Total de visualizações de página

domingo, 30 de agosto de 2015

A ESPERA

                                                                    



Um dos principais males que afligem o ser humano nos dias atuais é a ansiedade. 
Há um desespero predominante em querer realizar os desejos de maneira instantânea.
Neste anseio pelas realizações, perdemos uma das maiores riquezas da vida, que é o usufruir do momento presente. 
Isto acontece porque, ao longo do tempo, nos esquecemos de que somos parte indissociável da natureza e, por essa razão, o mais sensato seria que vivêssemos em perfeita sintonia com o ritmo dela.
Se conseguirmos paralisar por alguns instantes nossa ansiedade, e recordar como tudo na existência precisa de um tempo certo para germinar, gerar frutos e amadurecer, certamente nos libertaremos da angústia que é gerada pela necessidade de apressar o ritmo natural da vida.
Nosso ego não aceita ser contrariado em seus desejos, por esta razão, ele nos leva a agir de modo impulsivo, buscando fazer com a realidade se molde à nossa vontade.
Quando isto não acontece, somos dominados ou pela revolta, ou pelo sentimento de vítimas e, rapidamente, buscamos dentro de nós um motivo qualquer que explique a razão pela qual estamos sendo punidos.
Se encontramos uma explicação, ela vem seguida pela culpa e nos atormentamos, remoendo o arrependimento. Se não identificamos um motivo, aí então, culpamos Deus, outra pessoa ou qualquer circunstância externa pelo nosso sofrimento.
O fato é que raramente nosso ego assume que ele próprio afasta a realização de nossos objetivos, ao se deixar dominar pela urgência e pelo desespero.
Aprender a esperar é um dos maiores desafios da vida, mas é também o que pode nos proporcionar as mais valiosas lições, no que diz respeito ao crescimento interior, à maturidade e à sabedoria.
Nós nos esquecemos de como esperar; este é um espaço quase abandonado. 
No entanto, ser capaz de esperar pelo momento certo é nosso maior tesouro. 
A existência inteira espera pelo momento certo. 
Até as árvores sabem disso - qual é o momento de florescer, e o de deixar que as folhas caiam, e de se erguerem nuas ao céu. Também, nessa nudez ,elas são belas esperando pela nova folhagem, com grande confiança de que as folhas velhas tenham caído, e de que as folhas novas logo estarão chegando.
E as folhas novas começarão a crescer. Nós nos esquecemos de como é esperar: queremos tudo com pressa. Trata-se de uma grande perda para a humanidade...
Em silêncio e à espera, alguma coisa dentro de você vai crescendo - o seu autêntico ser. 
Um dia, ele salta e se transforma numa labareda, e a sua personalidade inteira é estilhaçada: você é um novo homem. E esse novo homem conhece os rumos eternos da vida.”
*Osho.   


                                                                           

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

FORA DE MODA


                                                                                                               
Se não estivesse tão fora de moda...iria falar de AMOR.
Daquele amor sincero, olhos nos olhos, frio no coração, aquela dorzinha gostosa de ter muito medo de perder tudo...
Daqueles momentos que só quem já amou um dia conhece bem...
Daquela vontade de repartir, de conquistar todas as coisas, mas não para retê-las no egoísmo material da posse, mas para doá-las no sentimento nobre de amar.

Se não tivesse tão fora de moda...eu iria falar de SINCERIDADE.
Sabe, aquele negócio antigo de fidelidade...respeito mútuo...e aquelas outras coisas que deixaram de ter valor...
Aquela sensação que embriaga mais que a bebida, que é ter numa pessoa só, a soma de tudo que ás vezes procuramos em muitas...
A admiração pelas virtudes e a aceitação dos defeitos, mas sobretudo, o respeito pela individualidade, que até julgamos nos pertencer, mas que cada um tem o direito de possuir...

Se não tivesse tão fora de moda...eu iria falar de AMIZADE.
Na amizade que deve existir entre duas pessoas que se querem bem...
O apoio, o interesse, a solidariedade de um pelas coisas do outro e vice-versa.
A união além dos sentimentos, a dedicação de compreender para depois gostar...

Se não tivesse tão fora de moda...eu iria falar em FAMÍLIA...
Essa instituição que ultimamente vive a beira da falência, sofrendo contínuas e violentas agressões. Pai, mãe, irmãos, filhos, lar.
Aquele bem maior de ter uma comunidade unida, pelos laços sanguíneos e protegidas pelas bençãos divinas.
Um canto de paz no mundo, o aconchego da morada, a fonte de descanso e a renovação das energias...

E depois, eu iria até, quem sabe, falar algo como a FELICIDADE...
Mas é uma pena que a felicidade, como tudo mais, há muito tempo já esteja tão fora de moda e tenha dado seu lugar aos modismos da civilização...
Ainda assim, gostaria que a sua vida fosse repleta dessas questões tão fora de moda e que sem dúvida fazem a diferença.

Afinal, que mal faz ser um pouquinho "careta"?

* Autor desconhecido.

                                                                       

                                                                     

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

ANTE O CELESTE


                                                                     


Recorda que os Arautos da Boa Nova convidam todas as criaturas para a construção do Reino de Deus na Terra.

Vale-te do tempo e não deprecies a oportunidade de auxiliar que o Senhor te conferiu.

Não te digas "sou criminoso".
Não perguntes "quem sou eu?"
Não afirmes "sou miserável".
Não clames "sou inútil".

Fixa apenas o sublime ensejo que te enriquece as horas.

Na claridade do bem, o delinquente pode recuperar-se e o servo aparentemente anônimo pode coroar-se de bênçãos.

No campo da lavoura comum, o cultivador mais precioso é aquele que não menospreza o contato com a lama na proteção da semente...

No edifício incendiado, o amigo mais precioso é aquele que aceita o imperativo da própria renúncia para salvar a existência do companheiro que a morte ameaça...

Ante o corpo que sangra, o enfermeiro mais valioso é aquele que olvida a si mesmo e socorre a úlcera aberta...

No trabalho de qualquer natureza, o cooperador mais exato é aquele que oferece o próprio suor, na obra a realizar-se em benéfico de todos.

Não te detenhas, pois, nas amargas recordações que te guardam o pensamento nos trilhos escuros de ontem, de vez que, chamado às tarefas do bem, podes atender ao bem de mil modos, marchando das sombras de agora para a redentora luz do amanhã.

Muitos santos de braços imóveis permanecem à distancia do Divino Mestre, mergulhados no êxtase improdutivo, desnecessários ao Cristo operante, porque o Senhor reclama colaboradores seguros e diligentes, capazes de atender-Lhe as determinações, sem condição de tempo e lugar.

Desse modo, se nos demoramos caídos na estrada, ouçamos o chamado divino e ergamo-nos, enquanto o dia nos favorece.

Toda hora é sagrado momento de começar e recomeçar com Jesus.

Levantemos, assim, o próprio coração e sigamos o terno Benfeitor, no abençoado serviço a que nos convoca, em favor dos semelhantes, na certeza de que pela bênção do trabalho, o pecador pode entrar, de imediato, na comunhão com os anjos, enquanto sábios e apóstolos distraídos se perdem no nevoeiro da retaguarda, entre meditações brilhantes, mas vazias e inúteis.

Recorda que os Arautos da Boa Nova convidam todas as criaturas para a construção do Reino de Deus na Terra. 



* Emmanuel, psicografia de Chico Xavier. Livro: Vida e Caminho.

                                                                             

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

A CHAGA DO EGOÍSMO

                   
                                                                     



A fila no estabelecimento bancário estava enorme. 
Poucos funcionários, muitos clientes. Dia de pagamento de compromissos vários motivava que o banco assim se apresentasse apinhado.
Na seqüência dos minutos, a fila aumentava e a impaciência tomava conta de alguns, enquanto outros buscavam a conversa descompromissada para aliviar a tensão da longa espera.
Uma senhora distinta se aproxima do caixa. Afinal, chegara sua vez. 

O jovem bancário, solícito, se dispõe atendê-la.
Ela coloca sua bolsa, com absoluta calma, sobre o balcão do caixa. Sem pressa, abre o zíper e com todo vagar busca dentro dela os carnês que deve pagar.
Vira, revira e, finalmente retira um bloqueto de cobrança e um carnê, apresentando-os ao funcionário.
Enquanto ele soma, ela procura vagarosamente sempre, o cartão a fim de efetuar o pagamento. Entrega-o ao rapaz, que aguarda, ansioso, verificando que a fila não pára de se alongar.
Ela ajeita os óculos para digitar a senha e quanto já tem nas mãos tudo quitado e autenticado, retorna o cartão ao caixa, pedindo que proceda a uma retirada.
Ele se prontifica, executa a operação e no momento que lhe passa o dinheiro, ela resolve alterar o valor, solicitando um tanto mais.
As pessoas tudo observam, expressando impaciência, consultando o relógio.
Finalmente, ela pega as notas e, com delicadeza, vai colocando na bolsa o carnê, o bloqueto, as notas, o cartão magnético, sem arredar um milímetro de frente ao caixa, impedindo a aproximação de outro cliente.
A senhora prossegue no seu egoísmo, sem se importar com os outros, pensando somente em si mesma, como se fosse o único ser vivente no planeta.
Mas esta forma de egoísmo não é a única. Outras existem e, quando se apresenta na inteligência, toma o aspecto de vaidade intelectual.
Na ignorância, é a agressividade. Na pobreza, é a inveja que destrói, na tristeza é o isolamento.
O egoísmo, onde se manifeste, usa as mais diversas máscaras. 

Como o joio que abafa o trigo, comparece igualmente nos corações que a luz já felicita, em forma de cólera e irritação, desânimo e secura.
Se desejamos dar combate a esta praga, saibamos estender, cada dia, as nossas disposições de mais amplo serviço ao próximo, aprendendo a ceder de nós mesmos para o bem de todos.

Você sabia?

Você sabia que o egoísmo é herança evidente de nossa antiga animalidade?
E que é por este motivo que o vemos repontar em toda extensão do Mundo?
E que a plenitude do amor somente pode ser alcançada com humildade e sacrifício?

*Com base no cap. 25 do livro Encontro de paz, de Espíritos diversos, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. IDE.

                                                                  

sábado, 22 de agosto de 2015

PALAVRAS DE BEZERRA DE MENEZES SOBRE A CRISE

                                                              
                                                           

" Filhos amados. 
A palavra crise vem sendo pronunciada constantemente por meus irmãos na Terra. De fato, o momento é de crise inegável nos mais variados campos da atividade humana. Mas nada se encontra fora do controle do Pai que nos ama.
Se Ele permite a existência de turbulências é para que possamos extrair as lições para o nosso amadurecimento.
Na crise econômica, aprendamos a viver com mais simplicidade.
Na crise da solidão, aprendamos a ser mais solidários.
Na crise ética, tenhamos posturas mais justas.
Na crise do preconceito, aprendamos a respeitar mais os irmãos que pensam diferente de nós.
Na crise espiritual, fiquemos mais perto de Deus pela fé e oração.
Na crise do ressentimento, perdoemos um pouco mais.
Na crise da saúde, guardemos mais equilíbrio em nossas atitudes.
Na crise do amor, deixemos o nosso coração falar mais alto do que o egoísmo.

Momento de crise é momento de um passo adiante.
Retroceder, rebelar ou estacionar, nunca.
A crise pede avanço.
E se a crise chegou para cada um de vós, é hora de levantar, mudar e seguir em frente na construção de um novo tempo de amor e paz".
* Bezerra de Menezes.

                                                      

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

QUANDO PERCEBER A IRRITAÇÃO


                                                                              



Meu irmão, não creia em milagre. Procure compreender que cada homem vive, sofre, o resultado de sua própria evolução. 
Para alcançar o equilíbrio é necessário alcançar o autoconhecimento que permite a disciplina pessoal.

Não estrague o seu dia; coragem, o seu mau humor, a sua ira, o seu ódio, não fazem outra coisa senão destruir, criar desolação, angústia, provocando insegurança em todos os que o cercam.

Não esqueça que para vencer a dor o homem precisa conhecer os seus objetivos, saber administrar o seu interior, pois assim fará sublimação com dignidade. 

A provação aumenta a visão interior, abre os horizontes da alma, liberta o ser.

Mostre a sua boa vontade em qualquer situação. 

Revele-se, colabore, seja solidário, trabalhe em benefício de todos; guarde a calma, faça a paz, seja sensato.

Intensifique a consciência do bem, estude, pesquise, trabalhe, não reclame, não se deixe amedrontar pelo desânimo; esteja sempre preparado para não perder o sentido inteligente da vida.


O acadêmico da espiritualidade tem certeza de que o exercício do bem se traduz pela luz no espírito, na qual a visão interior amplia os horizontes, elucida, promove grandes transformações.

Na escolaridade da Terra, aquele que compreendeu o seu significado é solidário, respeitoso e justo com o seu igual; está sempre pronto à renúncia do "EU", portanto sua vida significa dedicação ao trabalho, compreensão, serenidade, esperança, resignação, calma, perdão, amor, paz, humildade, permanente renovação, alegria constante.

O homem que faz autoconhecimento percebe que o silêncio interior é a celebração plena da vida, o encontro do ser com o ser em todo o Universo, dentro de cada um, num processo constante de aprendizado.


Quando você perceber que a irritação está tomando conta de sua pessoa, reaja, procure em seu interior os momentos de alegria vividos, revise os seus ideais, não lastime, caminhe com determinação. 

A prece e a vigiliatura respondem a todas as questões humanas, são responsáveis pelo equilíbrio.

O homem marca o seu lugar na Terra pela força de seu trabalho, pelo desprendimento, pela renúncia moral, pelo caráter, pela consciência de seus objetivos; a dignidade humana está sempre presente quando a intenção é boa.

Aquele que crê na justiça do Criador é paciente, benigno, aplicado ao bem, caritativo, esperançoso, sabe suportar, esperar, sofrer as provações com altruísmo, reconhece que não há efeito sem causa, tem perene juventude, é feliz sem exigências.

Amor, trabalho, evolução.



*Mensagem extraída do livro "Na luta do cotidiano, A força do amor"pelo Espírito Leocádio José Correia. Psicografado pelo médium Maury Rodrigues da Cruz.

                                                                   


terça-feira, 18 de agosto de 2015

DOENÇA E SAÚDE


                                                                  


Saúde é o estado ideal da vida. Doença é ocorrência vibratória perturbadora, mudança de comportamento na organização molecular do indivíduo ou no seu psiquismo em processo de amadurecimento.

Essa distonia no mecanismo sutil do ser, abrindo espaços para a manifestação e proliferação dos processos degenerativos, tem sua sede nas intrincadas malhas do Espírito, em si mesmo herdeiro dos atos que o acompanham na larga trajetória da evolução, sempre responsável pelo que é e pelo que se candidata a conseguir.

A doença, no entanto, nem sempre representa estado de calamidade na maquinaria ou nos equipamentos responsáveis pelas expressões da inteligência, do pensamento, da emoção. Quando bem-entendida e direcionada para finalidades superiores, que são conseguidas por meio da reflexão, do amadurecimento das ideias, pode ser considerada, em muitos casos, como terapia preventiva a males piores - os de natureza moral profunda, espiritual significativa - advertindo que a organização somática é sempre uma indumentária de breve duração e que o ser, em si mesmo, é que merece todo o investimento de preocupação e esforço iluminativo, preservador.

A fatalidade da vida estabelece equilíbrio, harmonia e perfeição, porque o ser é rebelde ou descuidado, transitando por estágios de desajustes que abrem campo para a instalação das doenças.

A saúde resulta de uma bem-dosada quota de valores mentais em consonância com a estabilidade física e a ordem psicológica, que produzem o clima de vitalidade responsável pela funcionalidade do corpo. 

Qualquer alteração nos equipamentos sensíveis da maquinaria fisiopsíquica e logo surge um campo propiciatório à manifestação da doença. 
Nesse sentido, a área psíquica é portadora de grande responsabilidade, porque é graças à sua vibração - encarregada de manter o perfeito entrosamento entre as manifestações físicas, emocionais e mentais - que as ocorrências nas diferentes expressões podem sofrer alteração.

A educação mental, que resulta do esforço pelo cultivo das ideias edificantes, torna-se de alta validade no processo de uma existência saudável, geradora de futuros comportamentos orgânicos e psíquicos, que sempre produzirão bem-estar e felicidade. 

O mesmo ocorre quando se instalam hábitos mentais perturbadores, que produzem desconforto emocional, campo físico vulnerável à instalação de agentes microbianos degenerativos, perturbações psíquicas lamentáveis, que se transferem de uma para outra existência corporal, como fruto da Lei de Causa e Efeito.

Todo o esforço, portanto, para ter preservada a mente da invasão de ideias portadoras de energias desequilibrantes, torna-se psicoterapia preventiva, responsável pela vida sã.
 


* Joanna de Ângelis e Divaldo P. Franco - livro: Vida Desafios e Soluções.

                                                          


domingo, 16 de agosto de 2015

A CRISE POLÍTICA NO BRASIL NA VISÃO DA ESPIRITUALIDADE

                                             

“Quanto caos se vê instalar entre este povo feliz que é o brasileiro, que luta com o labor do dia a dia para que o pão não lhe falte a mesa.

Este povo heroico que busca pela luta armada a solução infeliz de seus problemas, colocando ao lado das razões os sentimentos mais nobres que devem guiá-los, de compaixão e de fé.

São filhos gentis desse solo amoroso que os acolhe com as mãos estendidas em busca da sua compreensão para que se faça no horizonte a pátria amada do Cristo, que deseja que aí seja o coração do seu evangelho de paz e de luz.

Não sejamos ingratos à mãe gentil desse solo fecundo e infinito de brilho e de paz que pelo diálogo encontrará o caminho certo de direção.

Toda e qualquer forma de violência não é bem vista aos olhos do Criador, que antes aguarda a renúncia do que a luta violenta, pois somente a primeira revela a vontade firme que devemos ter de nos submetermos a sua infinita e sábia bondade.

Não pensem que neste solo gentil há irmãos abandonados da misericórdia divina, todos somos assistidos por sua luz e generosidade, por isso o erro não  deve ser pago com outro erro tão pior quanto, mas sim pela compreensão e pela intenção justa e fiel de educar aqueles que transgridam as leis humanas e da divindade. 

Assim sejamos hoje, todos nós brasileiros ou não, que vivem neste solo gentil e fértil, portadores da paz e não da luta, mas que o dialogo seja o caminho de união e de luz e que a vontade de Deus seja aquela a ser respeitada, pois assim conhecerá na oportunidade certa os seus sábios desígnios. 

Por isso não se coloquem à luta, mas sejam mansos e pacíficos, pois assim conhecerão no porvir o reino de Deus, e amanhã na terra a nova era terá início, e nesta pátria de luz o evangelho há de expandir infinitamente o seu brilho e sua sabedoria.

Não será pela mão que fere ou que agride que haverá adiante a paz, pois aquele que assim se guia já não pode ser o crítico do erro, pois como ele comunga dos mesmos ideais, sem alterar o rumo pela sabedoria e pelo acerto, que virá sempre, seguramente, pelo exemplo externado em ações simples e concretas, no campo do dialogo e do entendimento.

Não lastimem o passado que os agride, mas sim o presente que não permite a melhora quando o caminho é o erro que não os eleva, mas  traz de volta os altos preços pagos em momentos antes difíceis. 

Não repitam os erros, eduquem-se e saibam que até hoje não houve crise cuja violência houvesse sanado, pois troca-se o líder tirano por outro tão cego e egoísta quanto.

Somente haverá bondade e paz quando este houver sido o caminho de busca das soluções e não a fúria ou a raiva.

Por serem confiantes os governantes não pesam os seus atos, mas de Deus ninguém pode esconder nenhuma de suas ações, nem sequer os piores pensamentos, pois Ele sabe como e quando deve agir para que a direção dos acontecimentos novamente encontre o rumo da retidão de caráter. 

Confiem meus irmãos nos desígnios do Criador e sejam sempre antes o pacificador do que aquele que pelo erro busca consertar outro tão maior quanto pior.

Somente a luz ilumina o pântano e a escuridão, não será ao contrário que obterão a paz, por isso sejam aqueles que levam a compreensão, o amor e entendimento e não a luta e a força contra tudo aquilo que somente ao Criador cabe a compreensão devida dos acontecimentos e de suas consequências boas ou ruins. 

Não estou aqui pedindo que se omitam, mas sim inofensivos como as pombas, sagazes como a serpentes, pois nela lição Jesus nos educa o caminho a seguir, ou seja, lutem através das ideias, pelo dialogo, pela força política, mas jamais pela violência ou pela fúria, pois assim ao contrário de luz e paz encontrarão mais trevas e sofrimento.

Saibam que não há nada cuja a vontade soberana de Deus não esteja presente, por isso confiem, trabalhem e creiam que tudo passa e que somente o bem há de mostrar as belezas dos seus frutos a toda a humanidade, sobretudo a esta pátria generosa do evangelho.

Assim coloquem-se de prontidão, capazes de renunciarem a si mesmo, mas sempre na busca da luz, da paz e da solução pelas mãos do amor e do respeito, rejeitando o caos e a violência que em nada contribuirá para nova era que se aproxima, de mais retidão e bondade. 

Lutem meus irmãos, mas contra tudo aquilo que os entravam ao caminho da luz e do bem, e sigam com os seus corações como passageiros de uma viagem de paz e amor em direção ao bem de toda uma nação, pela ação generosa da compreensão e do dialogo, mostrando a todos que somos verdadeiramente a pátria do evangelho e não do erro.

Que assim seja, na paz do Cristo.

*Pedro Paulo e Ana.

                                                           

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

COLHENDO PEDRAS

                                                                             

                                                                               
Para o Espírito não existe velhice nem desgaste. 
É sempre novo, porque nele tudo se renova. 
Suas possibilidades se revigoram na experiência, desdobrando-se em novas capacidade.

Ninguém se faz velho por ter vivido um determinado número de anos (só o corpo). 

Há envelhecimento, quando há desânimo, quando se volta as costas para os ideais. 
Os anos enrugam a pele mas o abandono do entusiasmo faz rugas na alma. 
A dúvida, a falta de confiança em si próprio, o temor e a desesperação, são os largos, larguíssimos anos, que fazem inclinar a cabeça e submergir o Espírito.

És tão jovem como a tua fé, e tão velho como a tua dúvida; tão jovem como a confiança em ti mesmo, e tão velho como o temor; tão jovem como tua esperança e tão velho como desesperação.

Hoje somos aquilo que fizemos ontem. Portanto acreditemos, amanhã será aquilo que fizermos hoje. Então façamos o melhor.

Na vida tudo recomeça! O dia, a noite, as estações, as marés e vazantes. 

Mas a natureza é cíclica e repetitiva. Nós, não. 
Nós podemos recomeçar sempre em nível melhor, com a experiência passada.

Sempre que uma pessoa passa por uma forte experiência de perda ou enfermidade, vê-se defronte um convite de recomeço; uma necessidade urgente de correção ou de readaptação. E pode recomeçar melhor! Seja um novo lar, uma vida nova, um novo emprego, uma nova atividade, uma transformação de hábitos, em prol da saúde — se invoca Deus com fé. 

Ele lhe infunde poder, descortino e decisão para reconstruir sua vida.

Considera-se fé a confiança que se deposita na realização de determinada coisa, a certeza de atingir um objetivo. Assim, ela confere uma espécie de lucidez, que faz antever pelo pensamento os fins que se têm em vista e os meios de atingi-los, de maneira que aquele que a possui avança, por assim dizer, infalivelmente.

A fé sincera e verdadeira é sempre calma. Confere a paciência que sabe esperar, porque estando apoiada na inteligência e na compreensão das coisas, tem a certeza de chegar ao fim.

Pela fé o ser humano pode revelar valores desconhecidos dele próprio e canaliza-los de modo muito proveitoso à sua alma.

A fé racional e a esperança nos sustentarão.

Recomece melhor. Descubra os seus dons.

A nossa vida diária se constrói com tijolos de pensamentos, emoções, reações, palavras, e experiências! Somos todos construtores. 

Conforme a qualidade de nossa vida e de nossos propósitos, assim é a construção e aprimoramento de nossa consciência ou a sua degeneração...

Nossa consciência é formada e reformulada diariamente com a nossa vida.

Tal como construímos e mantemos nossos lares; assim como organizamos e levamos avante nossos negócios — com maior ou menor empenho e zelo — assim também com nossa consciência, que reflete em nossa alma e em nossa felicidade.

Pelo conhecimento e prática sincera da verdade estamos aprendendo a manejar sabiamente a nossa vida. Escolher, manter e aprimorar pensamentos retos; evitar emoções negativas e cultivar sentimentos nobres; tomar consciência de nossas palavras e atitudes; agir sensatamente — por certo assegurará uma rica consciência, que nos abençoará profusamente com progresso interno e externo. 

É claro que isto pressupõe aspiração, que as pessoas de íntimo elevado alimentam. 
E também disciplina, que bem mostra nossas convicções. O certo é que, desse modo, conquistamos o respeito dos homens e as bênçãos de Deus.

Por que haveremos de viver vulgarmente, cedendo às inclinações da personalidade, por negligência, ausência de ideal ou preguiça?

Podemos dizer que a nossa vida e semelhante a uma caravana que caminhava no deserto penosamente num terreno árido, poeirento. 

As pessoas que a compunham tinham uma fé absoluta no guia e, confiadamente, entregavam-lhe a ele todas as decisões. 
Gostavam de o fazer, sobretudo quando, devido ao intenso calor do sol, ele decidia que viajassem de noite, reservando o dia para dormir.

Certa noite, após uma jornada particularmente esgotante, o guia, de repente, exclamou:

— Alto! Deter-nos-emos aqui por alguns momentos. 

Como vêem, atravessamos, neste momento, um terreno invulgarmente pedregoso. 
Quero que se abaixem e apanhem todas as pedras que consigam alcançar. 
Talvez consigam encher as bolsas e levá-las assim cheias para casa. Temos que fazer isso depressa! — Prosseguiu, batendo as palmas — temos apenas cinco minutos; depois disso, retomaremos a marcha.

Os viajantes, que apenas desejavam um prolongado descanso e um sono repousante, pensaram que o guia tinha enlouquecido.

— Pedras?! — Disseram eles — Quem pensa ele que somos nós?

Somente alguns fizeram o que o guia sugerira: puseram nas bolsas uns quantos punhados de pedras soltas.

— Bem, agora chega! — Disse o guia — Temos que andar de novo!

Enquanto continuavam a difícil caminhada, durante o resto da noite, todos se encontravam demasiado cansados para se darem ao incomodo de falar. 

Mas todos continuavam a perguntar a si mesmos o que poderiam significar as estranhas ordens daquele guia.

Quando o sol se levantou no horizonte, a caravana deteve-se de novo. 

Todos armaram as suas tendas. Os poucos viajantes que tinham apanhado as referidas pedras puderam vê-las detidamente pela primeira vez. Assombrados, começaram a gritar:

— Santo Deus! Todas elas são de cores diferentes! E como brilham! Realmente são pedras preciosas!

Mas esta sensação de júbilo depressa deu lugar a outra de depressão e abatimento:

— Por que não tivemos o bom senso de seguir as ordens do guia? Se assim fosse, teríamos apanhado o maior número de pedras possível!

A viagem da vida e semelhante a esta história, muitas vezes caminhamos por terrenos áridos, outras vezes encontramos um oásis, outras caminhamos por terrenos pedregosos, mas tudo isso é para que consigamos a perfeição.

As vezes, não compreendemos o motivo dessas dificuldades, e praguejamos contra Deus e contra tudo, mas mesmo assim, temos que continuar caminhando, nesse trajeto muitos não se revoltam, mas procuram tirar bom proveito dessa situação, tem esperanças de um dia melhor e, aproveitam para aprender com essas dificuldades, começam a conhecer e, suas mentes clareiam, com isso a fé se robustece, e os problemas agora não mais os fazem sofrer. Começam a compreender seus semelhantes, sentem agora necessidade de ajudá-los e, fazem de tudo para os ensinar e facilitar sua caminhada.

Sempre teremos que andar com esforço próprio, de vez em quando encontraremos um cirineu que nos dará uma ajuda, assim como, também nós, ajudaremos outros. 

Mas o mérito está em conseguir chegar lá no apogeu com esforço próprio. 
E todos nós estamos juntos nessa caminhada. Podemos fazer esta viajem de uma maneira alegre, nos dando as mãos e apoiando-nos mutuamente.

Temos as lições e os exemplos de Jesus por nosso guia e as pedras no caminho serão jóias quando a olharmos detidamente. Assim, não podemos dispensá-las. Temos que ter fé. Apanhá-las, e guardá-las com carinho. 

Porque a vida será o buril que as farão brilhar com todo o vigor tal qual o diamante.

Podemos pedir a Deus nosso Pai, forças para superar os percalços que encontramos no caminho.

Vamos abrir a sacola, vamos ver as pedras que colhemos, isto é, se confiamos no nosso guia e as pegamos, com certeza a caminhada valeu a pena, caso contrário, não desanimemos, pois o amanhã será mais uma oportunidade que Deus nos oferece para aproveitarmos e conseguirmos também chegar ao objetivo... colhendo as pedras preciosas. 



*Autoria desconhecida.

                                                                            


quarta-feira, 12 de agosto de 2015

RELACIONAMENTOS COM PREDADORES EMOCIONAIS

                 


Roubam a sua cena interna.
Interrompem o seu sono e a sua paz emocional.
Querem viver a sua vida.
Não suportam a sua autonomia.
Invejam-lhe, mas não se dão conta disso.
Inventam que querem cuidar de você, quando, na verdade, querem lhe absorver até ultrapassarem todos os seus limites físicos e emocionais.
Insaciáveis, sugam sua energia até a morte. 
Querem corromper sua sanidade, porque assim fica mais fácil a sua submissão.
Seduzem-lhe por onde você é mais seduzível. 
Quebram aos poucos sua autoestima. 
Minam a sua energia e se nutrem insaciavelmente de tudo o que é você. 
São inconvenientes e nem todos estão preparados para lidar socialmente com outros. 
Dizem que só tem você e que você é a ponte para o mundo. 
Incutem pena, culpa e cuidados reparadores.

Livre-se o mais rápido possível desses "lobos em pele de cordeiro", o destino deste tipo de relação invariavelmente é letal. Esteja alerta. Busque ajuda, fuja e saiba que nesse momento todos os seus medos são plantados por eles.
A solução para esse tipo de relacionamento é a ruptura imediata, o corte, e se possível, o rompimento por completo com toda forma de contato. 
Você não está apaixonado(a) e nem amando, está apenas intoxicado(a) pelo que ela(e) lhe infunde. 
É através da inserção de pensamentos e sentimentos desastrosos que o predador emocional, dia após dia, vai roubando a sua capacidade de lucidez. 
Suas ações funcionam como uma espécie de droga venenosa que é gradativamente injetada e que tem uma única função que é a de lhe intoxicar. 
Acorde, você está correndo risco de vida. Acredite em você e em suas mais ínfimas percepções. Dê ouvidos a si mesmo.
Mesmo sendo fruto de situações aprendidas em nossa mais tenra infância, quando fomos doutrinados a sermos obedientes, educados, cordatos e convenientes, devemos nos lembrar que para sobrevivermos também precisamos saber impor limites e saber dizer não. 

Vítimas deste tipo de assassinos silenciosos, em geral, têm uma visão cor-de-rosa da vida e acreditam que serão capazes de reparar absolutamente todo o mal-estar do outro, incluindo suas mudanças repentinas de humor. 
Para essa empreitada, muitas vezes atravessam seus próprios limites de tolerância física e emocional tentando agradar. Como tática do abusador, as tentativas de confortá-lo são pouquíssimas vezes apaziguadas e, com isso, as vítimas pouco a pouco vão perdendo toda a sua vitalidade e força psíquica. Erram drasticamente ao se imaginarem superpoderosas e sem limites em suas capacidades de resiliência. 
Agem norteadas por crenças inconscientes aprendidas desde muito cedo, na infância, e que dizem a respeito da necessidade de agradar e servirem os outros para controlar humores, não serem atacadas e, de algum modo, não serem abandonadas. 
Tudo isso para que no final possam ser bem vistas e, portanto, amadas. As cenas se repetirão de modo diverso, enquanto determinadas questões referentes ao amor-próprio não forem sanadas.

Tanto nos predadores, como nas vítimas, existe uma crença negativa sobre si mesmo. 
A diferença é o tipo de atitude. 
O predador, por ser frágil, não suporta ver a vida projetada fora de si mesmo. 
Inveja e quer destruir. Ao ver o outro existindo, ele tem a dimensão da sua não existência e quer destruir para sobreviver. 
Em suas artimanhas, repetidamente, vai incutir no outro da relação sentimentos de culpa por ele ficar magoado, mal-humorado, irritado e por aí vai. 
Insidiosamente, o predador vai instalando novos códigos de funcionamento cerebral onde as vítimas gradativamente vão esquecendo-se de si mesmas a ponto de não poucas vezes inocentarem o agressor assassino.

Tenho pacientes que relatam ter receio de pegar um copo de água sequer com medo de fazerem algo errado... Contam que sentem os parceiros à espreita observando-as e ao menor deslize, que na maioria das vezes nem é deslize, eles as desqualificam moralmente, literalmente acabando com elas. Na maioria das vezes, esse padrão de relação assediadora acontece dentro de casa e longe da visão externa, o que dificulta o entendimentos de todos, inclusive das vítimas em questão.

*Silvia Malamud.
                                                               
  

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

DISTÚRBIOS EMOCIONAIS

                                                                     



Cada mente emite como recebe mensagens de vário teor vibratório, mantendo intercâmbio contínuo direto ou indireto com outras que a cercam, do que decorrem processos liberativos ou escravizantes de grave complexidade.

Fluidos deletéricos e energias sutis são emitidos como ingeridos incessantemente, produzindo a psicosfera pessoal que padroniza o estado evolutivo dos que lhes padecem a interferência...

Normalmente, pela própria posição a que se relega, na Escola terrena, a grande maioria das criaturas sintoniza com as ondas mentais perniciosas que absorve teimosamente, intoxicando-se de forma lamentável e perturbando-se consideravelmente, tornando-se essa a gênese de diversas enfermidades orgânicas, psíquicas e de um sem número de distúrbios emocionais.

Uns se comprazem, por viciação mental, nos procedimentos infelizes de auto-envenenamento, graças aos vapores que exalam e absorvem em círculo constritor de que dificilmente se conseguem libertar.

Pequenos incidentes, perfeitamente normais, assumem neles proporções desconcertantes, incorporando-se-lhes ao patrimônio de desgostos que se disputam acumular.

Ocorrências comuns, que constituem testes de resistência e lições de auto-burilamento, convertem-nas em desgraças que lamentam, sem qualquer esforço de renovação, afligindo-se a golpes de insensata rebeldia ou de autopiedade injustificável com que mais se atribulam.

Consomem-se envoltos pelos miasmas do ciúme doentio, desequilibram-se pelas emanações morbíficas do ódio selvagem; perturbam-se em face dos gases, das nuvens das queixas, do despeito, da cobiça irrefreada; envilecem-se ante as absorções dos vapores das sensações bastardas, que vitalizam com o pensamento desatrelado das rédeas das disciplinas morais e enobrecedoras.

É óbvio que distúrbios emocionais multiformes sejam as consequências naturais de tal comportamento cotidiano.

Cada ser respira o clima mental em que se compraz, assimilando as extgeriorizações que vitaliza e que volta a eliminar em processo incessante até a distonia completa...

Ocorre que os fluidos perniciosos desarranjam as delicadas engrenagens do sistema neurovegetativo, produzindo as disritmias que se manifestam como doenças de etiologia difícil.

Sem dúvida, Espíritos enfermos, em si mesmos distonicos, pelo processo de reencarnação, geram disturbios nas delicadas aparelhagens do organismo fisiológico, como necessários estágios de reparação moral e recuperação dos valores anteriormente malbaratados a que são impostos...

Grande parcela, porém, de tais pacientes, resulta da indolência, da insensatez, das irrisões e da ausência de esforço pessoal para aquisição e preservação da saúde espiritual, através da ação concreta no bem ao próximo e a si mesmo.

Terapêutica eficiente para tais pacientes deflui da vivência evangélica em forma de otimismo, atividade fraternal edificante, olvido das ofensas expresso em forma de solidariedade para com o ofensor, oração que é fixação mental nos sublimes ideais da vida e vigilância,  que é disciplina correta imposta aos pensamentos e atos, com que se plasmam programas de santificação e liberdade.

O homem é o depositário, o legatário das próprias atividades.

Os latinos, mediante o conceito veneratio vitae, concitavam o homem à autovalorização por meio de esforço acendrado em prol da dignificação de si mesmo.

Respeito à vida deve ser linha de comportamento íntimo, não se permitindo agasalhar ideias deprimentes ou beligerantes, raciocínios de astúcia e de desprezo, arremessando dardos mentais destrutivos em direção ao próximo, a si mesmo, ou agasalhando, por processo de sintonia perfeita, os que são emitidos por aqueles que sincronizam com as mesmas faixas em que se fixam...

A leitura nobre, a conversação salutar, a meditação, a par das outras terapêuticas funcionam como lubrificante perfeito nas peças descontroladas da organização fisiológica, reparando-as, acondicionando-as, equilibrando-as.

Recurso precioso para a saúde sob qualquer aspecto considerado é o esforço otimista e cristão de que ninguém se pode escusar.

Distonias emocionais, pois, são desarranjos nos centros vitais do eu, que, reeducando-se e exercitando-se, se equilibra, se renova, adquire saúde, dependendo do esforço de cada um. 




Livro: Sementes de Vida Eterna - Divaldo Pereira Franco.

                                                                           


sábado, 8 de agosto de 2015

SIMÃO, O CIRINEU: A CRUZ EM NOSSAS VIDAS

                                             

Lucas, um dos evangelistas, narra que: “E, quando o iam levando, tomaram um certo Simão, cireneu, que vinha do campo, e puseram-lhe a cruz às costas, para que a levasse após Jesus”. (Lucas, 23:26)
A história de Simão, o cireneu, é bastante conhecida, mas ainda nos traz profundas e valorosas reflexões, e a sua lição mostra-se atual e encontra terreno fértil nos dias vigentes, de tanta indiferença e egoísmo, que têm gerado tristeza e sofrimento à criatura humana.
O Espírito Amélia Rodrigues, na obra “Quando Voltar a Primavera”, psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, esclarece que Simão havia nascido em Cirene, província romana a partir de 67 a.C., e vinha do campo, passando a acompanhar a sinistra procissão que conduzia Jesus à crucificação.
Jesus estava fisicamente fragilizado, por conta da noite de vigília demorada e as agressões que sofrera, e carregava uma cruz de quase setenta quilos, vindo a cambalear.
Simão, que já conhecia Jesus e admirava-o a distância, comove-se com seu sofrimento, vindo a ser escolhido pelo soldado para ajudá-lo com a cruz.
Diz Amélia Rodrigues que o convocado não reage e parece até que se rejubila interiormente. Ele curva-se, oferece o ombro amigo e auxilia Jesus, que lhe dirige um olhar de profundo amor, fazendo-o tremer de emoção desconhecida.
O cireneu testemunha a crucificação e jamais esqueceria Jesus. Mais tarde, busca os discípulos e passa a segui-los.
Simão, na visão de Amélia Rodrigues, torna-se um grande exemplo de solidariedade que o mundo nos solicita até hoje.
De fato, na correria da vida moderna, onde muitos se preocupam com a aparência exterior, o status social, o “ter” em detrimento do “ser” e os prazeres angustiantes, poucos se dedicam a socorrer aqueles que estão em sofrimento, material ou espiritual.
Há tantos feridentos da alma e do corpo aguardando que um cireneu apareça em suas vidas, ajudando-os a carregar a própria cruz, seja ofertando algum socorro material, seja cedendo o próprio tempo para ouvi-los, a fim de dar-lhes alguma orientação segura, uma palavra amiga, um acolhimento afetivo e ainda possa inseri-los em suas preces.
No exemplo de Simão, ele se viu compelido a ajudar Jesus e depois converteu-se ao cristianismo.
Assim ocorre com a maioria das pessoas, pois, ao se deparar com os sofredores, terá dificuldades em parar o que está fazendo para ampará-los, pois o amor, por enquanto, não se instalou em definitivo em suas almas.
Muitos se sentirão compelidos a ajudar por conta do ideal religioso que elegeram, que lhes ensina a grandiosidade da caridade, não obstante, em seu mundo interior, o desejo fosse de prosseguir sem socorrer.
Essa experiência faz parte do processo evolutivo, pois, através da lei abençoada da reencarnação, o amor autêntico e espontâneo, um dia, será patrimônio de todos.
O importante é promover o “bom combate”, conforme nos ensina Paulo de Tarso, para que possamos vencer o egoísmo e a indiferença, permitindo-nos o envolvimento pessoal com a dor alheia, até o momento da nossa adesão completa aos preceitos luminosos do Cristo, quando passaremos a socorrer sem questionar ou esperar gratidão, porque entenderemos que o amor é o sentimento por excelência a nos conectar com o Pai Celestial e a nos gerar uma imensa alegria de viver.
Convém registrar, ainda em torno do exemplo de Simão, o cireneu, que o Espírito Emmanuel, no livro “Fonte Viva”, psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier, nos traz uma perspectiva diferente, elevada e atual para a lição em questão.
Assevera Emmanuel, no capítulo 140 da citada obra, que: “O mundo ainda é uma Jerusalém enorme, congregando criaturas dos mais variados matizes, mas se te aproximas do Evangelho, com sinceridade e fervor, colocam-te a cruz sobre o coração. Daí em diante, serás compelido às maiores demonstrações de renúncia, raros te observarão o cansaço e a angústia e, não obstante a tua condição de servidor, com os mesmos problemas dos outros, exigir-te-ão espetáculos de humildade e resistência, heroísmo e lealdade ao bem. Sofre e trabalha, de olhos voltados para a Divina Luz. Do alto descerão para o teu espírito as torrentes invisíveis das fontes celestes, e vencerás valorosamente. Por enquanto, a cruz ainda é o sinal dos aprendizes fiéis...”.
À semelhança de Simão, que se aproximou de Jesus e foi compelido a carregar a cruz, aqueles, que também buscam a proximidade com o Evangelho e se esforçam para viver suas seguras diretrizes, terão que carregar a própria cruz.
A cruz será o testemunho diário que confirma a fidelidade a Jesus.
O Espírito Joanna de Ângelis nos ensina que o cristão sem testemunho assemelha-se a solo árido e seco, destinado à morte.
O trabalhador do bem sofrerá calúnias, indiferença, abandono afetivo, desafios familiares e profissionais, doenças etc., que serão suas cruzes, mas, se for fiel ao Evangelho, saberá enfrentar com dignidade, convertendo essas experiências em aprendizado, ciente de que o amparo espiritual nunca faltará.
Sofrerá, ainda, a incompreensão alheia por ter elegido uma vida cristã, sem vícios e com prioridade aos compromissos espirituais, não se entregando aos modismos doentios vigentes na sociedade, mas compreenderá e terá compaixão, pois sabe que aquele que o julga ou o menospreza tem uma percepção limitada da vida.
Nos dias difíceis, saberá buscar com mais frequência a prece, haurindo as energias elevadas que procedem do mundo espiritual, e continuará a movimentar-se na caridade, porque ao ajudar o próximo a carregar a cruz, sabe que se fortalecerá, moral e espiritualmente, para suportar a própria cruz.
Deixemo-nos contagiar pelo exemplo de Simão, o cireneu, e não permitamos que o desânimo tome conta de nossas vidas, de forma que a solidariedade seja uma característica marcante em nossas condutas, a fomentar a construção da sociedade regenerada e fraternal do porvir.  
 
*Alessandro Viana Vieira de Paula.