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sexta-feira, 29 de junho de 2012

PENSAMENTOS PALAVRAS E FLUÍDOS


                                                
                         PENSAMENTOS, PALAVRAS E FLUÍDOS

Autor: Allan Kardec

“Os maus pensamentos corrompem os fluidos espirituais, 
como os miasmas deletérios corrompem o ar respirável”
 - (Allan Kardec - A Gênese, cap. XIV, item 16). 

Vimos que o pensamento exerce uma poderosa influência nos fluidos espirituais,
 modificando suas características básicas. 
Os pensamentos bons impõem-lhes luminosidade e vibrações elevadas que causam
conforto e sensação de bem estar às pessoas sob sua influência.
 Os pensamentos maus provocam alterações vibratórias contrárias às citadas acima.
 Os fluidos ficam escuros e sua ação provoca mal estar físico e psíquico. 

Pode-se concluir assim, que em torno de uma pessoa, de uma família, de uma cidade,
 de uma nação ou planeta, existe uma atmosfera espiritual fluídica, que varia vibratoriamente, 
segundo a natureza moral dos Espíritos envolvidos. 

À atmosfera fluídica associam-se seres desencarnados com tendências morais e vibratórias
semelhantes. Por esta razão, os Espíritos superiores recomendam que nossa conduta,
nas relações com a vida, seja a mais elevada possível.
Uma criatura que vive entregue ao pessimismo e aos maus pensamentos, tem em volta de si uma atmosfera espiritual escura, da qual aproximam-se Espíritos doentios.
A angústia, a tristeza e a desesperança aparecem, formando um quadro físico-psíquico deprimente,
 que pode ser modificado sob a orientação dos ensinos morais de Jesus. 

“A ação dos Espíritos sobre os fluidos espirituais tem conseqüências de importância direta e capital
 para os encarnados.
 Desde o instante em que tais fluidos são o veículo do pensamento; que o pensamento lhes pode modificar as propriedades, é evidente que eles devem estar impregnados das qualidades boas ou más, dos pensamentos que os colocam em vibração, modificados pela pureza ou impureza dos sentimentos”
- (Allan Kardec - A Gênese, cap. XIV, item 16). 

À medida que cresce através do conhecimento, o homem percebe que suas mazelas, tanto físicas quanto espirituais, é diretamente proporcional ao seu grau evolutivo e que ele pode mudar esse estado de coisas, modificando-se moralmente. Aliando-se a boas companhias espirituais através de seus bons pensamentos, poderá estabelecer uma melhor atmosfera fluídica em torno de si e, consequentemente,
do ambiente em que vive.
 Resumindo, todos somos responsáveis pelo estado de dificuldades morais que vive o planeta atualmente. 

“Melhorando-se, a humanidade verá depurar-se a atmosfera fluídica em cujo meio vive,
porque não lhe enviará senão bons fluidos, e estes oporão uma barreira à invasão dos maus.
Se um dia a Terra chegar a não ser povoada senão por homens que, entre si,
 praticam as leis divinas do amor e da caridade, ninguém duvida que não se encontrem
em condições de higiene física e moral completamente outras que as hoje existentes”
 - (Allan Kardec - Revista Espírita, Maio, 1867).

O Poder da Palavra

O Pensamento cria vida: um pensamento positivo cria situações positivas;
um pensamento negativo cria doença, desemprego, depressão e frustrações!
"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
 Ele estava no princípio com Deus. 
Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez."
 (Evangelho segundo João)


Não há como negar, no mundo globalizado, já alcançado pelos filhos de Deus,
 caminho que percorremos com sofreguidão, seguindo os ditames da Lei de Evolução.
 Utilizamo-nos das palavras, como veículo poderoso de convencimento de outrem,
 para que comunguem nossos pontos de vista.

 Inquestionavelmente, o poderoso meio de comunicação pela palavra serve
 aos despropósitos
 daqueles cujo caráter não ascendeu à elevação moral anelada pelos candidatos
à bem-aventurança dos puros de coração.

 Usam-na para ferir, escrachar, injuriar e mascarar as intenções das pessoas,
 carregando o veneno mortal da desdita naquele que faz mau uso desse instrumento. 

Certamente, essa é uma das razões de se encontrar, no livro Seara dos médiuns,
 pelo Espírito Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier,
ed. Feb e, no cap. 14 desse livro, intitulado A carta de Tiago, encontra-se o escólio
das três questões que não têm volta: a flecha lançada, a palavra falada
e a oportunidade perdida.

 Pronunciada a palavra e, no sentido lato, também o pensamento, não há maneira
de fazer com que ela ou ele retornem.
 É indispensável pensar muito bem, antes de nos pronunciarmos a respeito de um tema,
 pois, não podendo fazer com que a palavra volte ou nosso pensamento retroceda,
teremos que responder pela nossa ação.
 Indubitavelmente, é a palavra que reflete, de forma segura, o nível moral
 em que nos encontramos. 

Com a palavra se propagam as boas obras e se acende a esperança,
nos corações amorosos,
 despertando a fé. 
Ao fortalecer a fé vacilante, sustenta-se a paz e, concomitantemente, se má empregada,
serve para alimentar o vício e a delinquência.
 Utilizando a palavra, o professor eleva a mente dos seus aprendizes às culminâncias
 do saber,
 ensejando aos seus discípulos descortinarem o mundo belo, colorido e consentido.
Usando do verbo, o malfeitor arroja infindável número de vítimas do não vigiar,
 do não orar e do não ter olhos para ver, para o fosso do crime. 
Conversando, a mãe educa e dulcifica o filho, apontando-lhe os caminhos
 da honra e do dever. 

Com a palavra, maus líderes editam leis espúrias, conduzem os povos
às guerras cruentas,
 permitindo que a boca escancarada da morte ceife vidas preciosas. 
Na contrapartida do exercício do livre-arbítrio, os bons governantes,
 sinceramente preocupados 
com seus comandados e responsabilidades, elaboram discursos de paz e se esforçam
 por concedê-la.
 O Divino Rabi da Galileia falou, e o Evangelho surgiu como a Boa Nova 
que todos aguardavam,
sofridos e desalentados.
Antes d’Ele, a fim de preparar os caminhos, uma voz se ergueu desde o deserto
até as margens
 do rio Jordão, pregando um novo tempo.
Um tempo em que as veredas do Senhor seriam aplainadas,
e os homens poderiam ouvir o doce cântico de um Rabi. 

Nas tardes quentes, nas noites amenas, Jesus serviu-Se da palavra para ensinar
 as verdades do Pai que está nos céus, para manifestar a Sua vontade generosa
 e curar enfermos.
Com Seu verbo e sua logística incomparável, salvou da morte, por apedrejamento,
uma mulher que se equivocara, esquecendo dos seus deveres de esposa.
 Serviu-Se da palavra e pediu perdão ao Pai para os que O crucificaram e, 
com a palavra da fé, entregou-Se a Deus.
O apóstolo Paulo, pela palavra consciente e esclarecedora, levou as boas novas
 do Reino de Deus a lugares inimagináveis. 

O Messias deixava-Se inflamar pela inspiração dos céus, 
que Seu verbo convertia multidões.
Gandhi serviu-se da palavra, para convidar a todos os seus irmãos da Índia
 a se unirem pelo mesmo ideal; seguindo os passos de Jesus,
 elegeu a não violência como forma de vencer as cizânias da vida.
Martin Luther King Jr. discursou, em nome da paz, desejando que brancos e negros
 se sentissem irmãos.

 Quando a guerra civil devastava o solo americano,
o Presidente Lincoln usou da palavra
 de bom ânimo, para levantar a moral dos soldados abatidos
pelas derrotas e pelo abandono 
que acreditavam sofrer.
 O verbo é sempre a manifestação da inteligência sadia ou enferma.
É a base da escrita. E, toda vez que utilizamos a palavra, semeamos bênçãos 
ou espalhamos tempestades.
Desse modo, ainda que trevas e espinheiros se alonguem junto a nós,
governemos a emoção
e pronunciemos, sempre, a palavra que instrua, console, ajude ou santifique. 

Aprendamos a calar toda frase que destrua,
porque toda palavra que agride é moeda falsa,
no tesouro do coração.
 Sobre o poder da palavra e a forma de combatê-la, há uma história popular que dulcifica
 os corações amorosos e nos torna cada vez mais sensíveis ao amor, sublime amor.
 Conta-se que, certo dia, um homem revoltado criou um poderoso e longo
pensamento de ódio,
 colocou–o numa carta rude e malcriada e mandou-a para seu chefe da oficina
de onde fora despedido. 

O pensamento foi vazado em forma de ameaças cruéis.
E, quando o diretor do serviço leu as frases ingratas que o ofendiam, acolheu-as,
 desprevenidamente, no próprio coração, e tornou–se furioso, sem saber a razão.
Encontrou, quase de imediato, o subchefe da oficina 
e, a pretexto de enxergar uma pequena
 peça quebrada, desfechou sobre ele a bomba mental que trazia consigo.
 Foi a vez de o subchefe tornar-se neurastênico, sem se dar conta do motivo.

 Abrigou a projeção maléfica no sentimento, permaneceu amuado várias horas
 e, no instante
 do almoço, ao invés de alimentar-se, descarregou na esposa o perigoso dardo intangível.
Tão só por ver um sapato imperfeitamente engraxado,
 proferiu dezenas de palavras chulas;
 sentiu-se aliviado, e a mulher passou a asilar no peito a odienta vibração,
 em forma de cólera inexplicável.
  Repentinamente transtornada pelo raio que a ferira e que, até ali, ninguém soubera remover, 
encaminhou-se para a empregada que se incumbia do serviço de calçados e desabafou.

 Com palavras indesejáveis, inoculou-lhe no coração o estilete invisível.
 Agora era uma pobre menina quem detinha o tóxico mental. 
Não podendo despejá-lo nos pratos e xícaras ao alcance de suas mãos,
em vista do enorme
 débito em dinheiro que seria compelida a aceitar, acercou-se de velho cão,
 dorminhoco e paciente, e transferiu-lhe o veneno imponderável,
num pontapé de largas proporções.

 O animal ganiu e disparou, tocado pela energia mortífera e, para livrar-se desta,
 mordeu a primeira pessoa que encontrou na via pública.
 Era a senhora de um proprietário vizinho que, ferida na coxa, se enfureceu,
 instantaneamente, pela vibração amaldiçoada, possuída pela força maléfica.
Em gritaria desesperada, foi conduzida a certa farmácia; entretanto, deu-se pressa
 em transferir ao enfermeiro que a socorria a vibração indesejada.
 Crivou-o de xingamentos e esbofeteou-lhe o rosto. 

Rapaz muito prestativo, de calmo que era, converteu-se em fera verdadeira.
 Revidou os golpes recebidos com observações ásperas e saiu, alucinado,
 para sua residência,
 onde a velha e devotada mãezinha o esperava para a refeição da tarde. 
Chegou e descarregou sobre ela toda a ira de que era portador.
– Estou farto! – bradou.
 – A senhora é culpada dos aborrecimentos que me perseguem. 
Não suporto mais esta vida infeliz. Fuja da minha frente.
 O rapaz fez mau uso da palavra e pronunciou nomes terríveis.
Blasfemou, gritou colérico, qual louco.

 A velhinha, porém, longe de agastar-se, tomou-lhe as mãos e disse-lhe,
com naturalidade e brandura:
 – Venha cá, meu filho.
 Você está cansado e doente.
 Sei a extensão de seus sacrifícios por mim e reconheço que tem razão para lamentar-se.
 No entanto, tenhamos bom ânimo.
Lembremo-nos de Jesus. O uso que O Divino Jardineiro fez das palavras dulcificadas.
 Afinal, tudo passa, na Terra.
Não nos esqueçamos do amor que o Mestre nos legou.
 Abraçou-o, comovida, e afagou-lhe os cabelos. 

O filho demorou-se a contemplar-lhe os olhos serenos e reconheceu que havia,
 no carinho materno, tanto perdão e tanto entendimento que começou a chorar,
pedindo-lhe desculpas.
 Houve, então, entre os dois, uma explosão de íntima alegria.
 Jantaram felizes e oraram, em sinal de reconhecimento a Deus.
A projeção destrutiva do ódio morrera, ali, dentro do lar humilde, diante da força
 infalível do sublime amor. 

O Evangelho segundo João

Já é hora de compreendermos que devemos ser responsáveis ao falar.
As palavras tem uma força própria - seguem a lei da gravidade: 
ao jogar uma bola para cima ela cairá, e poderá bater na sua cabeça, certo? 
Imagine então que cada palavra que sai de sua boca vai para cima:
 num dado momento elas cairão... resta saber: são boas ou más palavras? 
Imagine que palavras boas são flores perfumadas, e palavras ruins são pedras.
 O que você está jogando no Universo, flores ou pedras?
 Cada indivíduo deve ser - conscientemente - responsável pelo que diz...

                         

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