
Consideremos as enfermidades sob três aspectos: do corpo, da mente e do Espírito.
As do corpo são resultado de infecções, traumatismos físicos, acidentes, degeneração celular.
As da mente englobam os fenômenos psicológicos e psiquiátricos, expressando-se em forma de conflitos, insatisfação, desajustes, alienações.
As do Espírito, com maior profundidade, relacionam-se com o próprio comportamento na atual ou em existências passadas, das quais procede no seu programa evolutivo.
As pessoas preocupam-se em demasia por solucionar os males que as afligem, sem uma preocupação mais consciente a respeito das causas que os desencadeiam, realizando uma terapia preventiva, pela morigeração dos hábitos e desregramentos dos abusos de toda natureza, tendo-se em vista que os fenômenos pungentes e dolorosos remontam às matrizes morais enraizadas no Espírito.
Instalada a enfermidade, faz-se inevitável o tratamento específico, recorrendo-se às terapias próprias, compatíveis com as circunstâncias.
Não obstante, para a saúde espiritual, e, portando, para as doenças que do Espírito derivam, torna-se imprescindível uma reprogramação dos valores da vida, alterando-se o comportamento em profundidade.
Entre as doenças mais graves da área do Espírito, destaquemos a indiferença, a soberba, o ódio, o ciúme, a falta de finalidade aplicada à existência, o esquecimento e desrespeito às divinas e às humanas leis.
Em todo processo de enfermidades, e mesmo nas que decorrem dos fatores morais e circunstanciais - acidentes, choques - há uma forte causalidade no ser espiritual.
A reparação das peças orgânicas e equipamentos psicológicos, sem uma correspondente alteração de conduta íntima, resulta inócua e de efêmero resultado.
Não removido o elemento causador do distúrbio, este muda de forma ou lugar, permanecendo inalterado.
Reforma o quadro das tuas aspirações humanas, considerando a tua realidade eterna, eliminando do teu mapa de comportamento o egoísmo, a ansiedade, a ira, o medo, o ódio, a luxúria.
Esses raios destrutivos, que deles emanam, produzem a degenerescência das células, em face do bombardeio mental que padecem.
A cegueira sistemática a respeito da finalidade transcendental da vida é também responsável por males incontáveis no corpo, na mente, na alma.
Indispensável combater essa virose insidiosa que destrói as defesas da existência, possuindo o poder de mutações constantes, que a apresentam com variadas e insuspeitáveis características.
O conhecimento e consequente respeito aos mecanismos de funcionamento da vida alterarão por completo a tua maneira de ser, brindando-te saúde real, partindo da emoção para o corpo com excelente harmonia interior.
Sobrepondo o Espírito ao corpo, Jesus jamais enfermou, demonstrando a grandeza da saúde verdadeira e conclamando-nos à vitória sobre os atavismos negativos e paixões inferiores.Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco - Livro: Momentos de Alegria.
Muitas vezes ficamos seriamente preocupados com as soluções que deveríamos apontar para aqueles que nos procuram, diante da grandiosidade de seus inúmeros problemas.
Soluções sem dúvida, nada fáceis.
Soluções talvez utópicas e alienantes, caso não sejam nascidas de uma profunda comunhão de vida com aqueles que sofrem.
Quem precisa desabafar, não vem em primeiro lugar em busca de reflexões.
Ele busca, sim um ombro amigo onde possa reclinar sua fronte cansada.
Um pouco de compreensão apenas. Um pouco de atenção, de aceitação, de calor humano.
Isso é tudo. Tudo o que um coração que sofre necessita.
Não se preocupe em resolver problemas e apontar soluções para quem está aflito e desesperado. Enxugue suas lágrimas, compartilhe suas angústias, (mas, sem envolvimento)!!!!!!
Acalente-o, fazendo todo ouvidos e ternura para as palavras sofridas ou o silêncio terrível de quem se sente aniquilado pela vida.
As soluções nascem por si. Para compreender e amar de verdade é preciso: escutar sem pressa, sem julgar, escutar com toda paciência e interesse.
Eis o segredo que todos nós devemos aprender. *Autor desconhecido.
Não consideremos o labor do aprimoramento moral como algo extraordinário, porquanto para isso é que nos encontramos reencarnados “(...) Na ordem dos sentimentos, o dever é muito difícil de cumprir-se... Não têm testemunhas suas vitórias.” - Lázaro[1] O grande desafio dos tempos hodiernos é o homem vencer-se a si mesmo, pois, encurralado por soez hedonismo e sufocante materialismo, distancia-se, dia a dia de sua identidade cósmica.
Assim, sequestrado pelo imediatismo, não consegue vislumbrar os painéis do infinito espiritual que o aguarda.Torna-se quase incompreensível – para muitos – a conclamação de Jesus[2]: “Sede perfeitos como perfeito é o Pai Celestial”. Segundo Lázaro1, “temos que refletir as virtudes do Eterno, que não aceita esboços imperfeitos, porque quer que a beleza da Sua Obra resplandeça aos olhos de cada criatura” emancipada.A arena das lutas humanas está doravante localizada nas mais íntimas anfractuosidades da alma. A conquista das virtudes (tesouros do Céu), eis a meta assinalada para todos nós!
Mas como lograr tal desiderato ante tantas circunstâncias adversas, em especial perante nossas próprias limitações?!“Eu venci o mundo”, proclamou Jesus[3]. E sendo Ele o nosso Modelo e Guia mais perfeito[4], urge também que obtenhamos a vitória do Espírito sobre as iniquidades mundanas em que pesem as sabotagens da matéria.Em página enriquecedora e de peregrina beleza, Joanna de Ângelis[5], através da psicografia de Divaldo Franco, vem nos auxiliar no âmbito da auto superação abordando a magna questão das lutas íntimas: “(...)
Ninguém tomará conhecimento desse esforço hercúleo que desenvolves em favor da felicidade real, pois as pessoas estão acostumadas às exteriorizações, às fugas psicológicas, às conquistas de ocasião, que as projetam no mundo econômico, social, político, artístico, responsáveis pela exaltação do ego.Há uma corrida desenfreada na busca do sucesso externo, sem que se dê importância à autorrealização, aos componentes da harmonia pessoal, à vitória sobre as paixões desenfreadas e perturbadoras...
Todo o interesse social está centrado na imagem, na aparência que chama a atenção, que desperta inveja e comentários, mesmo quando se está jugulado aos conflitos íntimos difíceis e à tremenda solidão no meio da balbúrdia e do aplauso vazio.
Para anular essa situação, foge-se para a embriaguez dos sentidos, para o álcool, o fumo desordenado, as drogas aditivas, o sexo desenfreado...As convenções sociais deficientes estabeleceram que todas as realizações que dão respostas imediatas e produzem prazer devem ser as metas a serem conquistadas.
Essa proposta falsa nas suas bases transforma o ser humano em um feixe exclusivo de sensações, que devem ser supridas ininterruptamente, embora a fragilidade do vaso orgânico e as suas complicadas tecelagens emocionais, susceptíveis de conflitos e desarranjos frequentes...As tuas são lutas íntimas que deves travar em silêncio, sem qualquer alarde, porque te concederão a medida exata de quem és e do que podes fazer em benefício próprio.
Trata-se de um grande esforço, para o qual não conseguirás aplauso nem contribuição exterior. É uma batalha sem quartel que todos são convocados a atender, queiram ou não.Sempre chega o dia, no qual, mesmo os mais resistentes são conduzidos às reflexões, ao amadurecimento mental, à meditação.Realiza a tua luta íntima constantemente, analisando as tuas dificuldades, deficiências e limites após relacioná-los por escrito ou na memória, de forma que possas diluí-los suavemente, com tranquilidade, superando cada um, à medida que te libertes do anterior.
Isso demandará um esforço gigante, porém, rico de gratificação.
Toda ascensão cobra o tributo do sacrifício, para brindar com as paisagens emolduradas de beleza, inabituais e fascinantes.O país íntimo em que tu, como Espírito, te domicilias - esse corpo transitório - alberga as marcas das existências passadas, nem sempre saudáveis, que hoje ressurgem desafiadoras na condição de problemas graves que podem conduzir a abismos inesperados. Somente adentrando-te nele, passo a passo, como o conquistador que penetrando uma região desconhecida e se deslumbra à medida em que a vence, é que poderás libertar-te das aflições, superando as paixões dissolventes e anestesiantes. Não te detenhas em postergações, acreditando, por mecanismo de fuga, que realizarás amanhã ou depois, o que poderias iniciar agora.
Esse amanhã é um engodo psicológico para impedir-te a libertação...
Começa, portanto, das perturbações mais simples e cresce em coragem para prosseguir sem desfalecimento.
Cada vitória sobre ti mesmo, por menor que se apresente, representa uma conquista, que abrirá lugar para novas e oportunas vitórias.
Desse modo, luta e luta, discretamente, aprimorando-te, superando-te, com a alegria de quem está conquistando o Universo, cosmo grandioso que és.
Nesse tentame não te faltarão apoio nem ajuda dos teus Amigos Espirituais interessados na tua evolução. Lembra-te que os legítimos conquistadores da Humanidade venceram-se primeiro a si mesmos, discernindo a respeito daquilo que desejavam e de como fazê-lo, a fim de adquirir resistência para as façanhas a que se entregariam.
Terminado esse difícil estágio, partiram para etapas mais cansativas, mas, no entanto, fadadas à vitória.As grandes lutas sempre são travadas no campo da consciência, onde se homiziam os maus pensamentos e pendores, mas também no qual se hospedam os sentimentos de nobreza e de enriquecimento da Humanidade.Nunca te canses de aprimorar-te, nem consideres esse labor como sendo extraordinário, porquanto para isso é que te encontras reencarnado”.[1] - KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. 121. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2003. cap. XVII, item 7.[2] - Mateus, 5:48.[3] - João, 16:33.[4] - KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 83. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002, q. 625.[5] - FRANCO, Divaldo. Sendas Luminosas. Votuporanga: DIDIER, 1998, p.p. 83-85.

Acautela-te em pedir o favor do bem, porque muitas vezes a concessão que se nos afigura bem nosso pode ser efetivamente o mal que arruína os outros.
Muitos solicitam excessiva fartura em casa, esquecendo que o bem aparente da mesa lauta é o mal da penúria entre os próprios vizinhos.
Criaturas numerosas reclamam a bolsa farta, com absoluta despreocupação das necessidades alheias, olvidando que os bens acumulados em seu nome produzem males sem conta na economia daqueles que lhes respiram a experiência.
Lembra-te de que há bens fugazes que geram males de longo curso, tanto quanto existem males passageiros que asseguram bens sagrados e duradouros.
A alegria ruidosa e insensata é um bem que, não raro, determina desastres de conseqüências imprevisíveis, enquanto a dor paciente e humilde gera bênçãos de sublimada expressão.
Muitos ferem os outros, com a desculpa de preservar o bem próprio, criando largo cortejo de males em derredor de si mesmos, quando apenas os que sabem receber no âmago do peito os golpes do mal é que penetram, tranqüilos, na seara dos bens que a vida entesoura a benefício dos que sabem vencer, vencendo, antes de tudo, a si próprios.
Não te enganes, desta forma, no câmbio ilusório da fortuna e da carência, do prazer e da lágrima, da consideração e do menosprezo, ao jogo das aparências terrestres.
Recorda que a abastança de hoje pode ser a penúria de amanhã e que o domínio de agora pode ser derrocada depois.
Sobretudo, não troques o mal da provação transitória pelo bem da fuga desassisada, com plena deserção do campo de luta, em que a Lei te situa os passos, porque somente ao preço de tolerância e abnegação, nos males da sombra presente, é que conseguirás, com justiça, entrar na posse dos bens que te esperam ao sol do grande futuro.*
Emmanuel / Francisco C. Xavier - Livro: Semeador em Tempos Novos.
Ele mesmo declarou que sua maior imperfeição moral era a preguiça.
Ao final da existência, lamentou-se do péssimo hábito de tudo deixar para amanhã.
Não levava adiante as providências em andamento, preferia adiar compromissos, sempre se atrasava em tudo e não percebia que seus atrasos prejudicavam terceiros, traziam aflições a quem dele dependia e que o maior lesionado de suas atitudes negligentes era ele mesmo.Chamava-se João, e o “amanhã” foi acrescentado como apelido.
Todos conheciam aquele homem que sempre apresentava desculpas, muitas delas bem esfarrapadas, para justificar atrasos ou não cumprimento dos mais elementares deveres, o que trouxe muito sofrimento para seus pais, durante toda a vida.
Na verdade, porém, os pais foram os maiores responsáveis pelo adulto negligente, pois não o corrigiram na infância, concordando com sua costumeira indolência.A mãe tentou corrigi-lo na adolescência, entregando-o aos cuidados de um tio muito trabalhador e disciplinado que viajava muito.
O rapaz o acompanhou, mas alguns meses depois recebeu comunicado da mãe para que voltasse, face à enfermidade que acometera o pai.
O rapaz deixou para viajar no dia seguinte, como de hábito em tudo que fazia.
Por força do adiamento, no dia seguinte, o veículo coletivo sofreu avaria causando considerável atraso na viagem. Indiferente com o reparo, resolveu adiar novamente a viagem, para o próximo dia.
Quando conseguiu chegar, o pai já havia morrido.Mas não foi só. Um outro tio, solteiro, solicitou sua presença para cuidar de seus negócios – face a impedimento inesperado – e ele novamente viajou.
Deixou a namorada e prometeu voltar assim que possível. Seis meses depois, em virtude de adiamentos sucessivos, quando tentou voltar, novamente perdeu o veículo coletivo que o traria de volta.
No dia seguinte, quando viajaria, amanheceu enfermo e impossibilitado de viajar.
Com isso, até se recuperar foram mais de três meses.
Numa época em que ainda não havia telefones, ficou de escrever para a mãe e para a namorada, mas sempre deixava para o dia seguinte.
A mãe e a namorada acharam que ele tinha morrido, em face da ausência de notícias.
A mãe enfermou e a namorada decidiu ir para o convento.Quando chegou, um ano depois, a mãe havia morrido.
A noiva, surpreendida pela volta do namorado, e agora já com votos religiosos, suicidou-se.
Ele, por sua vez, por negligência contumaz, após a morte da mãe, foi sucessivamente perdendo os próprios bens e os recursos básicos de sobrevivência.
Transformou-se num mendigo, passou fome e vivia da caridade alheia, sem movimentar-se para nada. Quando solicitava esmolas para comer, diziam-lhe: você não comeu hoje, comerá amanhã.
Morreu de fome, abandonado. E até seu corpo ficou insepulto naquela noite, pois os coveiros – numa tarde de chuva torrencial – disseram uns para os outros: deixemos para amanhã, como ele sempre fazia...A vida é dinâmica e pede iniciativa, providências contínuas que nos preservem de enfermidades e nos garantam o sustento e o equilíbrio da própria existência.
Entregar-se a atitudes irresponsáveis como a preguiça é um grande mal.Observemos se nossos comportamentos não geram aflição para os outros, se nossos adiamentos e atrasos não prejudicam outras iniciativas e decisões.
Nossas costumeiras pendências, alimentadas e mantidas, não se enquadram no triste exemplo acima, guardadas as devidas proporções?Quando nos atrasamos nos compromissos, quando não respondemos a alguém que nos aguarda, quando não damos notícia ou quando mesmo não cumprimos nossos compromissos e deveres, estamos lesando alguém.
Quando não respeitamos horários e permanecemos indiferentes com a série de obrigações diárias da simples convivência, não estaremos nós lesando a tranquilidade alheia e trazendo prejuízos ao bem geral?Afinal, quem somos para exigir benefícios pessoais em detrimento da harmonia do conjunto?
Que privilégio achamos que detemos acima de outras pessoas?É algo para pensar, não é? Um bom convite a uma autoanálise sobre nós mesmos.
Uma ótima oportunidade para pensar se não somos os velhos egoístas de sempre.
Achar-se alguém superior a outrem é bem uma tola pretensão descabida.
Ninguém é maior ou menor do que ninguém. Somos todos iguais, apesar das diferenças que possamos ter...* Orson Peter Carrara.
A vida pode ser comparada à conquista de uma montanha.
Como a vida, ela possui altos e baixos. Para ser conquistada, deve merecer detalhada observação, a fim de que a chegada ao topo se dê com sucesso.
Todo alpinista sabe que deve ter equipamento apropriado.
Quanto mais alta a montanha, maiores os cuidados e mais detalhados os preparativos.
No momento da escalada, o início parece ser fácil.
Quanto mais subimos, mais árduo vai se tornando o caminho.
Chegando a uma primeira etapa, necessitamos de toda a força para prosseguir.
O importante é perseguir o ideal: chegar ao topo.
À medida que subimos, o panorama que se descortina é maravilhoso.
As paisagens se desdobram à vista, mostrando-nos o verde intenso das árvores, as rochas pontiagudas desafiando o céu. Lá embaixo, as casas dos homens tão pequenas...
É dali, do alto, que percebemos que os nossos problemas, aqueles que já foram superados são do tamanho daquelas casinhas.
Pode acontecer que um pequeno descuido nos faça perder o equilíbrio e rolamos montanha abaixo.
Batemos com violência em algum arbusto e podemos ficar presos na frincha de uma pedra.
É aí que precisamos de um amigo para nos auxiliar.
Podemos estar machucados, feridos ao ponto de não conseguir, por nós mesmos, sair do lugar.
O amigo vem e nos cura os ferimentos.
Estende-nos as mãos, puxa-nos e nos auxilia a recomeçar a escalada.
Os pés e as mãos vão se firmando, a corda nos prende ao amigo que nos puxa para a subida.
Na longa jornada, os espaços acima vão sendo conquistados dia a dia.
Por vezes, o ar parece tão rarefeito que sentimos dificuldade para respirar.
O que nos salva é o equipamento certo para este momento.
Depois vêm as tempestades de neve, os ventos gélidos que são os problemas e as dificuldades que ainda não superamos.
Se escorregamos numa ladeira de incertezas, podemos usar as nossas habilidades para parar e voltar de novo.
Se caímos num buraco de falsidade de alguém que estava coberto de neve, sabemos a técnica para nos levantar sem torcer o pé e sem machucar quem esteja por perto.
Para a escalada da montanha da vida, é preciso aprender a subir e descer, cair e levantar, mas voltar sempre com a mesma coragem.
Não desistir nunca de uma nova felicidade, uma nova caminhada, uma nova paisagem, até chegar ao topo da montanha.Para os alpinistas, os mais altos picos são os que mais os atraem. Eles desejam alcançar o topo e se esmeram.
Preparam-se durante meses. Selecionam equipe, material e depois se dispõem para a grande conquista.
Um desses arrojados alpinistas, Waldemar Nicliewicz, o brasileiro que conquistou o Everest, disse: Quem de nós não quer chegar ao alto de sua própria montanha?
Todos nós temos um desejo, um sonho, um objetivo, um verdadeiro Everest. E este Everest não tem 8.848 metros de altitude, nem está entre a China e o Nepal.
Este Everest está dentro de nós.
É preciso ir em busca deste Everest, de nossa mais profunda realização.* Baseado em texto de Valdemar Nicliewicz.

A essência, o ser em si mesmo, constitui a individualidade, que avança mediante o processo reencarnatório, adquirindo experiências e desenvolvendo as aptidões que lhe jazem inatas, heranças que são da sua origem divina.
A expressão temporária em cada existência corporal, com as suas imposições e necessidades, torna-se a personalidade de que se reveste o Espírito, a fim de atingir a destinação que o aguarda.
A primeira tem o sabor de eternidade, enquanto a outra é transitória.
No âmago do ser encontra-se a vida pulsante, imorredoura, embora, na superfície, a aparência, o revestimento quase sempre difere da estrutura que envolve.
A individualidade resulta da soma das conquistas, através do êxito como do insucesso,
logrados ao longo das lutas que lhe são impostas.
A personalidade varia conforme a ocasião e as circunstâncias, os interesses e as ambições.
Esta passa, enquanto aquela permanece.
Máscara, forma de aparecer, a personalidade se adquire sem transformação substancial, profunda, ocultando, na maioria das vezes, o que se é, o que se pensa, ao que se aspira.
Legítima, a individualidade se aprimora, qual diamante que fulge ao atrito abençoado do cinzel.
A personalidade extravasa, formaliza, apresenta.
A individualidade aprimora, realiza, afirma.
À medida que o ser evolui, mergulha no mundo íntimo, introspectivamente, desenvolvendo valores que dormem em embrião e se agigantam.
O exterior desgasta-se e desaparece.
O interior esplende e agiganta-se.
A semente que morre somente não viveu, não realizou a missão que lhe estava reservada: multiplicar e produzir vida.
A gema, sem lapidação, jamais fulgura.
Faze a tua indagação à vida, em torno da tua destinação.
Quem és hoje e o que pretendes alcançar?
Cansado da aparência, realiza-te intimamente e desata as aptidões superiores que aguardam oportunidade e cresce para as finalidades elevadas da vida.
Tenta ser, por fora, conforme evoluis por dentro, sendo a pessoa gentil, mas nobre, fulgurante e abnegada, afável, todavia leal.
Tua aparência seja, também, tua realidade, esforçando-te, cada vez mais, para conseguir
a harmonia entre a individualidade e a personalidade, refletindo os ideais de beleza e amor que te vitalizam.
* Joanna de Ângelis (Espírito) - Divaldo Pereira Franco.