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terça-feira, 29 de setembro de 2015

BENFEITORES INVISÍVEIS

                                                               
                                                                     

Diz-se que, ao lado de grandes homens, existe uma mulher, esposa, irmã ou mãe, que lhe serviu de sustentáculo e apoio.

Pois, por detrás de grandes conquistas ou eventos, em geral, existe um benfeitor, quase sempre ignorado das criaturas.

Publicações preciosas, estudos científicos, descobertas, têm mecenas que abriram seus cofres e ofereceram valores para a sua concretização.

Gabriel Delanne, considerado apóstolo do Espiritismo, pelo seu trabalho de divulgação, certa vez recebeu uma carta de uma senhora, que lhe pedia fosse a Versalhes, onde ela morava.

Desejava, confessava ela, lhe dar conhecimento de algo importante referente ao Espiritismo.

A carta estava escrita em papel inferior, redigida em termos obscuros, em estilo descuidado e cheia de erros de francês, além de falhas de ortografia.

Delanne se sentiu tentado a desconsiderá-la. Todavia, após refletir, decidiu ir ao encontro que lhe era assinalado.

A residência indicada, uma casa antiga, ficava num quarteirão distante, na extremidade de um subúrbio, nos fundos de velho pátio.

Depois de tocar a campainha três vezes, ouviu um passo pesado e a porta se entreabriu. Delanne entrou, sentou-se e ficou observando o ambiente, que lhe pareceu estranho.

Com um acento inglês, a mulher começou a expor a ideia de fundar um pequeno jornal para divulgar o Espiritismo.

Mas, senhora, respondeu ele, é preciso dinheiro. Isso custa muito caro.

A mulher se dirigiu, com seu passo pesado, para uma mala que Gabriel havia visto ao entrar.

Ela a abriu, apanhou um maço de velhos papéis e retirou uma enorme pasta de couro.

De uma das bolsas apanhou cinco notas de mil francos, que colocou, tranquilamente, diante de Delanne.

Naquela época, ano de 1883, cinco mil francos representavam uma soma com a qual se podia tentar uma operação comercial.

Aqui está, disse ela. Para as primeiras despesas. Depois, eu fornecerei o mais que seja necessário. O senhor aceita redigir o jornal?

E, foi assim, graças à generosa inglesa, que não era outra senão a senhora D’Espérance, médium de feitos extraordinários, ainda não conhecida na França, que a revista Le Spiritisme veio a lume, em março de 1883.

Foi grande veículo de divulgação da nova doutrina. E Gabriel Delanne conservou a maior admiração por aquela que assim dispôs dos seus bens.

Imensamente grato, gostava de narrar a seus íntimos a história do inusitado encontro e do exitoso final.



Para o seu messianato, também Jesus contou com pessoas bem aquinhoadas que financiavam Seu apostolado, suas viagens e dos companheiros que Ele elegera para o colégio apostólico.

Lucas, em Seu evangelho, cita Susana, Madalena, Joana, a mulher do intendente de Cusa.

O trabalho do bem se realiza com o esforço de todos. E, cada qual colabora com o que tenha: uns dispõem dos valores, outros do seu trabalho e esforço pessoal.

Assim se constrói o mundo novo. Ontem, hoje e amanhã.



* Com base do livro Gabriel Delanne, vida e obra, de Paul Bodier e Henri Regnault,  ed. CELD.

                                                                                


sábado, 26 de setembro de 2015

EQUILIBRAR A VIDA ESPIRITUAL

                                                                       



“O material e o espiritual não são senão duas partes do mesmo universo e da mesma verdade. Ao salientar excessivamente uma parte ou outra, o homem deixa de obter o equilíbrio necessário para o desenvolvimento harmonioso. (...) Pratique a arte de viver neste mundo sem perder a paz mental interior. 
Siga o caminho do equilíbrio para alcançar o maravilhoso jardim interior da Autorrealização.

Assim como Deus é onipresente no cosmos, mas não é perturbado por sua variedade, também o homem – que como alma é o Espírito individualizado – precisa aprender a participar desse drama cósmico com a mente perfeitamente disposta e equilibrada.

O aspirante espiritual deve contrabalançar a atividade material, que produz inquietude, com a meditação espiritual, que produz tranquilidade.

Aprenda a ser bastante ativo neste mundo e executar um trabalho construtivo. 

Mas quando tiver acabado de cumprir seus deveres, desligue seu motor nervoso. 
Retire-se para o centro de seu ser, onde está a tranquilidade. 
Afirme mentalmente para si mesmo: “Estou tranquilo. 
Não sou um simples mecanismo nervoso. Sou o Espírito. 
Embora more neste corpo, não sou afetado por ele”. Se você tiver um sistema nervoso tranquilo, terá êxito em tudo o que empreender e, acima de tudo, terá êxito com Deus"

 *Paramahansa Yogananda.

                                                                



quinta-feira, 24 de setembro de 2015

POR UMA CULTURA DE PAZ

                                                                      



Divaldo Franco estava com 70 anos quando decidiu dar início a um novo projeto em sua profícua existência e nasceu então, 17 anos atrás, o Movimento Você e a Paz, que os londrinenses puderam conhecer na noite de 10 de março último quando da vinda do estimado médium à cidade de Londrina. (Sobre o evento do dia 10, leia a reportagem especial publicada na presente edição.)

Dois anos depois foi dado a lume o Manifesto 2000 por uma Cultura de Paz e Não-Violência, esboçado, a convite da Unesco, por um grupo de laureados do prêmio Nobel da Paz. 

Milhões de pessoas em todo o mundo assinaram esse manifesto e se comprometeram a cumprir os seis pontos nele firmados, procurando agir no espírito da Cultura de Paz dentro de suas famílias, no seu ambiente profissional e em suas cidades.

Na sequência, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou o período de 2001 a 2010 a “Década Internacional da Cultura de Paz e Não-Violência para as Crianças do Mundo”.

Os seis pontos constantes do Manifesto são estes:

    Respeitar a vida
    Rejeitar a violência
    Ser generoso
    Ouvir para compreender
    Preservar o planeta
    Redescobrir a solidariedade.

Para atingir esses objetivos, a Unesco trabalha cooperando com os governos em seus três níveis, com o poder legislativo e a sociedade civil, construindo assim uma imensa rede de parcerias, mobilizando a sociedade, aumentando a conscientização e educando para uma cultura de paz.

No Rio de Janeiro, por exemplo, a Unesco está desenvolvendo, em parceria com o Governo do Estado, o programa “Escolas de Paz”, cujo principal objetivo é dar oportunidades de acesso aos jovens, ao mesmo tempo em que procura educá-los para os valores relevantes da vida, para a paz e para a construção da cidadania.

O maior desafio é, evidentemente, transformar os valores da Cultura de Paz em realidade na vida cotidiana, é traduzir cada um dos desafios propostos pela Cultura de Paz em termos práticos e na vida das pessoas.

Desenvolvendo os seis pontos firmados no Manifesto, preparar as condições para que a paz possa reinar na Terra implica:

    respeitar a vida e a dignidade de cada pessoa, sem discriminar nem prejudicar;
   
    praticar a não violência ativa, repelindo a violência em todas suas formas: física, sexual, psicológica, econômica e social, em particular ante os mais fracos e vulneráveis, como as crianças e os adolescentes;
   
    compartilhar o nosso tempo e nossos recursos materiais, cultivando a generosidade, a fim de terminar com a exclusão, a injustiça e a opressão política e econômica;
   
    defender a liberdade de expressão e a diversidade cultural, privilegiando sempre a escuta e o diálogo, sem ceder ao fanatismo, nem à maledicência e ao rechaço ao próximo;
   
    promover um consumo responsável e um modelo de desenvolvimento que tenha em conta a importância de todas as formas de vida e o equilíbrio dos recursos naturais do planeta;
   
    contribuir com o desenvolvimento da comunidade, propiciando a plena participação das mulheres e o respeito dos princípios democráticos, para criar novas formas de solidariedade.

Trata-se de um programa que se afiniza em tudo com o que aprendemos com as lições do Evangelho e com os ensinamentos espíritas.

Que se trata de um trabalho hercúleo e naturalmente lento, todos sabemos.

Mas sabemos também que neles se inserem os elementos indispensáveis para que a guerra, a opressão, a tirania e toda forma de violência sejam varridas do nosso planeta, nessa marcha inelutável rumo a um futuro promissor predito por Jesus, que declarou certa vez que os mansos herdarão a Terra.


 *Editorial - O Consolador.



                                                                        



terça-feira, 22 de setembro de 2015

O ENCONTRO ENTRE MADRE TERESA E PRINCESA DIANA NO PLANO ESPIRITUAL

                                                    


Certo dia, a princesa Diana vai procurar madre Teresa de Calcutá, abrindo-lhe o coração. 
Falou-lhe de suas angústias, do vazio que sentia em seu íntimo, muito embora, a sua, fosse uma vida de glamour. E confessou-lhe o desejo de fazer parte de sua ordem religiosa.

A madre comoveu-se ante o relato, cheio de ternura e confiança, e viu muita doçura e bondade na alma daquela mulher simples, porém muita rica e famosa. E, com grande carinho, buscou orientar-lhe. Disse-lhe que ela era uma princesa e, como tal, não poderia pertencer à sua ordem religiosa, de extrema pobreza. Então, a madre lhe disse:

- Diana, você pode doar esse amor às crianças indefesas. Na sua posição, você pode auxiliar muitas delas, que sofrem... A caridade pode ser exercida em qualquer lugar onde nos encontremos...

A princesa voltou para o seu palácio e daí em diante, dedicou-se a visitar crianças vítimas da aids, essa enfermidade tão cruel, e auxiliou, com enorme carinho, crianças mutiladas pelas minas das guerras... Desde então, encontrou a alegria de ser útil, o prazer de servir.

Madre Teresa tudo acompanhava pelos informes da TV, da imprensa. E, entre aquelas duas mulheres, elos de amor passaram a existir.

O tempo correu. Alguns meses depois, a princesa, amiga dos sofredores, a rosa da Inglaterra, como era conhecida mundialmente, veio a desencarnar num acidente que chocou a todos.

A madre, muito abalada, ao saber do fato, apressou-se a tomar providências e a cancelar compromissos, a fim de comparecer ao funeral, dias depois.

Algo, porém, alterou-lhe os planos. Sua saúde, muito instável. levou-a à cama. Alguns dias se passaram, e madre Teresa veio também a falecer.

Joanna de Ângelis nos contou, então o suceder dos acontecimentos, do "outro lado"...

Madre Teresa foi recebida numa festa de luz, sob a carinhosa assistência de Teresa de Lisieux, a Santa Terezinha do Menino Jesus, como é adorada na Igreja Católica. 
Permaneceu consciente de seu processo desencarnatório, na paz de consciência que sua vida honrada lhe fizera merecer. E é então que ela pergunta à religiosa que lhe recebera, onde estava Diana. E Teresa de Lisieux lhe conta que a princesa, devido ao choque causado pelo acidente, estava dormindo, ainda em refazimento e recuperação.
Madre Teresa de Calcutá vela pela princesa, faz-lhe companhia, ora por sua harmonização. E, no momento de despertar, quando Diana abre os olhos diante da vida espiritual e reconhece a grandeza do amor de Deus, eis que ela revê a madre, a religiosa afetuosa e amiga que, com extremado amor, lhe diz:
- Agora, minha filha, você está pronta para ser aceita na minha ordem. Iremos trabalhar juntas, com a bênção do Senhor.
-Nós, que sabemos como o mundo espiritual é fascinante, diz Divaldo, imaginemos o júbilo desse encontro!
*Por: Divaldo Pereira Franco.
                                                              

domingo, 20 de setembro de 2015

AUTISMO NA VISÃO ESPÍRITA




Um casal aproximou-se ao Chico, o pai sustentando uma criança de ano e meio nos braços, acompanhando por distinto medico espírita de Uberaba.
A mãe permaneceu a meia distância, em mutismo total, embora com alguma aflição no semblante.
O médico, adiantando-se, explicou o caso ao Chico: a criança, desde que nasceu, sofre sucessivas convulsões, tendo que ficar sob o controle de medicamento, permanecendo dormindo a maior parte do tempo, em consequência, mal consegue engatinhar e não fala.
Após dialogarem durante alguns minutos. O Chico perguntou ao nosso confrade a que diagnostico havia chegado.
- Para mim, trata-se de um caso de autismo – respondeu ele.
O Chico disse que o diagnostico lhe parecia bastante acertado, mas que convinha diminuir o anticonvulsivos mesmo que tal medida, a principio, intensificasse os ataques. Explicou, detalhadamente, as contra indicações do medicamento no organismo infantil. Recomendou passes.
- Vamos orar- concluiu.
O casal saiu visivelmente mais confortado, mas, segurando o braço do médico nosso confrade. Chico Explicou a todos que estávamos ali mais próximos:

“o autismo”, é um caso muito sério, podendo ser considerado uma verdadeira calamidade. Tanto envolve crianças quanto adultos... Os médiuns também , por vezes, principalmente os solteiros sofrem desse mal, pois que vivem sintonizados com o mundo espiritual, desinteressando-se da Terra. É preciso que alguma coisa nos prenda no mundo, porque, senão, perdemos a vontade de permanecer no corpo...”.

E Chico exemplificou com ele mesmo:
-Vejam bem: o que é que me interessa na Terra? A não ser a tarefa mediúnica, nada mais. Dinheiro, eu só quero o necessário para sobreviver casa, eu não tenho o que fazer com mais de uma... Então, eu procuro me interessar pelos meus gatos e meus cachorros. Quando um adoece ou morre, eu choro muito, porque se eu não me ligar em alguma coisa eu deixo vocês...
Ele ainda considerou que, muitos casos de suicídios têm as suas raízes no “autismo”, porque a pessoa vai perdendo o interesse pela vida. Inconscientemente deseja retornar à Pátria Espiritual, e para se libertar do corpo, que considera uma verdadeira prisão, força as portas de saída...

E o Chico falou ao médico:
 É preciso que os pais dessa criança conversem muito com ela, principalmente a mãe. É necessário chamar o espírito para o corpo. Se não agirmos assim, muitos espíritos não permanecerão na carne, porque a reencarnação para eles é muito dolorosa.
Evidentemente que não conseguimos registrar tudo, mas a essência do assunto é o que está exposto aqui.
E ficamos a meditar na complexidade dos problemas humanos e na sabedoria de Chico Xavier.
Quando ele falava de si, ilustrando a questão do “autismo”, sentimo-lo como um pássaro de luz encarcerado numa gaiola de ferro, renunciando à paz da grande floresta para entoar canções de imortalidade aos que caíram, invigilantes, no visgo do orgulho ou no alçapão da perturbação.
Nesta noite, sem dúvida, compreendemos melhor Chico Xavier e o admiramos ainda mais.
De fato, pensando bem, o que é que pode interessar na Terra, a não ser o trabalho missionário em nome do Senhor, ao Espírito que já não pertence mais à sua faixa evolutiva?
O espírito daquela criança sacudia o corpo que convulsionava, na ânsia de libertar-se...
Sem dúvida, era preciso convencer o Espírito a ficar. Tentar dizer-lhe que a Terra não é cruel assim... Que precisamos trabalhar pela melhoria do homem.
 
OBSERVAÇÃO DE DIVALDO FRANCO: Precisamos considerar que “somos herdeiros dos próprios atos”. Em cada encarnação adicionamos conquistas ou prejuízos a nossa contabilidade evolutiva e, em determinados momentos, ao contrairmos débitos mais sérios, reencarnamos para ressarci-los sob a injunção dolorosa de fenômenos expiatórios, tais os estados esquizóides e suas manifestações várias. Dentre eles, um dos mais cruéis é o AUTISMO. No fenômeno do autismo estamos diante de um ex-suicida a qual, desejando fugir à responsabilidade dos delitos cometidos, envereda pela porta falsa da autodestruição. Posteriormente, reencarna com o drama na consciência por não ter conseguido libertar-se deles. São, também, os criminosos não justiçados pelas leis humanas ou Espíritos que dissimularam muito bem suas tragédias. Assim, retornam à Terra escondendo-se da consciência nas várias patologias dos fenômenos esquizofrênicos. 
Os pais devem esperar a criança dormir e conversar com ela. 
Pois a conversa é captada pelo inconsciente (Espírito). 
Fale devagar, pausadamente: Estamos contentes por você estar entre nós; Você tem muito que fazer na Terra; você vai ser feliz nesta vida; Nós te amamos muito; etc...

*Fonte: Estudo Allan Kardec.

                                                                         

                                                               

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

EMMANUEL: SUAS VÁRIAS VIDAS E ONDE, ATUALMENTE ESTÁ ENCARNADO

                                                                               


Antes de analisar o objetivo da atual encarnação de Emmanuel, vamos relembrar algumas das encarnações pretéritas do mentor de Chico Xavier, informações estas que constam nos próprios livros ditados ao Chico pelo Emmanuel:
Emmanuel foi Publius Cornelius Lentulus, apelidado de Sura, morreu em 63 aC. 
Foi uma das figuras capitais na conjura de Catilina. 
Foi pretor em 75, governador da Sicília em 74, cônsul em 71 após a morte de Espartaco. 
Em 70, foi expulso do senado, com outras pessoas, por imoralidade. 
Juntou-se neste momento a Lucio Catilina, político romano que procurava devolver aos aristocratas as prerrogativas do patriciado (Roma tinha passado por uma reviravolta popular rumo da democracia, redesenhando os poderes em prol das classes populares, as plebes - que ganhou direitos inusitados, tudo isso após a sublevação de Espártaco que arregimentou 200 mil homens contra o exercito romano e o derrotando 6 vezes).
Os conspiradores foram presos e obrigados a confessar (mediante tortura). 
Públio Lentulus foi obrigado a abdicar de seu cargo de pretor (chefe de policia) e, temendo que pudesse influenciar alguém, o imperador romano o condenou a morte. Sura, era em suma um verdadeiro crápula.
Emmanuel então reencarna, como neto de Sura, com o mesmo nome (Públio Lentulus Cornélio), agora um senador incorruptível e austero, justamente com a missão de consertar as besteiras que fez no passado, SE consertando. Mas, como a natureza não dá saltos (e ninguém vira santo depois que morre) ele continua com um péssimo caráter espiritual. 
Foi nesta encarnação que ele encontrou Jesus, mas mesmo as palavras do Nazareno não conseguiram demovê-lo de seu orgulho e cegueira. Com o passar do tempo (e das bordoadas que leva nesta e em outras encarnações) é que ele vai depurando seu espírito, sempre com base na Lei do retorno.
Emmanuel e Moisés se encontraram um século antes da vida de Jesus, quando Moisés (João Batista) na personalidade do escravo romano Espártaco iniciou o fim da Republica Romana, da qual Emmanuel fazia parte conforme relatado no livro Há dois mil anos (pretor e depois consul Sura).
Emmanuel veio depois como o senador Públio Lentulus e na encarnação seguinte como um escravo (Nestório) abraçando definitivamente os ideais de Moisés (João Batista/Espartáco). 
O mesmo perfil austero que Emmanuel apresentava quando se comunicava com Chico Xavier pode ser igualmente observado em João Batista, mais um indício que denota a profunda ligação e admiração entre esses dois espíritos.
A partir dessa encarnação, Emmanuel começa sua ascensão espiritual e já na época do Brasil colônia encarna como o padre Manoel da Nóbrega, lutando por uma vida mais decente para os índios que eram explorados no Brasil pelos portugueses. 
Nessa encarnação, Emmanuel convive com o padre José de Anchieta (uma das encarnações de Frei Fabiano de Cristo) e realizam importante trabalho com os jesuítas para catequizar os índios e de certa forma diminuir as hostilidades entre eles e os colonizadores portugueses.
Vale ressaltar que antes de encarnar como Manuel da Nóbrega, Emmanuel reencarna como São Remígio , nascido em 439 , bispo francês de família nobre. Considerado como o apóstolo dos pagãos, nas Gálias, era conhecido pela sua pureza de espírito, e profundo amor a Deus e ao próximo. Desencarnou em janeiro de 535, aos 96 anos. 
Foi nessa encarnação que Emmanuel inicia um ciclo de encarnações onde trabalharia diretamente junto a Igreja Católica. Depois de encarnar como Manuel da Nóbrega, Emmanuel reencarna nessa seqüência:
Padre Damiano (1613 – até próximo de 1700), nasceu na Espanha e exerceu o oficio de padre também na França, onde desencarnou.
Jean Jaques Tourville, prelado católico no período anterior a revolução francesa, era educador da nobreza, viveu na França e antes de estourar a revolução refugiou-se na Espanha, onde desencarnou no final do século 18.
Padre Amaro, humildade sacerdote católico que viveu no Pará e posteriormente no RJ, viveu entre os séculos 19 e 20 e teve contato com Bezerra de Menezes.
Em suas cinco últimas encarnações podemos perceber que Emmanuel viveu sempre como religioso católico. E a atual encarnação de Emmanuel, quais informações temos disponíveis?
Sônia Barsante, freqüentadora do Grupo Espírita da Prece de Chico Xavier, testemunhou que em determinado dia no ano 2000 Chico Xavier ausentou-se por alguns momentos em transe mediúnico. 
Ao retornar, disse-lhe com alegria que fora em desdobramento espiritual até uma cidade do Estado de São Paulo para visitar um bebê que seria o espírito de Emmanuel já reencarnado. 
Terminou dizendo-lhe e aos demais que lá estavam presentes: “vocês ainda vão reconhecê-lo.” Emmanuel conta hoje portanto com idade entre 11 e 12 anos, vivendo em São Paulo.
Numa pergunta feita por Gugu Liberato, se Emmanuel reencarnaria, Chico assim afirmou: “Ele diz que virá novamente para trabalhar como professor”.
O que podemos entender sobre professor? Um palestrante, se valendo da excelente oratória adquirida na época do senado romano, um professor das multidões, ensinando milhares e milhares de jovens os conceitos espíritas através da união entre espíritas e católicos, aproveitando o amplo conhecimento que Emmanuel adquiriu da estrutura católica e dos evangelhos bíblicos. 
Um verdadeiro educador, buscando assim como Gabriel primeiramente a união entre espíritas e católicos como pilar de sustentação do Universalismo Crístico. Um educador.
Emmanuel não viveu nenhuma encarnação com esse nome, então porque se apresentaria com esse nome para Chico Xavier? Emmanuel significa “Deus conosco”. 
Em toda sua trajetória vemos sua cura, tornando-se um verdadeiro emissário dos planos superiores. Um nome semelhante ao que ficou conhecido como mentor de Chico Xavier, é o nome que significa “curado por Deus”, do hebraico Repha’el ou simplesmente Rafael.
Esse perfil de educador, buscando uma metodologia para ensinar os preceitos universalistas as multidões pode ser visto no capitulo 6 do livro "Universalismo Crístico, o Futuro das Religiões" também do Roger Paranhos, editora do conhecimento, quando Rafael se encontra em desdobramento astral com Gabriel.

Esses três espíritos, João Batista, Gabriel e Emmanuel, estão encarnados hoje no Brasil, com a missão de preparar o Brasil para que nos próximos 20 anos já tenha se tornado o farol do mundo, a pátria do Evangelho, a nação que ajudará o mundo a passar pelas duras provações que se avizinham até o ápice do exílio planetário daqui a pouco mais de 25 anos, em 2036.

                                                                    

                                                            

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

BENÇÃO DIVINA

                                                                              
                                                                              


Não te consideres livre, num mundo de expiações e provas, num planeta conturbado, onde imperam o ódio, a ambição, o orgulho, a vaidade...

Entretanto, se encontraste Jesus, se és um outro discípulo em demanda de Emaús, seguindo estrada a fora, atônito com os sucessos mundiais, se és possuidor da Boa Nova da redenção - busca entender o sentido legítimo da Fraternidade e, afeiçoando-te a ela, como companheira inseparável, trabalha amorosamente, abrigando o Cristo no coração.

Certamente encontrarás obstáculos sem conta. Ironias e sarcasmos serão óbices tremendos para conseguires a vitória final.

No entanto, com a Fraternidade em tua existência, em tua mente, terás contigo o Senhor e Mestre, e, não obstante viveres num mundo de aflições e provas, serás livre em ti mesmo, pois conhecerás o Caminho, a Verdade e a Vida.

Não te prendas às coisas transitórias, que são ofertadas ao mundo apenas como meio de aperfeiçoamento e ascensão.

Ergue-te do pó da estrada e, à luz da Fraternidade, bênção divina ao teu dispor, prossegue em busca dos irmãos sofredores, tornando-te o samaritano de Jesus, em tarefa nobilitante na crosta planetária.

Constrói em ti mesmo o templo sagrado da Fraternidade, único sentimento capaz de transpor, incólume, os umbrais da morte. 


Avança, na certeza absoluta de que a tua moeda divina será  hoje, aqui e além  a do trabalho fraterno em seus lídimos postulados.

Imita o Pai Poderoso, que serve, incessantemente, abraçando os filhos de seu amor para conduzi-los às áureas trilhas da Eternidade. 

Segue o teu Pastor Divino, auxiliando-o a trazer para o redil as ovelhas tresmalhadas. Procura nos exemplos nobres, que te cercam o coração, a força precisa para a caminhada.

Fraternidade em ação, bênção divina, coroa que te iluminará a vida, perenemente.

Segue, Irmão, não te detenhas!

O Plano Espiritual Superior é todo um autêntico laboratório de fraternidade, guiando, orientando as coletividades para o Infinito Amor.

Segue, Irmão!

Toma para ti o título real, aquele que verdadeiramente deves conquistar: o de Irmão. 

Irmão legítimo de toda a Humanidade.

Imola-te como o Cordeiro, amando, fraternalmente, para seres um com Ele na vida imortal.



*Pelo Espírito Augusto Paiva - psicografada pela médium Maria Cecília Paiva.

                                                                        


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

O REINO DE DEUS




Você sabe o que quer dizer reino dos Céus? Ou reino de Deus?

Ao longo dos séculos, o conceito a propósito do reino de Deus ou reino dos Céus tem se modificado.

Antes de Cristo e até pouco tempo, algumas religiões prometiam aos seus fiéis um local bem alto, acima das nossas cabeças, destinado a ser a morada da alma depois desta vida. 

Ali a alma ficaria em contemplação, sem trabalho, estagnada.

Durante algum tempo se acreditou na existência de vários céus, uns sobre os outros, à semelhança de um edifício de apartamentos.

Segundo a opinião mais comum, havia sete céus. Por isso mesmo é que ainda hoje se ouve a expressão estar no sétimo céu, querendo expressar a mais pura alegria. 

A felicidade suprema.

Os muçulmanos acreditam na existência de nove céus. Em cada um deles os crentes têm a sua felicidade aumentada.

O astrônomo Ptolomeu contava onze céus. O último era o lugar da glória eterna e se chamava Empireu.

Jesus veio dar um novo conceito para o reino dos Céus. Ele disse: O reino dos céus não está aqui, nem ali, nem acolá, porque já está entre vós.

Comparou esse reino a um tesouro escondido num campo, a uma pérola de grande valor, ao grão de mostarda que se fez grande árvore e que aninhou em seus galhos as aves.

O grão de mostarda que um homem plantou representa a necessidade de cada um de nós de cultivar a decisão da reforma interior. Renovação íntima.

A pérola de grande valor ou o tesouro escondido simbolizam o interesse que devemos ter para nosso aprimoramento.

Aprimoramento que se faz devagar, lento, mas que deve ser preciso. 

O que equivale a dizer que cada dia devemos nos examinar e ir trabalhando uma virtude, até conseguir adquiri-la.

Uma boa tática é estabelecer um tempo para alcançar o que pretendemos. 

Por exemplo, num exame de consciência, descobrimos que não possuímos a virtude da paciência. Somos muito irritados, impacientes. 
Então estipulamos um tempo para trabalhar esta virtude. Uns seis meses, digamos.

Durante este tempo, todos os momentos em que estivermos a ponto de explodir, estourar, gritar, faremos o exercício da pausa, da reflexão, do silêncio.

Com certeza, mesmo assim, muitas vezes iremos estourar. Explodir. Mas não se deve desistir.

Após os seis meses, faremos um novo exame para descobrir se melhoramos e quanto. 

O quanto de paciência já conquistamos.

Aí nos daremos novo prazo e assim, pouco a pouco, iremos trabalhando a nossa intimidade.

Quando acreditarmos que estamos melhorando em um ponto, começaremos a burilar outro. Até chegarmos à tão falada e esperada renovação íntima.

O importante é fazer dia por dia a construção da nossa nova personalidade, do homem novo. Ir pedra por pedra construindo o edifício do mundo novo em nós.

Importante não é realizar coisas grandiosas. Importante é fazer pequenas coisas, todos os dias, e muito bem feitas.

Se pensarmos assim e nos esmerarmos, logo, logo o reino dos Céus, que não vem com aparências exteriores, se fará em nossos corações.

Exatamente como disse Jesus: O reino de Deus está dentro de vós.

Cabe-nos despertá-lo e permitir que cresça em nós.


Você sabia que Jesus comparou o reino dos Céus ao fermento que uma mulher, tomando-o, escondeu em três porções de farinha, até que tudo levedou?

No Evangelho de Lucas é que encontramos tal comparação.

E você sabia que o fermento representa a Doutrina que Jesus nos deixou, o Cristianismo?

Em três milênios deve produzir seus frutos.

A Humanidade já viveu os dois primeiros milênios. O terceiro será decisivo. 

Nele, a Doutrina de Jesus deverá atingir a sua plenitude.

Pensemos nisso e façamos a nossa parte.


*A parábola do reino dos Céus - do livro: As maravilhosas parábolas de Jesus, de Paulo Alves Godoy, ed. Feesp. 

                                                                  



sábado, 12 de setembro de 2015

MERGULHE NO TEU CORAÇÃO

                                                                       



"Mergulhe bem fundo no teu coração, arranque as mágoas e destrua as correntes que aprisionam a tua emoção...
Exercite o perdão, pois assim terás a paz e seguirás livre na tua caminhada...
Elimine os bloqueios espirituais e exercite a tua fé, que foi colocada um dia em teu ser para você dar o salto para a vitória e mudar a tua história.
Os limites só existem para quem desconhece ou esquece do potencial que tem dentro de si... 
Elimine os preconceitos para que no teu relacionamento haja entrega mútua, cumplicidade, diálogo aberto sincero.
Assim você construirá uma aliança que o tempo não poderá destruir, pois sempre haverá a bonança...
Deixe fluir a ternura que há dentro de você e cuida da tua vida sentimental como se cuida de um jardim...
Certamente para sempre terás alguém a teu lado que te darás grandes emoções...
Faça como um passarinho que teve a porta gaiola aberta e voa ao encontro da liberdade e da felicidade...
Bata as asas em direção ao teu ninho, tenha só o céu como limite e viva como Deus te criou e um dia planejou..."
Paz e Luz!
*Autoria desconhecida.

                                                              

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

POR TRÁS DE NOSSO SUCESSO HÁ OS CALOS DOS AMIGOS

                                                                       



Ao sair do banheiro encontrei minha roupa arrumada e passada, bastava eu vestir. 
O café da manhã já estava pronto e a marmita do dia feita. 
Alguém fizera aquilo para mim. Sim, minha esposa.

Recordei-me, então, que estava formado e indo trabalhar. 

Claro, meus pais deram duro para que eu frequentasse os bancos escolares e acadêmicos.

Meus filhos, que já não moram mais na mesma cidade que eu, estão saudáveis e bem cuidados. 

Óbvio que há alguém cumprindo este papel.

Saí de casa e fui ao supermercado comprar abobrinha. 

Que maravilha estava aquela abobrinha! Foi então que constatei: alguém a plantou, vendeu e entregou no supermercado para que eu a comprasse.

Dirigi-me ao caixa que me deu bom-dia e passou minha compra. 

Ah, se não fosse aquele caixa de supermercado, a saborosa abobrinha estaria ainda na prateleira.

Ao final do dia percebi que tivera sucesso em tudo, mas eu, claro, não o conseguira sozinho, pois o meu sucesso daquele dia era o retrato do trabalho em conjunto. 

Fiz uma prece de gratidão aos Céus, rogando bênçãos a todos aqueles que participaram do meu dia, empenhando-se para que tudo corresse bem.

Diariamente somos agraciados com as atitudes alheias que concorrem para o bem de nosso trabalho e de nosso sucesso. 

Impossível neste mundo ser autossuficiente, fazer tudo ou, como se diz no jargão futebolístico: Bater o escanteio e marcar o gol.

Os Espíritos informam no tópico Lei de Sociedade, mais precisamente na questão de número 767, que todos trabalham para o progresso geral no auxílio mútuo.

Exatamente assim; é no auxílio mútuo e realizando nossas tarefas da melhor forma possível que construímos o sucesso nosso e dos outros.

Mas o que queremos abordar aqui é a gratidão para com aqueles que estão ao nosso redor colaborando para a nossa evolução.

Não se pode deixar de agradecer aos Céus por não vivermos sozinhos. 

Por termos familiares, amigos, companheiros de jornada, colegas de trabalho, servidores públicos, funcionários de instituições que se empenham em suas atividades a fim de que tudo transcorra em ordem.

No trabalho preciso do cirurgião médico, na construção de edifícios e aglomerações comerciais do engenheiro, na sublime missão do professor de ensinar, no cuidado do bombeiro ao salvar uma vida, sempre há “os calos” de nossos familiares, amigos, colegas que se desdobram em esforço para que tenhamos sucesso.

Por isso, nunca é demais lembrar que, por trás de nosso sucesso, não raro há o pai que trabalhou para pagar os estudos, a mãe que se desdobrou para fazer nossa marmita, o avô que acordava de manhã para esquentar nosso leite.

Ensinam os Espíritos que ninguém consegue ser feliz sozinho; o sucesso de uma pessoa sempre se faz com o apoio da família, amigos e demais seres humanos.

Eis a beleza da vida, eis a graça do mundo, eis, acima, os exemplos que genuinamente nos transformam em membros de uma mesma família e filhos de um mesmo Pai..


* Wellington Balbo.

                                                              


terça-feira, 8 de setembro de 2015

PARA VIVER MELHOR


                                                                             



A importância do perdão, de modo geral, ainda não foi claramente compreendida pelos companheiros domiciliados no Plano Físico.

O espírito, em estágio na Terra, é um inquilino do corpo em que reside transitoriamente.

Imaginemos o usufrutuário da moradia a martelar estruturas da sua própria casa, em momentos de revolta e azedume.

Quanto mais repetidos os acessos de amargura e ressentimento, mais ampla a depredação em prejuízo próprio.

Esse é o quadro exato da criatura, habituada às reações negativas, nos instantes de prova ou desagrado.

Daí nascem muitas das moléstias obscuras, diagnosticáveis ou não, agravando as condições do veículo físico, já de si mesmo frágil e vulnerável, embora maravilhosamente constituído.


Se tens mágoa contra alguém, observa que esse alguém não terá agido com os teus conceitos e pensamentos.

O amor nos vinculará sempre a determinado grupo de pessoas, entretanto, em nosso próprio benefício, amemo-las, tais são, sem exigir que nos amem, sob pena de cairmos frequentemente em desequilíbrio e abatimento.

Doemos alma e coração aos seres queridos, sem escravizá-los a nós e sem nos escravizarmos a eles.

Por muito se nos enlacem no mundo físico, sob as teias da consanguinidade, saibamos deixá-los libertos de nós, a fim de serem o que desejam, na certeza de que a escola da experiência não funciona inutilmente.


A criança é responsabilidade nossa e responderemos, ante as leis da vida, pela proteção ou pelo abandono que estejamos devotando aos pequeninos confiados à nossa tutela temporária.

Os adultos, porém, são donos dos próprios atos e, não será justo chamar a nós, a consequências das empresas a que se adaptem ou dos caminhos que escolham, tanto quanto não seria razoável, atribuir a eles os resultados de nossas próprias ações.


Perdão e tolerância são alavancas de sustentação da nossa paz íntima.

Desculpar faltas e agravos será libertar-nos de choques e golpes que vibraríamos sobre nós mesmos, criando em nós e para nós, dilapidações e doenças de resultados imprevisíveis.


Ensinou-nos o Cristo: - "Perdoa não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes".

Isso, na essência, quer dizer que não somente nos cabe esquecer as ofensas recebidas em proveito próprio, mas também significa que seria ilógico disputar atenção e carinho daqueles que porventura nos agridam, já compromissados, por eles mesmos, nas equações infelizes das atitudes a que se afeiçoem.

Em suma, para quem quiser na Terra trabalhar e progredir com mais saúde e paz, alegria e segurança, vale a pena perdoar constantemente para viver sempre melhor.



* Livro: Amigo - Psicografia: Francisco C. Xavier - pelo Espírito de Emmanuel.

                                                                  


domingo, 6 de setembro de 2015

O PERDÃO

                                                                          



O perdão é para quem se sente agravado por alguém, em seu amor próprio.

Quem te fere te atinge em tua fragilidade espiritual.

E, portanto, deves examinar não só a possibilidade de perdoar ao ofensor quanto a de corrigir-te no que te fez suscetível ao melindre.

Jesus, ao expirar no madeiro, não disse: "Eu lhes perdôo!..."  O Mestre não se sentia vilipendiado.

Se não existisse a ofensa, a necessidade de perdoar não existiria. 
A questão é que o homem, que se considera bom, se sente magoado; portanto, ele não é tão bom quanto imagina ser.

Há mais grandeza em se pedir perdão, do que propriamente em perdoar - em admitir-se na condição de verdugo, que de vítima.

A falta de indulgência pressupõe um vínculo com o mal, pois quem se recusa a perdoar é co-autor da atitude infeliz que, de sua incompreensão, se alimenta.

Jesus Cristo pediu a Deus que perdoasse a Humanidade, ou seja, que o homem se acertasse com a sua consciência e não com Ele, que só tinha amor em seu coração.

*IRMÃO JOSÉ, DO LIVRO DE ÂNIMO FIRME, PSICOGRAFIA DE CARLOS A. BACCE