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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

UMA LEITURA PARA O CORAÇÃO





“Sou o grande médico das almas e venho trazer-vos o remédio que vos há de curar. ]
Os fracos, os sofredores e os enfermos são os meus filhos prediletos”.
O Espírito de Verdade. (Bordéus, 1861.)

O Evangelho Segundo o Espiritismo – capítulo VI – item 7.






Afastemos um pouco das reflexões mais densas e façamos uma pausa para meditação.

Dilata tua sensibilidade e lê com o sentimento as anotações a seguir. 

Depois escuta os recados do teu coração.






A Doutrina Espírita é a medicação recuperativa das nossas vidas. Sua “substância ativa” é o Evangelho. 
Sua “bula” é estritamente individual. Para cada um haverá uma dosagem e forma de aplicação.

O movimento espírita é a nossa enfermaria abençoada onde encontramo-nos internados na busca de nossa alta médica.

Tarefa e estudo, provas e oportunidades são terapêuticas necessárias na solução de nossas enfermidades.

Perante esse quadro de experiências da nossa trajetória de aprendizado, listemos algumas prescrições indispensáveis para a cura:






· Onde se reúnem doentes, torna-se dispensável realçar imperfeições e deslizes. 
Todos sabemos de nossa condição. Falemos de saúde e aproveitamento.

· Esqueçamos as vivências dolorosas e examinemos as conquistas. Indaguemos: em que melhorei? 
O que aprendi?

· Somos doentes graves, mas temos o melhor médico, Jesus.

· Perdoemos incondicionalmente o companheiro de enfermaria. 
Ele também é alguém em busca de si mesmo.

· Trazemos na intimidade todos os antídotos para nossas imperfeições. Resta-nos descobri-los.

· De fato, alguns doentes esquecem suas necessidades. O melhor a fazer para auxiliá-los é a oração.

· Alguns enfermos carecem de tratamentos específicos. 
Por não entendermos tais medidas, evitemos julgá-los.

· Uma única certeza: todos nós teremos alta médica e alcançaremos a saúde.

· As raras criaturas sadias foram chamadas a Postos Maiores. Cuidam de nós.

· Uma pergunta diária: que farei pela minha recuperação?

· Uma atitude diária: doses elevadas de preces e trabalho.

· O caminho seguro para fortalecimento e alegria: a amizade sincera, leal e fraterna.

· O que nunca devemos esquecer: antes repudiávamos a idéia de internação.
 Hoje desejamos tratar.

· Esqueçamos a noção de tempo e sejamos gratos pela oportunidade de uma vaga nessa benfazeja enfermaria.

· Nos momentos de crise, evitemos projetar decepções e revolta nos outros ou reclamar do ambiente que nos acolheu para refazimento e orientação. 
Crises são indícios oportunos para exames e diagnósticos mais apurados sobre nossas dores.

· Saber que estamos enfermos não basta. É preciso sentir. 
Nossa cura virá do coração.




Recordemos a frase confortadora do Espírito Verdade: Os fracos, os sofredores e os enfermos são os meus filhos prediletos.

Agora vá e escuta os recados do teu coração e Deus te abençoe com paz íntima.





* Pelo espírito Ermane Dufaux - Wanderley de Oliveira. Livro: Escutando Sentimentos.


                                                        

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

SOB OS AUSPÍCIOS CELESTES - MORATÓRIA ESPIRITUAL



A nossa jornada espiritual é, na grande maioria dos casos, bem parecida, apesar do livre arbítrio e dos possíveis caminhos a serem escolhidos, como nos falam as questões 121 e 122 do Livro dos Espíritos, corroborada através da parábola do filho pródigo, a retratar o filho mais novo, ávido por novas venturas, nem sempre saudáveis, e ao exercício dos vícios. 
Exatamente como nós na atualidade, ou em um passado recente.

O fato é que, depois de infinitos erros, inúmeras iniquidades e incontáveis inconsequências, alguém nos resgata dos porões da servidão e da prática do mal. 

Normalmente, tal papel socorrista cabe a algum amado conhecido, sob os auspícios dos céus. Merecedores? Não, certamente necessitados. Nos é concedido então uma moratória espiritual.
 Novamente, sob os auspícios da divindade. 
Sob um ponto de vista econômico, moratória é o alargamento do prazo de pagamento ou suspensão temporária de um débito, normalmente sem incidência de juros. 
É como se, ao nos vermos endividados por conta do cartão de crédito, a operadora nos atendesse ao pedido de suspensão da dívida por alguns anos, sem a incidência de juros!
 Certamente, um sonho para muitos...

É exatamente essa moratória que Deus nos concede quando estamos no “fundo do poço”, quando a lama das nossas dificuldades morais sufoca-nos e as nossas dificuldades tornam-se por demais acerbas, fardos mais pesados que a capacidade dos nossos ombros, Mateus 23:4. 

Nesse momento, o Mestre chama e nos diz: “Vinde a mim e eu vos aliviarei”, Mateus 11:28. A “moratória espiritual” nos é concedida.

Voltamos à “propriedade do Pai”, tal como o filho pródigo, e iniciamos os engajamentos no serviço do bem, ainda no plano espiritual. Cursos, estágios, aprendizados e muita mão na massa. 

A maior satisfação dos espíritos de luz é poder trabalhar. 
Infelizmente, esse ainda não é o nosso caso. Após os estudos e prática, ao concluirmos os preparativos da programação espiritual, eis que reencarnamos, é o fim da moratória. 
Hora de iniciarmos “pra valer” nas tarefas redentoras, reeducativas.

Chega o momento azado de mostrar “na prática” aquilo que “treinamos” durante o período de moratória nos céus. 

Qual é a surpresa em saber que, sob os auspícios do céu, o pagamento não se dá através da dor, e sim da prática do amor, por vezes, sofrido amor.
 Então, reencontramos adversários no lar para praticarmos a paciência; nos deparamos com a angústia, para aprendermos a confiar em Deus; vislumbramos necessitados de todas as matizes para a prática da caridade. Entretanto, “O espírito está pronto, mas a carne é fraca” Marcos 14:38, muito fácil praticar o bem em colônias espirituais, onde tudo conspira para o amor e o equilíbrio. 
Difícil tarefa é a de nos mantermos no bem quando as tentações e os convites menos inusitados nos são feitos.

Se espíritas, tomamos o conhecimento dessas verdades, assumimos as nossas dificuldades e nos colocamos a trabalhar o íntimo sob duas vertentes bastante antagônicas: Por obrigação ou por amor.

Naturalmente, o amor é o melhor dos cenários. Onde tudo flui naturalmente, o prazer, a sensibilidade, a verdadeira satisfação em atender o próximo através das diversas formas de assistência, material, moral ou espiritual.

 É a certeza de que o período de moratória foi válida, aceita, tirada de bons proveitos em um terreno fértil, Marcos 4:8. No entanto, existe ainda o infeliz “outro lado da moeda”. 
Onde a caridade se torna uma obrigação, um dever a ser cumprido à risca. 
Muita ação, pouco sentimento.

Então, as mais belas palavras, as mais ricas palestras soam internamente como “sino que tine”, Paulo, Coríntios 13:1. As mais consoladoras profecias e mensagens de fé sem amor ficam estéreis, se nada significam a quem as pronuncia, Paulo, Coríntios 13:2. 

A caridade material não nos toca as fibras do coração, não nos encantamos pela felicidade no próximo.
 O trabalho no amor perde o sentido. É como se seguíssemos um caminho por seguir, com um objetivo, sem uma meta.
 Não assumimos, mas a obrigação em trabalhar na seara se torna um estorvo à vida. 
Sob os auspícios celestes, eis que mais uma moratória espiritual se apresenta. 
Mais uma vez, por não trabalharmos o amor, o sentimento, necessitamos de mais auxílio, mais tempo, mais oportunidades.

A parte boa é que nessas idas e vindas, o amor se constrói, se fixa, e molda e se fortalece em nós. 

Até que, após os diversos erros, inúmeras inconsequências e algumas moratórias, nos conscientizamos do amar por amar. 
Revelemos em nós as virtudes, em forma de trabalho e assistência, por puro prazer. 
Depois de muito sofrer, a felicidade nos será companheira eterna, sob os auspícios dos céus.

* Fonte: Correio Espírita.

                                                                  

sábado, 6 de dezembro de 2014

AUTOFAGIA




Maledicência é o ato de falar mal das pessoas. 
Definição bem amena para um dos maiores flagelos da Humanidade. 
É mais terrível que uma agressão física. Muito mais que o corpo, fere a dignidade humana, conspurca reputações, destrói existências.

Arma perigosa, está ao alcance de qualquer pessoa, em qualquer idade, e é muito fácil usá-la: basta ter um pouco de maldade no coração. 

Tribunal corrupto, nele o réu está, invariavelmente, ausente. 
É acusado, julgado e condenado, sem direito de defesa, sem contestação, sem misericórdia.

Ninguém está livre dela, nem mesmo os que se destacam na vida social pela sua capacidade de realização, no setor de suas atividades. Estes, ao contrário, são os mais visados. 

Nada mais gratificante para o maledicente do que mostrar que “fulano não é tão bom como se pensa”.

Não se dá conta aquele que se compraz em criticar a vida alheia, que a maledicência é um ato de autofagia (condição do animal que se nutre da própria substância, que come o próprio corpo).

 O maledicente pratica a autofagia moral. 
A má palavra, o comentário desairoso contra alguém gera, no autor, um clima de desajuste íntimo, em que ele perde força psíquica e se autodestrói moralmente, envenenando-se com a própria maldade. 
Por isso, pessoas que se comprazem nesse tipo de comportamento são sempre inquietas e infelizes.

E há os estudos de Psicologia que oferecem uma dimensão bem maior ao ensinamento evangélico. 

Admitem hoje os psicólogos que tendemos a identificar com facilidade nos outros o que existe em abundância em nós. O mal que vemos em outrem é algo do mal que mora em nosso coração. 
Por isso, as pessoas virtuosas, de sentimentos nobres, são incapazes de enxergar maldade no próximo.

É preciso, portanto, treinar a capacidade de enxergar o que as pessoas têm de bom, para que o Bem cresça em nós. O primeiro passo — difícil, mas indispensável — é eliminar a maledicência. 

Um recurso valioso para isso é usar os três crivos, segundo velha lenda de origem desconhecida, que vários escritores atribuem a Sócrates, lembrada pelo Espírito Irmão X, psicografia de Francisco Cândido Xavier.




Certa feita, um homem esbaforido achegou-se ao grande filósofo e sussurrou-lhe aos ouvidos:
 – Escuta, Sócrates... Na condição de teu amigo, tenho alguma coisa de muito grave para dizer-te, em particular...

– Espera!... – ajuntou o sábio, prudente. — Já passaste o que me vais dizer pelos três crivos?

– Três crivos? – perguntou o visitante espantado.

– Sim, meu caro, três crivos. Observemos se a tua confidência passou por eles. 

O primeiro é o crivo da verdade. Guardas absoluta certeza quanto àquilo que me pretendes comunicar?

– Bem – ponderou o interlocutor –, assegurar, mesmo, não posso... Mas ouvi dizer e... então...

– Exato. Decerto peneiraste o assunto pelo segundo crivo, o da bondade. 

Ainda que não seja real o que julgas saber, será pelo menos bom o que me queres contar?

Hesitando, o homem replicou:

– Isso não... Muito pelo contrário...

– Ah! – tornou o sábio — então recorramos ao terceiro crivo, o da utilidade, e notemos o proveito do que tanto te aflige.

– Útil?!... – aduziu o visitante ainda mais agitado. — Útil não é...

– Bem – rematou o filósofo num sorriso –, se o que me tens a confiar não é verdadeiro, nem bom e nem útil, esqueçamos o problema e não te preocupes com ele, já que de nada valem casos sem qualquer edificação para nós.

Irmão X termina a mensagem, comentando:

Aí está, meu amigo, a lição de Sócrates, em questões de maledicência.

 Se pudermos aplicá-la, creio que teremos ganhado tempo e recursos preciosos para rearticular o serviço, refazer a paz, realizar o melhor e seguir para frente.

A fórmula é, realmente, muito boa. 

Usá-la é favorecer nossa própria edificação. Jesus nos está convocando à gloriosa construção do Reino dos Céus em nossos corações. 
Não percamos tempo com as excrescências da Terra.

* Richard Simonetti.


                                                         

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

TERAPIA DO EVANGELHO




Amigos,

lícitos é que procuremos a cura de nossos males físicos, empregando os recursos terapêuticos que a bondade de Deus coloca ao nosso dispor através dos profissionais da saúde.

 Não olvidemos que o socorro dos Mentores Espirituais, em se tratando da saúde humana, nem sempre se faz por meio de recursos estranhos à metodologia médica, principalmente porque seus representantes, quando conscientes da responsabilidade que assumiram perante o Médico das Almas, constituem-se em instrumentos da Vontade Divina junto aos necessitados da jornada terrena.

Todavia, é preciso considerar a responsabilidade do doente ante as causas desencadeadoras do mal que o infelicita. 

Originando-se todas no campo moral, o principal agente terapêutico será unicamente a aplicação em si do remédio salvador, que outro não é senão o Evangelho de Nosso Senhor Jesus-Cristo.

Indubitavelmente, nas atitudes de egoísmo, de orgulho e de vaidade extremados, cultivados por anos e anos nas diversas etapas reeencarnatórias, encontraremos as causas dos desajustes vibratórios expressos na estrutura do perispírito, a ofertarem aos desafetos e comparsas do passado as condições de afinização vibratório-magnética que podem, de per si, não só desencadear os processos patológicos como também agravar os já existentes.

Quando a criatura alia aos recursos terapêuticos da medicina humana __ quer os de natureza homeopática ou alopática, quer os da chamada mediciana alternativa __ o esforço constante em buscar o autoconhecimento para melhor reeducar-se nas lições da Boa-Nova, tais recursos terão sua ação potencializada e seus efeitos sobre a saúde serão mais sentidos.

Ao reeducar-se à luz das lições imorredouras do Médico das Almas, ao aceitar as dificuldades da vida como um reflexo dos desmandos do passado, encarando-as como oportunidades preciosas para o progresso rumo à Luz Maior, a criatura se furtará a muitos males evitando agravamentos do seu estado físico.

Por mais eficazes possam ser os recursos da tecnologia da saúde colocados à nossa disposição, é preciso também considerar o mérito de cada um perante a Medicina Divina, bem como o papel regularizador das vibrações perispirituais desajustadas pelas infrações às Leis Divinas, manifestadas na doença física.

 Esta, muitas vezes, é o agente re harmonizador do ser com a própria consciência e neste caso, os recursos tecnológicos representarão apenas a Bondade Celestial agindo para fornecer à criatura as condições materiais que lhe permitam expiar seus débitos morais até o fim e, desse modo, libertar-se não apenas do mal físico mas, sobretudo, do mal vibratório que gerou o primeiro em nível perispiritual.

Em todas as circunstâncias difíceis de nossa saúde,amigos, recorramos ao mestre, aplicando o seu Evangelho como recurso terapêutico por excelência.

Supliquemos-lhe forças para tudo suportar com mansidão e paciência. 

Peçamos-lhe a coragem com que lutemos contra nossas más tendências e sigamos seus exemplos.
Muita paz!
Dias da Cruz


*Mensagem Psicografada pela médium Tânia de Souza Lopes , extraída do Reformador de Maio/1998.


                                                                   

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

CLASSIFICAÇÃO DOS CASAMENTOS





Acidentais, Provacionais, Sacrificiais, Afins (afinidade superior) e  Transcendentes.


Acidentais-Encontro de almas inferiorizadas, por efeito de atração momentânea, sem qualquer ascendente espiritual.



Provacionais-Reencontro de almas, para reajustes necessários à evolução de ambos.



Sacrificiais: Reencontro de alma iluminada com alma inferiorizada, com o objetivo de redimi-la.



Afins: Reencontro de corações amigos, para consolidação de afetos.



Transcendentes: Almas engrandecidas no Bem e que se buscam para realizações imortais.


Evidentemente, o matrimônio, sagrado em suas origens, tem reunido no mesmo teto os mais variados tipos evolutivos, o que vem demonstrar que a união, na Terra, funciona, às vezes como meio de consolidação de laços de pura afinidade espiritual, e, noutros casos, em sua maioria, como instrumento de reajuste.


Em sua maioria, porém, os lares são cadinhos purificadores, onde, sob o calor de rudes provas e dolorosos testemunhos, Espíritos frágeis caminham, vagarosamente, na direção do Mais Alto.


Nos casamentos acidentais teremos aquelas pessoas que, defrontando-se um dia, se veem, se conhecem, se aproximam, surgindo, dai, o enlace acidental, sem qualquer ascendente espiritual.


Funcionou, apenas, o livre arbítrio, uma vez que por ele construímos cotidianamente o nosso destino.


Num mundo como o nosso tais casamentos são comuns.


Nem laços de simpatia, nem de desagrado.


Simplesmente almas que se encontraram, na confluência do caminho, e que, perante as leis humanas, uniram apenas os corpos.


Esses casamentos podem determinar o inicio de futuros encontros, noutras reencarnações.


Quanto aos provacionais, em que duas almas se reencontram em processo de reajustamento, necessário ao crescimento espiritual, esses são os mais frequentes.


A maioria dos casamentos obedece, sem nenhuma dúvida, a esse alvo.


Por isso existem tantos lares onde reina a desarmonia, onde impera a desconfiança, onde os conflitos morais se transformam, tantas vezes, em dolorosas tragédias.


Deus uniu-os, através das leis do Mundo, a fim de que, pelo convívio diário, a Lei Maior, da fraternidade, fosse por eles exercida nas lutas comuns.


A compreensão evangélica, a boa vontade, a tolerância e a humildade são virtudes que funcionam à maneira de suaves amortecedores.


O Espiritismo, pela soma de conhecimentos que espalha, tem sido meio eficiente para que muitos lares, construídos na base da provação, se reajustem e se consolidem, dando, assim, os primeiros passos na direção do Infinito Bem.


O Espírita esclarecido sabe que somente ele pagará as suas próprias dívidas.


Nenhum amigo espiritual modificará o curso das leis divinas, embora lhe seja possível estender os braços generosos aos que se curvam ante o peso de duras provas, entre as quatro silenciosas paredes de um lar.


O espírita esclarecido, homem ou mulher, aprende a renunciar, a benefício de sua paz e do seu reajuste.


E o faz, ainda, porque tem a inabalável certeza de que, se fugir hoje ao resgate, voltará, amanhã, na companhia daquele ou daquela de quem procura, agora, afastar-se.


A humildade, especialmente, tem um poder extraordinário de harmonização dos lares, convertendo-os, dentro da relatividade que assinala todas as manifestações da vida humana, em legítimos santuários onde o destino dos filhos possa plasmar-se nas exemplificações edificantes.

 

Os casamentos sacrificiais:


Esses reúnem almas possuidoras de virtude e sentimentos opostos.


É uma alma esclarecida, ou iluminada, que se propõe ajudar a que se atrasou na jornada ascensional.


Como a própria palavra indica, é casamento de sacrifício, para um dos cônjuges.

 

Não há regra para isso. Temos visto senhoras delicadíssimas, ternas e virtuosas, que se casam com homens ásperos e grosseiros, de sentimentos abjetos, do mesmo modo que existem homens, que são verdadeiras joias de bondade e compreensão, consorciados com mulheres de sentimentos inferiorizados.


Quem ama não pode ser feliz se deixou na retaguarda, torturado e sofrendo, o objeto de sua afeição.


Volta, então, e, na qualidade de esposo ou esposa, recebe o viajor retardado, a fim de, com o seu carinho e com a sua luz, estimular-lhe a caminhada.


É o vanguardeiro, compassivo, que renuncia aos júbilos cabíveis ao vencedor, e retorna à retaguarda de sofrimento para ajudar e servir.


O casamento sacrificial é em resumo, aquele em que um dos cônjuges  se caracteriza pela elevação espiritual, e o outro pela condição evolutiva deficitária. O mais elevado concorda sempre em amparar o desajustado.


Assim sendo, a mulher ou o homem que escolhe companhia menos elevada deve (levar a cruz ao calvário), como se diz geralmente, porque, sem dúvida, se comprometeu na Espiritualidade a ser o cirineu de todas as horas.


O recuo, no caso, seria deserção a compromisso assumido.

 

Mais uma vez se evidencia o valor do Evangelho nos lares, como em toda parte, funcionando à maneira de estimulante da harmonia e construtor do entendimento.

 

Os casamentos denominados afins, no sentido superior, são os que reúnem almas esclarecidas e que muito se amam.

 

São espíritos que, pelo matrimônio, no doce reduto do lar consolidam velhos laços de afeição.


Os casamentos transcendentes.


São constituídos por almas engrandecidas no amor fraterno e que se reencontram, no plano físico, para as grandes realizações de interesse geral.

 
A vida desses casais encerra uma finalidade superior.


O ideal do Bem lhes enche as horas e os minutos.



Todos nós passamos, ou passaremos ainda, segundo for o caso, por toda essa sequência de casamentos: acidentais, provacionais e sacrificiais, até alcançarmos no futuro, sob o sol de um novo dia, a condição de construirmos um lar terreno na base do idealismo transcendental ou da afinidade superior.


Enquanto não atingirmos tal situação, o Senhor, pelo seu Evangelho, irá enchendo de paz a nossa vida. E o espiritismo, abençoada Doutrina, repletará os nossos dias das mais sacrossantas esperanças…

 
*ESTUDANDO A MEDIUNIDADE – MARTINS PERALVA.

                                                         



sábado, 29 de novembro de 2014

ATITUDES BENDITAS




ACORDAR 

Decida ter um Bom Dia. 
Então, ao abrir os olhos e 
espreguiçar o corpo, agradeça 
a Deus pela noite de sono e por 
ter acordado para um novo dia. 

VESTIR 

Vista-se, em primeiro lugar, de 
bom humor, dê um sorriso agradável 
de uma esperança renovada; senão 
escolher uma bela e elegante roupa se 
a face não estiver condizente. 

LAVAR AS MÃOS E O ROSTO 

Lavar as mãos e o rosto não é somente 
uma atitude de higiene corporal, mas 
de higiene espiritual. 
Este ato contribui para lavar os olhos 
que choraram de tristeza. 
Ao lavar o rosto jogue esses sentimentos 
que trazem angústia pelo ralo. 

FALAR 

Quando falar, pronuncie palavras que 
abençoe a vida de alguém: se vai repreender 
alguém, faça-o com amor e sabedoria; fale o 
necessário e somente quando tiver algo bom 
a acrescentar. 

CALAR 

Saber calar é sábio; mas saber calar é divino. 
Neste dia, cala-te para não ferir; cala-te para 
não julgar; cala-te para não pecar. 
O Senhor Deus nos deu dois ouvidos e uma 
boca, com o propósito de ouvirmos mais e 
falarmos menos. 

ERGUER A CABEÇA 

Estar triste é normal, mas viver triste não é 
atitude daquele que crê em Jesus. 
Ergue, agora, a tua cabeça e contemple o céu. 
Veja, sinta e alegra-te com esta maravilha que 
Deus, hoje, te proporcionou. 
Não esqueça, Jesus venceu o Mundo para te 
dar vitória. 

ESFORÇAR 

As pessoas têm sonhosa alcançar, planos a 
realizar e projetos a concretizar. 
Esforça-te em tua caminhada. 

POSICIONAR 

Tomar uma posição na vida é buscar aquilo 
que dá sentido a ela. 
Posiciona o teu sonho ou projeto em direção 
aquele que pode realizá-lo; posiciona a tua 
fé naquele que te ama mais do que imaginas; 
posiciona-te perante aquele que te fez, para 
receber as bênçãos prometidas. 
Posiciona-te aos pés de Jesus Cristo e espera 
Nele que, tudo o mais, ele fará. 

ORAR 

Orar é conversar com Jesus, fale com ele que 
está com os ouvidos atentos, os olhos abertos 
e as mãos estendidas à oração que fizeres. 
Ele é o melhor amigo, que não cansa de te 
ouvir; Ele é o pai mais amoroso, que faz o 
impossível para te abençoar; Ele é o companheiro 
fiel, que Senhor dos céus e da terra, que criou tudo 
para te fazer feliz; Ele é o Deus Todo-Poderoso, que 
tudo pode, que tudo vê, tudo sabe e nunca te 
abandonará. 

CRER 

Creia que terás um dia abençoado, e terás. 
Creia que irás consolar um coração aflito, e 
consolarás. Creia que dar é melhor que 
receber, e receberás muito mais do que tens 
pedido ou imaginado. 

Que Deus derrame sobre ti e em todas as 
áreas de tua vida a graça e a paz; que tua 
semana seja verdadeiramente, rica e 
abundantemente abençoada! 


*Desconheço autoria.