez consigam encher as bolsas e levá-las assim cheias para casa. Temos que fazer isso depressa! — Prosseguiu, batendo as palmas — temos apenas cinco minutos; depois disso, retomaremos a marcha.

Os viajantes, que apenas desejavam um prolongado descanso e um sono repousante, pensaram que o guia tinha enlouquecido.

— Pedras?! — Disseram eles — Quem pensa ele que somos nós?

Somente alguns fizeram o que o guia sugerira: puseram nas bolsas uns quantos punhados de pedras soltas.

— Bem, agora chega! — Disse o guia — Temos que andar de novo!

Enquanto continuavam a difícil caminhada, durante o resto da noite, todos se encontravam demasiado cansados para se darem ao incomodo de falar. 

Mas todos continuavam a perguntar a si mesmos o que poderiam significar as estranhas ordens daquele guia.

Quando o sol se levantou no horizonte, a caravana deteve-se de novo. 

Todos armaram as suas tendas. Os poucos viajantes que tinham apanhado as referidas pedras puderam vê-las detidamente pela primeira vez. Assombrados, começaram a gritar:

— Santo Deus! Todas elas são de cores diferentes! E como brilham! Realmente são pedras preciosas!

Mas esta sensação de júbilo depressa deu lugar a outra de depressão e abatimento:

— Por que não tivemos o bom senso de seguir as ordens do guia? Se assim fosse, teríamos apanhado o maior número de pedras possível!

A viagem da vida e semelhante a esta história, muitas vezes caminhamos por terrenos áridos, outras vezes encontramos um oásis, outras caminhamos por terrenos pedregosos, mas tudo isso é para que consigamos a perfeição.

As vezes, não compreendemos o motivo dessas dificuldades, e praguejamos contra Deus e contra tudo, mas mesmo assim, temos que continuar caminhando, nesse trajeto muitos não se revoltam, mas procuram tirar bom proveito dessa situação, tem esperanças de um dia melhor e, aproveitam para aprender com essas dificuldades, começam a conhecer e, suas mentes clareiam, com isso a fé se robustece, e os problemas agora não mais os fazem sofrer. Começam a compreender seus semelhantes, sentem agora necessidade de ajudá-los e, fazem de tudo para os ensinar e facilitar sua caminhada.

Sempre teremos que andar com esforço próprio, de vez em quando encontraremos um cirineu que nos dará uma ajuda, assim como, também nós, ajudaremos outros. 

Mas o mérito está em conseguir chegar lá no apogeu com esforço próprio. 
E todos nós estamos juntos nessa caminhada. Podemos fazer esta viajem de uma maneira alegre, nos dando as mãos e apoiando-nos mutuamente.

Temos as lições e os exemplos de Jesus por nosso guia e as pedras no caminho serão jóias quando a olharmos detidamente. Assim, não podemos dispensá-las. Temos que ter fé. Apanhá-las, e guardá-las com carinho. 

Porque a vida será o buril que as farão brilhar com todo o vigor tal qual o diamante.

Podemos pedir a Deus nosso Pai, forças para superar os percalços que encontramos no caminho.

Vamos abrir a sacola, vamos ver as pedras que colhemos, isto é, se confiamos no nosso guia e as pegamos, com certeza a caminhada valeu a pena, caso contrário, não desanimemos, pois o amanhã será mais uma oportunidade que Deus nos oferece para aproveitarmos e conseguirmos também chegar ao objetivo... colhendo as pedras preciosas. 



*Autoria desconhecida.

                                                                            


quarta-feira, 12 de agosto de 2015

RELACIONAMENTOS COM PREDADORES EMOCIONAIS

                 


Roubam a sua cena interna.
Interrompem o seu sono e a sua paz emocional.
Querem viver a sua vida.
Não suportam a sua autonomia.
Invejam-lhe, mas não se dão conta disso.
Inventam que querem cuidar de você, quando, na verdade, querem lhe absorver até ultrapassarem todos os seus limites físicos e emocionais.
Insaciáveis, sugam sua energia até a morte. 
Querem corromper sua sanidade, porque assim fica mais fácil a sua submissão.
Seduzem-lhe por onde você é mais seduzível. 
Quebram aos poucos sua autoestima. 
Minam a sua energia e se nutrem insaciavelmente de tudo o que é você. 
São inconvenientes e nem todos estão preparados para lidar socialmente com outros. 
Dizem que só tem você e que você é a ponte para o mundo. 
Incutem pena, culpa e cuidados reparadores.

Livre-se o mais rápido possível desses "lobos em pele de cordeiro", o destino deste tipo de relação invariavelmente é letal. Esteja alerta. Busque ajuda, fuja e saiba que nesse momento todos os seus medos são plantados por eles.
A solução para esse tipo de relacionamento é a ruptura imediata, o corte, e se possível, o rompimento por completo com toda forma de contato. 
Você não está apaixonado(a) e nem amando, está apenas intoxicado(a) pelo que ela(e) lhe infunde. 
É através da inserção de pensamentos e sentimentos desastrosos que o predador emocional, dia após dia, vai roubando a sua capacidade de lucidez. 
Suas ações funcionam como uma espécie de droga venenosa que é gradativamente injetada e que tem uma única função que é a de lhe intoxicar. 
Acorde, você está correndo risco de vida. Acredite em você e em suas mais ínfimas percepções. Dê ouvidos a si mesmo.
Mesmo sendo fruto de situações aprendidas em nossa mais tenra infância, quando fomos doutrinados a sermos obedientes, educados, cordatos e convenientes, devemos nos lembrar que para sobrevivermos também precisamos saber impor limites e saber dizer não. 

Vítimas deste tipo de assassinos silenciosos, em geral, têm uma visão cor-de-rosa da vida e acreditam que serão capazes de reparar absolutamente todo o mal-estar do outro, incluindo suas mudanças repentinas de humor. 
Para essa empreitada, muitas vezes atravessam seus próprios limites de tolerância física e emocional tentando agradar. Como tática do abusador, as tentativas de confortá-lo são pouquíssimas vezes apaziguadas e, com isso, as vítimas pouco a pouco vão perdendo toda a sua vitalidade e força psíquica. Erram drasticamente ao se imaginarem superpoderosas e sem limites em suas capacidades de resiliência. 
Agem norteadas por crenças inconscientes aprendidas desde muito cedo, na infância, e que dizem a respeito da necessidade de agradar e servirem os outros para controlar humores, não serem atacadas e, de algum modo, não serem abandonadas. 
Tudo isso para que no final possam ser bem vistas e, portanto, amadas. As cenas se repetirão de modo diverso, enquanto determinadas questões referentes ao amor-próprio não forem sanadas.

Tanto nos predadores, como nas vítimas, existe uma crença negativa sobre si mesmo. 
A diferença é o tipo de atitude. 
O predador, por ser frágil, não suporta ver a vida projetada fora de si mesmo. 
Inveja e quer destruir. Ao ver o outro existindo, ele tem a dimensão da sua não existência e quer destruir para sobreviver. 
Em suas artimanhas, repetidamente, vai incutir no outro da relação sentimentos de culpa por ele ficar magoado, mal-humorado, irritado e por aí vai. 
Insidiosamente, o predador vai instalando novos códigos de funcionamento cerebral onde as vítimas gradativamente vão esquecendo-se de si mesmas a ponto de não poucas vezes inocentarem o agressor assassino.

Tenho pacientes que relatam ter receio de pegar um copo de água sequer com medo de fazerem algo errado... Contam que sentem os parceiros à espreita observando-as e ao menor deslize, que na maioria das vezes nem é deslize, eles as desqualificam moralmente, literalmente acabando com elas. Na maioria das vezes, esse padrão de relação assediadora acontece dentro de casa e longe da visão externa, o que dificulta o entendimentos de todos, inclusive das vítimas em questão.

*Silvia Malamud.
                                                               
  

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

DISTÚRBIOS EMOCIONAIS

                                                                     



Cada mente emite como recebe mensagens de vário teor vibratório, mantendo intercâmbio contínuo direto ou indireto com outras que a cercam, do que decorrem processos liberativos ou escravizantes de grave complexidade.

Fluidos deletéricos e energias sutis são emitidos como ingeridos incessantemente, produzindo a psicosfera pessoal que padroniza o estado evolutivo dos que lhes padecem a interferência...

Normalmente, pela própria posição a que se relega, na Escola terrena, a grande maioria das criaturas sintoniza com as ondas mentais perniciosas que absorve teimosamente, intoxicando-se de forma lamentável e perturbando-se consideravelmente, tornando-se essa a gênese de diversas enfermidades orgânicas, psíquicas e de um sem número de distúrbios emocionais.

Uns se comprazem, por viciação mental, nos procedimentos infelizes de auto-envenenamento, graças aos vapores que exalam e absorvem em círculo constritor de que dificilmente se conseguem libertar.

Pequenos incidentes, perfeitamente normais, assumem neles proporções desconcertantes, incorporando-se-lhes ao patrimônio de desgostos que se disputam acumular.

Ocorrências comuns, que constituem testes de resistência e lições de auto-burilamento, convertem-nas em desgraças que lamentam, sem qualquer esforço de renovação, afligindo-se a golpes de insensata rebeldia ou de autopiedade injustificável com que mais se atribulam.

Consomem-se envoltos pelos miasmas do ciúme doentio, desequilibram-se pelas emanações morbíficas do ódio selvagem; perturbam-se em face dos gases, das nuvens das queixas, do despeito, da cobiça irrefreada; envilecem-se ante as absorções dos vapores das sensações bastardas, que vitalizam com o pensamento desatrelado das rédeas das disciplinas morais e enobrecedoras.

É óbvio que distúrbios emocionais multiformes sejam as consequências naturais de tal comportamento cotidiano.

Cada ser respira o clima mental em que se compraz, assimilando as extgeriorizações que vitaliza e que volta a eliminar em processo incessante até a distonia completa...

Ocorre que os fluidos perniciosos desarranjam as delicadas engrenagens do sistema neurovegetativo, produzindo as disritmias que se manifestam como doenças de etiologia difícil.

Sem dúvida, Espíritos enfermos, em si mesmos distonicos, pelo processo de reencarnação, geram disturbios nas delicadas aparelhagens do organismo fisiológico, como necessários estágios de reparação moral e recuperação dos valores anteriormente malbaratados a que são impostos...

Grande parcela, porém, de tais pacientes, resulta da indolência, da insensatez, das irrisões e da ausência de esforço pessoal para aquisição e preservação da saúde espiritual, através da ação concreta no bem ao próximo e a si mesmo.

Terapêutica eficiente para tais pacientes deflui da vivência evangélica em forma de otimismo, atividade fraternal edificante, olvido das ofensas expresso em forma de solidariedade para com o ofensor, oração que é fixação mental nos sublimes ideais da vida e vigilância,  que é disciplina correta imposta aos pensamentos e atos, com que se plasmam programas de santificação e liberdade.

O homem é o depositário, o legatário das próprias atividades.

Os latinos, mediante o conceito veneratio vitae, concitavam o homem à autovalorização por meio de esforço acendrado em prol da dignificação de si mesmo.

Respeito à vida deve ser linha de comportamento íntimo, não se permitindo agasalhar ideias deprimentes ou beligerantes, raciocínios de astúcia e de desprezo, arremessando dardos mentais destrutivos em direção ao próximo, a si mesmo, ou agasalhando, por processo de sintonia perfeita, os que são emitidos por aqueles que sincronizam com as mesmas faixas em que se fixam...

A leitura nobre, a conversação salutar, a meditação, a par das outras terapêuticas funcionam como lubrificante perfeito nas peças descontroladas da organização fisiológica, reparando-as, acondicionando-as, equilibrando-as.

Recurso precioso para a saúde sob qualquer aspecto considerado é o esforço otimista e cristão de que ninguém se pode escusar.

Distonias emocionais, pois, são desarranjos nos centros vitais do eu, que, reeducando-se e exercitando-se, se equilibra, se renova, adquire saúde, dependendo do esforço de cada um. 




Livro: Sementes de Vida Eterna - Divaldo Pereira Franco.

                                                                           


sábado, 8 de agosto de 2015

SIMÃO, O CIRINEU: A CRUZ EM NOSSAS VIDAS

                                             

Lucas, um dos evangelistas, narra que: “E, quando o iam levando, tomaram um certo Simão, cireneu, que vinha do campo, e puseram-lhe a cruz às costas, para que a levasse após Jesus”. (Lucas, 23:26)
A história de Simão, o cireneu, é bastante conhecida, mas ainda nos traz profundas e valorosas reflexões, e a sua lição mostra-se atual e encontra terreno fértil nos dias vigentes, de tanta indiferença e egoísmo, que têm gerado tristeza e sofrimento à criatura humana.
O Espírito Amélia Rodrigues, na obra “Quando Voltar a Primavera”, psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, esclarece que Simão havia nascido em Cirene, província romana a partir de 67 a.C., e vinha do campo, passando a acompanhar a sinistra procissão que conduzia Jesus à crucificação.
Jesus estava fisicamente fragilizado, por conta da noite de vigília demorada e as agressões que sofrera, e carregava uma cruz de quase setenta quilos, vindo a cambalear.
Simão, que já conhecia Jesus e admirava-o a distância, comove-se com seu sofrimento, vindo a ser escolhido pelo soldado para ajudá-lo com a cruz.
Diz Amélia Rodrigues que o convocado não reage e parece até que se rejubila interiormente. Ele curva-se, oferece o ombro amigo e auxilia Jesus, que lhe dirige um olhar de profundo amor, fazendo-o tremer de emoção desconhecida.
O cireneu testemunha a crucificação e jamais esqueceria Jesus. Mais tarde, busca os discípulos e passa a segui-los.
Simão, na visão de Amélia Rodrigues, torna-se um grande exemplo de solidariedade que o mundo nos solicita até hoje.
De fato, na correria da vida moderna, onde muitos se preocupam com a aparência exterior, o status social, o “ter” em detrimento do “ser” e os prazeres angustiantes, poucos se dedicam a socorrer aqueles que estão em sofrimento, material ou espiritual.
Há tantos feridentos da alma e do corpo aguardando que um cireneu apareça em suas vidas, ajudando-os a carregar a própria cruz, seja ofertando algum socorro material, seja cedendo o próprio tempo para ouvi-los, a fim de dar-lhes alguma orientação segura, uma palavra amiga, um acolhimento afetivo e ainda possa inseri-los em suas preces.
No exemplo de Simão, ele se viu compelido a ajudar Jesus e depois converteu-se ao cristianismo.
Assim ocorre com a maioria das pessoas, pois, ao se deparar com os sofredores, terá dificuldades em parar o que está fazendo para ampará-los, pois o amor, por enquanto, não se instalou em definitivo em suas almas.
Muitos se sentirão compelidos a ajudar por conta do ideal religioso que elegeram, que lhes ensina a grandiosidade da caridade, não obstante, em seu mundo interior, o desejo fosse de prosseguir sem socorrer.
Essa experiência faz parte do processo evolutivo, pois, através da lei abençoada da reencarnação, o amor autêntico e espontâneo, um dia, será patrimônio de todos.
O importante é promover o “bom combate”, conforme nos ensina Paulo de Tarso, para que possamos vencer o egoísmo e a indiferença, permitindo-nos o envolvimento pessoal com a dor alheia, até o momento da nossa adesão completa aos preceitos luminosos do Cristo, quando passaremos a socorrer sem questionar ou esperar gratidão, porque entenderemos que o amor é o sentimento por excelência a nos conectar com o Pai Celestial e a nos gerar uma imensa alegria de viver.
Convém registrar, ainda em torno do exemplo de Simão, o cireneu, que o Espírito Emmanuel, no livro “Fonte Viva”, psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier, nos traz uma perspectiva diferente, elevada e atual para a lição em questão.
Assevera Emmanuel, no capítulo 140 da citada obra, que: “O mundo ainda é uma Jerusalém enorme, congregando criaturas dos mais variados matizes, mas se te aproximas do Evangelho, com sinceridade e fervor, colocam-te a cruz sobre o coração. Daí em diante, serás compelido às maiores demonstrações de renúncia, raros te observarão o cansaço e a angústia e, não obstante a tua condição de servidor, com os mesmos problemas dos outros, exigir-te-ão espetáculos de humildade e resistência, heroísmo e lealdade ao bem. Sofre e trabalha, de olhos voltados para a Divina Luz. Do alto descerão para o teu espírito as torrentes invisíveis das fontes celestes, e vencerás valorosamente. Por enquanto, a cruz ainda é o sinal dos aprendizes fiéis...”.
À semelhança de Simão, que se aproximou de Jesus e foi compelido a carregar a cruz, aqueles, que também buscam a proximidade com o Evangelho e se esforçam para viver suas seguras diretrizes, terão que carregar a própria cruz.
A cruz será o testemunho diário que confirma a fidelidade a Jesus.
O Espírito Joanna de Ângelis nos ensina que o cristão sem testemunho assemelha-se a solo árido e seco, destinado à morte.
O trabalhador do bem sofrerá calúnias, indiferença, abandono afetivo, desafios familiares e profissionais, doenças etc., que serão suas cruzes, mas, se for fiel ao Evangelho, saberá enfrentar com dignidade, convertendo essas experiências em aprendizado, ciente de que o amparo espiritual nunca faltará.
Sofrerá, ainda, a incompreensão alheia por ter elegido uma vida cristã, sem vícios e com prioridade aos compromissos espirituais, não se entregando aos modismos doentios vigentes na sociedade, mas compreenderá e terá compaixão, pois sabe que aquele que o julga ou o menospreza tem uma percepção limitada da vida.
Nos dias difíceis, saberá buscar com mais frequência a prece, haurindo as energias elevadas que procedem do mundo espiritual, e continuará a movimentar-se na caridade, porque ao ajudar o próximo a carregar a cruz, sabe que se fortalecerá, moral e espiritualmente, para suportar a própria cruz.
Deixemo-nos contagiar pelo exemplo de Simão, o cireneu, e não permitamos que o desânimo tome conta de nossas vidas, de forma que a solidariedade seja uma característica marcante em nossas condutas, a fomentar a construção da sociedade regenerada e fraternal do porvir.  
 
*Alessandro Viana Vieira de Paula.

                                                           

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

AFLIÇÃO VAZIA

                                                                           



Ante as dificuldades do cotidiano, exerçamos a paciência, não apenas em auxílio aos outros, mas igualmente a favor de nós mesmos.

Desejamos referir-nos, sobretudo, ao sofrimento inútil da tensão mental que nos inclina à enfermidade e nos aniquila valiosas oportunidades de serviço.

No passado e no presente, instrutores do espírito e médicos do corpo combatem a ansiedade como sendo um dos piores corrosivos da alma. 

De nossa parte, é justo colaboremos com eles, a benefício próprio, imunizando-nos contra essa nuvem da imaginação que nos atormenta sem proveito, ameaçando-nos a organização emotiva.

Aceitemos a hora difícil com a paz do aluno honesto, que deu o melhor de si, no estudo da lição, de modo a comparecer diante da prova, evidenciando consciência tranquila.

Se o nosso caminho tem as marcas do dever cumprido, a inquietação nos visita a casa íntima na condição do malfeitor decidido a subvertê-la ou dilapidá-la; e assim como é forçoso defender a atmosfera do lar contra a invasão de agentes destrutivos, é forçoso defender a atmosfera do lar contra a invasão de agentes destrutivos, é indispensável policiar  o âmbito de nossos pensamentos, assegurando-lhes a serenidade necessária...

Tensão à face de possíveis acontecimentos lamentáveis é facilitar-lhes a eclosão, de vez que a ideia voltada para o mal é contribuição para que o mal aconteça; e tensão à frente de sucessos menos felizes é dificultar a ação regenerativa do bem, necessário ao reajuste das energias que desastres ou erros hajam desperdiçado.

Analisemos desapaixonadamente os prejuízos que as nossas preocupações injustificáveis causam aos outros a nós mesmos, e evitemos semelhante desgaste empregando em trabalho nobilitante os minutos ou as horas que, muita vez, inadvertidamente, reservamos à aflição vazia.

Lembremo-nos de que as Leis Divinas, através dos processos de ação visível e invisível da natureza, a todos nos tratam em bases de equilíbrio, entregando-nos a elas, entre as necessidades do aperfeiçoamento e os desafios do progresso, com a lógica de quem sabe que tensão não substitui esforço construtivo, ante os problemas naturais do caminho. 

E façamos isso, não apenas por amor aos que nos cercam, mas também a fim de proteger-nos contra a hora da ansiedade que nasce e cresce de nossa invigilância para asfixiar-nos a alma ou arrasar-nos o tempo sem qualquer razão de ser.


* Emmanuel -  Francisco C. Xavier - livro: Encontro Marcado.

                                                                     



terça-feira, 4 de agosto de 2015

AS VOSSAS MONTANHAS


                                                                              


Às vezes, sobrevém o desencanto.

E o cansaço toma conta de vós. 

Muito longo vos parece o caminho, agrestes as pedras que vos machucam os pés, frios os ventos que sopram, inúteis todos os vossos esforços.

Entretanto...

é aí, que mais precisais acreditar. 

Acreditar em vós, no Coração do Universo e na continuidade da Vida. 
Porque apenas a confiança vos pode levar a seguir em frente.

E, assim como o mar apenas termina onde começa a praia, também o caminho precisa ser trilhado até o final; onde a morte encontra a Vida e a faz renascer mais uma vez.

Não existe o descanso, para aquele que não termina a sua tarefa; nem existe a paz, para o homem que não a encontra dentro de si. 

Cada pessoa é o fiel da sua própria balança.

Tende em mente esta verdade. E percebereis que as montanhas que surgem em vosso caminho não são senão os instrumentos que vos levam a aprender a arte de escalar.

Escalai-as, portanto. E a cada uma que vencerdes, mais preparados estareis para  conquistar a próxima; mais fortes se tornarão as vossas pernas, mais ágil a vossa mente.

Porque apenas o aprendizado leva ao Conhecimento. 

E outro não é o objetivo de todas as vossas jornadas sobre a terra, que vos conduzem ao Coração do Universo.

É de coração leve, que deveis enfrentar cada uma das vossas montanhas; pois elas não estariam em vosso caminho, se não fossem necessárias ao vosso aprendizado.

Recordai, sempre, que as dificuldades da escalada são compensadas pela visão que do topo descortinais; e a cada montanha vencida, detende-vos para analisar o caminho.

É assim que podereis traçar a vossa rota e evitar novas montanhas. 

Pois o homem que repete os erros do passado, decerto encontrará os mesmos sofrimentos no futuro.

Eu vos digo: aquele que acredita, já se encontra a meio caminho do topo da montanha; porque ninguém realiza o que julga impossível, nem constrói em terreno movediço.

Não vos deveis deixar abater, frente às dificuldades. 

Ou não sabeis que o homem que pula do barco, por temer a tempestade, é o primeiro que se afoga no mar revolto?

Acreditai. Este é o segredo do sucesso e traz a força de que necessitais, para vencer as vossas montanhas. 

E devereis vencê-las a todas, para que possais alcançar a paz.
No Coração do Universo.


*Fonte: O Árabe.
                                                                    

                                                               

domingo, 2 de agosto de 2015

PRECE DE MAHATMA GANDHI.


                                                           

Senhor,
Ajuda-me a dizer a verdade diante dos fortes e a não dizer mentiras para ganhar o aplauso dos fracos .
Se me dás fortuna, não me tires a razão.
Se me dás o sucesso, não me tires a humildade.
Se me dás humildade, não me tires a dignidade .
Ajuda-me a ver o outro lado da moeda, não me deixes acusar o outro por traição aos demais, apenas por não pensar igual a mim.
Ensina-me a amar aos outros como a mim mesmo.
Não deixes que me torne orgulhoso se triunfo, nem cair em desespero se fracasso .
Mas recorda-me que o fracasso é a experiência que precede ao triunfo .
Ensina-me que perdoar é um sinal de grandeza e que a vingança é um sinal de baixeza.
Se não me deres o êxito, dá-me forças para aprender com o fracasso .
Se eu ofender as pessoas, dá-me coragem para desculpar-me e se as pessoas me ofenderem, dá- me grandeza para perdoa-las.
Senhor, se eu me esquecer de ti, nunca te esqueças de mim.

*Mahatma Gandhi.